“Tudo que eu penso parece que vai ficar ruim…”

Meus alunos costumam chegar aqui com aquele típico bloqueio da ideia ainda na cabeça, sabe? Quer dizer, ele nem escreve o que pensa, ele já censura antes. E… ele acaba não escrevendo nada.

Sei que bloqueios não são coisas que se resolvam com dicas, mas, se você tem esse bloqueio de nem aceitar escrever o que você pensa, tente transferir essa censura para o que estiver escrito no papel, e não na sua cabeça.

É necessário por no papel para só então olhar e ver se deve censurar. Faça isso. Pense bem:  o que está na   sua cabeça não precisa ser censurado porque ninguém  está vendo! Você só precisa censurar depois de escrever – escreva!

Mas escreva tranquilo(a) o que estive pensando, porque você não precisa mostrar aquilo para ninguém! Não precisa mesmo! Você  mostra se quiser, você vai decidir isso depois. Primeiro só escreva.

Depois disso releia e veja se é o caso de censurar. Aí você já vai analisar o efeito do que escreveu, e, pelo que vejo aqui, muita coisa que seria censurada na cabeça do aluno fica ótima no papel!

Então, censure no papel, não na cabeça.

 

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Pode usar palavras subjetivas na redação?

Uma aluna virtual, vestibulanda, me perguntou se dá para usar argumentos muito subjetivos, como “felicidade”, numa dissertação. Ela tinha medo de que deixassem a argumentação fraca.

 

Bem, como sempre, depende do contexto. Vamos usar o termo “felicidade”, que costuma ser mais problemático para os alunos. Primeiro você terá de definir o que você chama de felicidade. Como felicidade é uma noção pessoal, você precisará primeiro fazer isso: deixar claro do que você está falando. A partir daí, pode continuar falando da “felicidade”; pode até escrever um livro sobre ela.

Claro que o leitor tem todo o direito de não compartilhar da sua ideia de “felicidade”, mas o seu leitor será um corretor que não vai discutir com você, só vai verificar o nível da sua redação. Além do mais, desde que ele entenda o que você está dizendo… não tem problema se ele pensa diferente.

Portanto o fato de um termo ser subjetivo não proíbe você de falar sobre ele. Não  precisa mais ter medo de termos subjetivos – é só deixar claro o que ele significa para você.

 

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