Incoerência na conclusão do meu aluno

– chegamos ao post 709 – 

Vamos dar uma olhadinha nesta conclusão de um aluno concurseiro do meu curso de redação? Localize nela uma falha de coerência:

 

Você viu que existem duas afirmações:

  1. os serviços públicos são precários
  2. recolher impostos é ato legítimo

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Recolher impostos é ato legítimo, quer dizer, no Brasil (e fora daqui), é devemos pagar impostos. Se os serviços são precários, temos que pagar impostos. Se os serviços forem eficientes, temos que pagar impostos.

Então aquele “apesar de” não está  nada correto, ele indica uma situação oposta, ou algo inesperado. Não é inesperado, concorda? Podemos considerar que foi uma falha de coesão, mas eu considero mais uma falha de coerência, porque me parece que o aluno realmente pensou, raciocinou, de forma incoerente.

De qualquer forma, esse tipo de falha leva muitos pontos do candidato.

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Dica pra aumentar as chances de passar na prova!

“Foram atrás” é coloquial?

Erro de redator de conteúdo

– post número 709! –

Tenho visto uma grande quantidade de erros de português em sites e blogs. Eu creio que isso está ocorrendo porque hoje muita gente está “quebrando o galho” atuando como redator de conteúdo web. É o caso de jornalistas, professores, advogados, e afins.

O redator precisa, logicamente, escrever muito bem. Então vou postar aqui no meu blog algumas falhas para ajudar quem está atuando provisoriamente como redator de blogs e sites a evitar falhas.

Descubra aqui neste anúncio de redator um erro de português:

A frase “Site que produzi os textos” é totalmente incorreta!

Essa pessoa produziu os textos DE um site, ou EM um site, ou ainda PARA um site, certo?

Então esse redator poderia escrever a frase de 3 maneiras, todas elas corretas:

a) Site para o qual produzi os textos

b) Site do qual produzi os textos

c) Site no qual produzi os textos

E se esse redator tiver ainda mais habilidade, pode escrever asism

Site cujos textos produzi

Foi uma falha de pronome relativo, então busque por exercícios de pronome relativo se você redige conteúdo web!

Se você não é redator, isso serve pra você do mesmo jeito.

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Sabe usar o verbo “haver”?

Ainda assim? Ainda sim?!

Um argumento frágil na redação

Mais uma aulinha de detecção de falhas em argumentos! Desta vez usando um trecho de uma aluna concurseira do meu curso em vídeo. Localize nele um argumento frágil:

 

Devido à falta de oportunidades iguais para todos, muitos jovens brasileiros têm uma má qualidade de ensino no serviço público. Por conta disso, ficam impossibilitados de ascender socialmente, através do trabalho, já que a escolaridade permite que se obtenha cargos de trabalho melhores, com salários mais altos. 

O argumento frágil está logo no início: “falta de oportunidades iguais para todos”.

Você já deve ter escrito algo semelhante, não? Todo aluno escreve. Acho que todo aluno ouve isso em sala de aula e reproduz sem pensar. Aliás, é uma ideia generalizada, não só de sala de aula.

Pense comigo: o que é uma oportunidade? O que é uma coisa oportuna, correto? Bem, “oportuno” indica “em boa hora”, quase uma coincidência boa, algo que vem a calhar. Se eu estou em viagem de mochileira, numa cidade onde não há transporte coletivo no horário que eu preciso para ir embora, e sei de uma pessoa que está para sair de carro da cidade, eu posso correr lá e pedir uma carona. Essa carona é uma oportunidade, ela veio em boa hora! Foi uma coincidência maravilhosa, percebe?

Se a oportunidade é algo que “acontece”, sobre o qual “não temos controle”, porque é uma coincidência (é como a sorte!), é natural que as oportunidades não sejam iguais, concorda? A história de cada ser humano desde sempre tem oportunidades diferentes. Por sua vez, não há um ser humano sem oportunidades (se não conhece a história do Geraldo Rufino, aqui vai ela). Então há algo errado com esse argumento da minha aluna.

Quando minha aluna diz que faltam “oportunidades iguais”, eu deduzo que ela quis dizer “direitos iguais relativos ao ensino”. Tudo indica que ela está criticando a situação em que alguns alunos têm à sua disposição uma instrução muito inferior a outros.

O termo “oportunidades iguais” tem sido usado de forma errada, portanto, quando queremos nos referir a direitos. Oportunidades são coisas que nos acontecem sem que esperemos, na vida, e que podemos ou não aproveitar; direitos de ensino, neste caso, são direitos pelos quais pagamos com nossos impostos, então seria uma relação de consumo – paguei, logo, tenho direito.

Se você compra um televisor novo na loja, pede para entregar, e depois de 1 mês não o recebe, não faz sentido você dizer que “não teve a oportunidade de receber seu televisor”, concorda? É um direito!

A argumentação é o ouro da sua redação, então peça ajuda a seu professor de português para localizá-las de maneira que você consiga fazer isso sozinho no dia da prova!

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Parágrafo com um período só?! Pode?

Uma frase inutilizada!

 

Como argumentar pensando diferente da maioria

– post 707, já leu todos? –

Suponhamos que sua opinião não siga a maioria. Ao contrário: representa uma minoria. Parece que você está em desvantagem, em termos de argumentos, não é?

Vamos entender o que está por trás da forma de pensar dos que seguem a maioria! Vamos entrar na pele deles!

Os que seguem a maioria podem estar nessa porque não têm argumentos suficientes para ir contra ela. Portanto muitos que seguem a maioria não têm muita convicção do que pensam, então acham mais confortável seguir a maioria. Eles podem pensar de forma diferente, mas não vêm grupos dos quais possam participar, então…

Pode ser também que essas pessoas que seguem a maioria já estejam desiludidos em relação ao que a maioria pensa, e já estão em busca de outra alternativa!

Se você se sente uma minoria, saiba que há 4 fatores que podem lhe dar poder, na hora de expressar sua opinião:

  • ser consistente na hora de se expressar
  • estar confiante do seu ponto de vista
  • não ser tendencioso ou extremista ao se expressar
  • resistir à pressão que a maioria fará sobre sua opinião e sobre você

Os que seguem a maioria são mais silenciosos e muitos dos que lá estão e não estão muito convictos do que pensam não ousariam abrir a boca. Por exemplo, um grupo político extremista manifesta-se contra o governo da situação, mas faz isso de forma pacífica, através de abaixo-assinados ou participações em comentários em redes sociais; não tomam atitudes mais assertivas, porque muitos deles não têm tanta convicção do que pensam.

Sua posição, portanto, sendo parte da minoria, precisa ser corajosa e convicta. Mostre, por escrito, que o fato de ser parte de uma minoria não significa que não haja motivos para você pensar dessa forma – é um direito seu!

Não caia no extremismo, apenas se apegue a seus motivos. Use mais a razão que as emoções nessa hora – aqueles que pertencem à maioria mas sem muita convicção de suas ideias tenderão a fazer uso das emoções (vemos isso por aí, você sabe!).

E considerando que se trata de uma redação, a pressão que a maioria pode exercer sobre você não se aplica, já que o corretor não vai defender esta ou aquela posição, isso não entra na correção. Você só precisa ter argumentos bons!

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Dica matadora pra você gostar de ler!

Contudo serve pra conclusão?

Como aproveitar as “correções” ou avaliações da sua redação

Este post é dedicado aos alunos que recebem suas redações “corrigidas” ou avaliadas, e também aos professores de redação. Se sua escola ou cursinho segue o processo de “peer review”*, isso vale também, até porque você mesmo será um revisor da redação do colega!

Se você é aluno, o que fazer ao receber sua redação “corrigida” ou avaliada?

1. Às vezes os professores (ou corretores) parecem estar com raiva de você ou com mau humor, não é? ☺️ Pode ser que estejam mesmo, mas considere que o que o professora escreveu diz respeito à sua redação, não a você, assim você não fica chateado.

2. Leia as anotações que o professor/corretor fez e só depois de 1 ou 2 dias reescreva a redação (ou os trechos com problemas). Isso faz diferença, você vai ver! Isso também vale para quando você estiver escrevendo sua redação: dê um tempo entre a finalização do rascunho e a revisão, no dia da prova inclusive.

Sim, reescrever a redação dependendo da quantidade de pontos problemáticos é fun-da-men-tal. Se você recebe a redação marcada, dá uma olhada e guarda na gaveta, nem precisava ter escrito aquela redação 😒, o efeito é nenhum.

3. Se você passa pelo “peer review”*, por favor, considere o que seus colegas dizem sobre sua escrita. Eles podem não ser professores, mas são leitores, e você quer saber como sua escrita chega aos seus leitores, não quer?

4. Você é o autor da sua redação, então você decide se realmente é preciso melhorar os pontos destacados pelos colegas (no “peer review”); quanto às marcações e anotações feitas por seu professor, você continua sendo o autor da redação, mas o professor tem uma visão que pode ser ainda difícil de você compreender, então pergunte a ele o que quis dizer com aquela anotação. As análises de sua redação  precisam fazer parte de um diálogo, então só altere o que o professor tiver marcado se você tiver compreendido a falha. Não faça alterações que você não tenha compreendido, e igualmente não aceite passivamente alterações que afetem a ideia que você queria passar (às vezes o professor não entendeu sua ideia, e acabou corrigindo do jeito dele).

Se você é professor de português, qual a melhor forma de avaliar uma redação?

  1. Observe como você se dirige ao aluno. O aluno está conversando com você naquela redação. Em vez de escrever “não entendi”, você pode escrever “você quis dizer tal coisa ou tal coisa?” mostrando que você não entendeu mas está querendo saber o que ele disse. Em vez de escrever “frase muito longa!” e cortar a frase do aluno com a caneta vermelha onde você acha que deveria ser cortada, pode escrever “foi um pouco difícil, para mim, entender esta frase, acho que é por estar longa… como você poderia dividi-la?”.
  2.  Localize frases e trechos bem escritos na redação e pontue escrevendo algo como “veja como esta frase está perfeita! tente fazer o mesmo com a frase que não ficou boa!”. Em vez de “corrigir” o trecho, sempre que possível peça para que o aluno faça isso dando alguma pista! É muito mais eficiente que entregar o texto corrigido – se você corrige, o aluno não precisa fazer mais nada, concorda?

Sim, eu sei que se você tem montanhas de redações para “corrigir” não dá para ser assim tão detido em cada redação, mas você pode focar em apenas 1 ou 2 aspectos da escrita a cada redação pedida, entende? É muito melhor focar em poucos tópicos da escrita e ir mais a fundo. De qualquer forma, o respeito pelo aluno você pode manter mesmo que tenha de fazer anotações mais superficiais. 😉

 

* peer review = processo didático em que um aluno lê e dá seu parecer sobre a redação de outros colegas e tem sua redação analisada também por eles; é muito usado em países desenvolvidos no ensino de escrita e em algumas escolas brasileiras; faz parte dos meus cursos de redação e acelera incrivelmente a evolução do aluno.

 

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A melhor hora para começar a treinar redação

Vou pegar você com este erro…

 

A redação “modelo” Uerj – mais uma…

– este é o post 705! já leu os outros? – 

Vamos tentar esclarecer algo que só está complicando a vida especialmente dos vestibulandos. Vemos por aí uma tendência a se achar que cada vestibular pede um “modelo” de redação.

Primeiro: o vestibular pede o tipo de composição que ele deseja na redação; não precisa fazer curso nenhum pra saber como é a prova de redação deste ou daquele vestibular – é só ler o manual.

Segundo: o tipo de composição mais pedido pelos vestibulares é a dissertação

Terceiro: há dois tipos de dissertação, a argumentativa e a expositiva; a argumentativa é a mais pedida nos vestibulares

Quarto: dissertação argumentativa é uma coisa só – não existem vários tipos de dissertação argumentativa

Entendido isso – que é coisa fácil – vamos ver o que um vestibulando da Uerj me falou num grupo de rede social:

Observe que o candidato afirma que Enem e Uerj não pedem o mesmo tipo de redação na prova, o que não é verdade. Ambos pedem dissertações argumentativas. 

Agora, observe isto: a dissertação do Enem, que ele cita, obriga o aluno a usar propostas de intervenção (=soluções) que é opcional na dissertação argumentativa. Então não há nada novo no Enem: o aluno que treina dissertação sabe que soluções é algo que ele pode incluir se quiser. Quem não treina redação dissertativa não sabe que é algo que ele pode incluir se desejar, em qualquer prova! O Enem  decidiu que na prova dele é obrigatório, enquanto em outras não – inclua se quiser. 

Depois o candidato acima diz que a Uerj estaria mais preocupada em ver se o aluno sabe se posicionar quanto a sua opinião. O que é “se posicionar quanto a sua opinião”? Se posicionar é, pelo que entendi, dar a opinião e dizer por que tem aquela opinião. Isso significa: argumentar a opinião. E o que é a dissertação argumentativa? dar a opinião e argumentá-la – BINGO!!!!

E em seguida o candidato afirma que a Uerj não se interessa em ver se o candidato comprova a argumentação. O que seria comprovar a argumentação? Não faz muito sentido, pelo menos no nível de vestibular, porque uma argumentação não é algo que se deva comprovar: ela é que comprova algum fato ou justifica a tese!

Como você vê, houve alguma coisa estranha no ensino de redação dissertativa nas escolas que resultou nessa ideia tão vaga do que é uma dissertação argumentativa! Nem o próprio aluno sabe bem o que seria uma dissertação.

O Miguel  Mettri não entrou nessa confusão de “modelo” Uerj, e foi aprovado em Medicina lá em 2018, depois de ter uma ajudinha do meu curso de redação online. Veja a opinião dele:

“O curso tirou da minha cabeça vários medos e eu passei a escrever mais rápido e comecei a gostar das minhas redações – elas não estão parecendo redação de primário como antes!”

 

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Você tem medo de fazer redações com 5 parágrafos?!

Percebe esta falha de conexão?

Argumentação falha

Hoje vamos ver um trecho de redação de uma ex-aluna concurseira,  a paraibana Bárbara, que já foi aprovada no concurso da Polícia Rodoviária Federal. Leia os dois parágrafos entre a linha 5 e a linha 18:

O que achou dos argumentos?

O argumento dela, que relaciona brasileiros sem cultura e sem educação com suscetibilidade maior a buscar procedimentos estéticos e ser influenciados pela mídia quanto a padrões estéticos.

Você não acha questionável?

Pense bem: pessoas com cultura e educação NÃO são suscetíveis a buscar procedimentos estéticos e NÃO se deixam influenciar por padrões midiáticos?

Mmmmm…. não é possível provar isso, e mais: não é o que vemos por aí. Essas influências citadas não escolhem nível de educação ou cultural.

E por falar nisso, o que seria “sem cultura e sem educação”? O que é cultura? Muita coisa né? Desde dança, até literatura de cordel, passando por modos de se comportar e maneiras de se construir uma casa! Termo vago demais! Educação também pode ser a educação que se recebe dentro de casa, ou na escola; sem falar que pode também envolver qualidade de escolaridade, aquela história batida do ensino público x ensino privado. Vai longe!

Então vemos nesses dois parágrafos uma falha de argumentação, que tinha a ver com senso comum, algo que os alunos repetem muito sobre “quem tem educação não é influenciado pelos padrões midiáticos” e tal (sim! muitos alunos quando chegam aqui escrevem do mesmo jeitinho!), que não é aceito por um leitor mais atento; e vimos que essa falha de argumentação carrega consigo conceitos vagos que pioram o efeito.

A Cecília é mãe de 3 ex-alunos meus no curso de redação para vestibular. A dra. Fernanda, e os engenheiros Rafael, e Fabiana, todos aprovados na USP. Ela diz o que achou:

“Margarete é o tipo de pessoa que consegue ser doce e firme. Tem uma capacidade de enxergar o indivíduo como indivisível. É assertiva. Mais do que escrever, ensina a se expressar. Tive experiência com meus três filhos. Sendo tão distintos, foram conduzidos para um resultado muito bom. Valeu por uma terapia. Recomendo como exemplo de eficácia.”

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Vírgula ou ponto-e-vírgula?

Redação serve pra que mesmo?

Redação modelo Enem, modelo Fuvest, modelo Vunesp…

–  post 703, quem diria ein… –

Não existem modelos de redação dissertativa para provas. Aceite esta realidade. Se no edital está escrito que você precisará escrever uma redação dissertativa, o modelo é redação dissertativa.

Não invente moda para não complicar o que já não é fácil. Estou vendo alunos angustiados procurando alguém que “corrija” modelo Enem, modelo Fuvest, modelo Vunesp… e o pior é que há “corretores” que afirmam que existem vários modelos de redação dissertativa.

Podemos falar sobre 2 tipos de redação dissertativa: a expositiva e a argumentativa. Os vestibulares costumam pedir a argumentativa, enquanto os concursos podem eventualmente pedir a expositiva. Entretanto, caro candidato, isso vem explícito no edital ou na prova.

O que existe é uma diferença na forma de correção das bancas, isso sim! Então podemos dizer que há um modelo de correção Enem, e um modelo de correção das outras provas. Modelo de correção implica maior peso para um ou outro aspecto, pontuação específica para um aspecto que em outras bancas não leva pontuação específica (caso das propostas de intervenção do Enem).

Mas a redação em si é uma dissertação – você vai levantar um fato ou dar uma opinião, e em seguida argumentar o fato ou a opinião, concluindo no final. Então não são modelos de provas, podem ser modelos de correção pela banca.

O simples fato de o Enem ter uma pontuação específica para algum conteúdo claramente seu (o que eles chamam de repertório) não indica que há um modelo Enem, indica que o Enem vai dar uma pontuação especial para seu conteúdo pessoal. É impossível escrever uma dissertação sem conteúdo pessoal, em todas as outras provas você vai usar um, não tem como escapar disso, apenas não terá uma pontuação específica pra isso, entende? O conteúdo pessoal faz parte de 100% das bancas organizadoras de vestibular!

O simples fato de a Fuvest e a Univ. Mackenzie terem tendência para temas comportamentais não indica que há um modelo Fuvest e um modelo Mackenzie! A redação para a Fuvest e para o Mackenzie é uma dissertação, nada muda!

Enem, Fuvest, PUC, Vunesp, FGV, etc etc etc vão verificar sua tese (ou abordagem no caso da dissertação expositiva), seus argumentos e sua conclusão, não tem como escapar disso, existem modelos!

Treine a dissertação e você estará tranquilo – mais tranquilo do que quem está desesperado atrás de  modelos desta ou daquela prova.

O Marcelo fez meu curso de redação ainda durante o colégio, e o resultado é que ele nem sabe o que é um cursinho! Passou direto para Biologia USP em 2004. Veja o que achou da ideia:

“Quero cumprimentá-la pela seriedade do seu trabalho, que me proporcionou tranquilidade e domínio da redação na hora do vestibular. Existe muita diferença entre um curso desses e o que se aprende no colégio, meus pais ficaram muito felizes de não terem de pagar cursinho!”

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Redação com 5 parágrafos?! Isso existe?!

Introdução incoerente

O estigma das doenças mentais – Enem 2020

– post 701! chegamos! –

Alguns alunos estão choramingando sobre a redação Enem 2020. Eles não entendem por que foram mal, tiraram nota abaixo do que esperavam.

Ainda não vimos os espelhos da redação, mas eu tenho minhas desconfianças do que pode ter ocorrido. Na proposta se mencionava o estigma das doenças mentais, e havia um texto que esclarecia o que era um estigma.

Estigma = rótulos que se põem sobre quem tem doença mental, e que fazem essa pessoa sofrer

Ou seja, o Enem não estava interessado em saber sobre detalhes das doenças mentais ou como minimizar as doenças mentais, mas sim como minimizar o estigma que os doentes mentais carregam!

Pode ser que alguns alunos nem captaram o que significava “estigma”, até porque se ensina ainda hoje que não se pode usar os textos de apoio; esses alguns leram mas ignoraram! E como o termo “estigma” não é, infelizmente, muito conhecido dos alunos, acredito que discorreram sobre as doenças mentais e suas causas – que mancada! Não creio absolutamente que tenha sido “pegadinha” do Inep.

Mas há outra hipotese para as notas surpreendentemente baixas. Nem todos os textos fornecidos falavam do estigma em si, e isso pode ter levado os alunos a digressões, para aspectos que eram mais automáticos, ou mais “seguros” para os alunos. Quem não tem prática, não treina, naturalmente vai buscar algum apoio em algum termo que transmita mais segurança – “ah, já sei o que escrever!”. Um aluno, por exemplo, que decorou frases de filósofos e coisas do tipo tenderá a forçar o uso delas, deixando em segundo plano exatamente o direcionamento da proposta!

Enfim, falar sobre o estigma era bem fácil, ele existe com relação a várias doenças que conhecemos. Vamos a exemplos concretos que é a melhor coisa!

Na Bíblia os leprosos (portadores de hanseníase) eram pessoas que carregavam um estigma: eram considerados impuros, por isso alijados da sociedade. E isso também existiu no Brasil, quando foram construídos leprosários; um deles foi construído em Itu, SP, nos anos 30 do século passado. Lá ficavam isolados os portadores da doença, e deles eram retirados até os próprios filhos, que iam para orfanatos! O termo “leproso” em si tinha um peso quase de xingamento! Eles carregavam um estigma, percebe? Um rótulo social.

Você sabe que o termo “louco” pode ser usado como xingamento, não sabe? E dentro desse termo há uma miríade de doenças mentais; compreende-se um estigma sobre um psicopata, mas depressão não merece os estigmas que tem hoje!

Nos anos 80 do século passado os doentes de AIDs também sofriam um estigma – eram considerados os castigados por se desviarem de alguma lei divina, até porque na época a maioria das vítimas eram homossexuais.

E agora vamos ao atual momento: estamos ouvindo campanhas publicitárias na tentativa de mostrar que o depressivo não é alguém que inventou uma doença para ficar em casa, ou que é preguiçoso, ou que é fraco.. “depressão não é frescura”. Percebe como ainda existe um estigma?

E, enquanto há um estigma sobre uma doença mental, fica bem difícil reduzir o sofrimento dos doentes, porque não se foca o problema em si, mas em supostas causas espirituais, morais, tendências de personalidade…

O mal que os estigmas postos sobre doentes mentais fazem e como reduzi-los – essa era a questão central!

O Henrique foi aprovado em Engenharia na USP e quer te dizer o que achou do meu curso de redação presencial:

“Achei bom o fato de você ler comigo a redação, comentar, conversar sobre o assunto pra abrir a minha mente sobre as coisas, sem contar os toques sobre muitos assuntos que me deixaram mais seguro sobre minha própria redação! O que fez a diferença foi principalmente não “encanar” com os famosos “esquemas” de redação ou escrever “bonito,” só me preocupar em mostrar pro corretor minhas ideias de forma coerente e direta, evitando enrolar, porque com isso a redação sai mais fácil.” 

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E como explicar esta falha?!

Redação 1000 com frase estranha…

Citação na redação Enem

Fala-se  muito da citação na prova de redação do Enem, como se a citação fosse algo obrigatório. Por causa desse equívoco, vejo alunos DECORANDO frases de filósofos! Onde está escrito que citação é obrigatório no Enem?

Observe aqui o que diz a cartilha de redação do Enem:

E veja aqui o que diz a cartilha dos corretores de redação do Enem:

Citação é opção sua! A citação é uma opção, para demonstrar que o tema o fez lembrar de algo que aprendeu, ou algo que viveu, ou que conheceu… algo que está na sua memória e que tem a ver com alguma área do conhecimento. As áreas do conhecimento são as Literaturas, as Ciências, as Engenharias, áreas que são objeto de estudo. São muitas! Qualquer lembrança sua que esteja relacionada a uma das áreas do conhecimento e que têm alguma coisa a ver com o que você estiver argumentando, ou com o tema em si, vale!

Não sei quanto a você, mas eu acho mais fácil usar na redação que já está na minha memória, que decorar frases que sei lá onde vai dar pra encaixar… use seu tempo pra aprender como incluir suas memórias acerca daquele tema na sua redação, porque as redações boas são resultado de treino, não de citações decoradas!

Veja o que a Sabrina tem a dizer sobre meu curso de redação:

“Estou muito feliz em ter passado na Unifesp em 32ºlugar! Passei tambem na Famema e em Biomedicina em 9º lugar na UNIRIO. Minha grande felicidade foi ter passado direto, sem cursinho! Gostaria de agradecer a Deus e a professora Margarete por ter me mostrado que é possível escrever minha própria opinião na redação e ainda tirar uma boa nota em um vestibular de Medicina. Obrigada por fazer parte de um sonho já realizado!!!!!!!!”
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Sabe usar o verbo “aderir”?

Você consegue detectar falhas na argumentação sozinho?

Fuga do tema – que medo!

– post 699! –

Você já ouviu falar de “fuga do tema”, na redação das provas, não é? E já sabe, certamente, que é um dos casos em que a redação é zerada. Vou mostrar pra você uma fuga do tema (ou quase), bem interessante, que eu mesma provoco nos alunos dos meus cursos 😈, quando dou uma proposta com a seguinte pergunta:

Profissões “masculinas” e profissões “femininas” – como explicar que haja profissões dominadas por um dos gêneros?

Trata-se de parte de uma proposta da PUC RS. Havia outros textos mas essa é a pergunta central.

Você entendeu a pergunta?

Agora veja como um ex-aluno, concurseiro, do curso virtual, respondeu a ela:

Logo na introdução você já sentiu que ele não ia responder à pergunta, ele ia mostrar como as mulheres penetraram em áreas profissionais com tradição masculina. Notou?

Ele não quis saber de analisar por que há mais homens, digamos, na cardiologia ou no transporte de cargas, e mais mulheres no ensino pré-escolar ou na faxina de residências! Era essa a pergunta! Não havia na pergunta um viés feminista ou machista, e muito menos uma tendência de se falar da mulher apenas!

Parece fácil fugir do tema, né? Mas na prática a gente não foge do tema fácil assim quando conversa com alguém, concorda? A não ser que estejamos bêbados Woozy Face on WhatsApp Se você escrever sua redação imaginando-se conversando com o corretor, esse risco cai muito! Naturalmente, instintivamente, você vai focar no cerne da questão. Não tem erro, tá?

Vamos ver o que o Mario Mansur, aprovado na Polícia Federal após meu curso de redação:

“A professora Margarete surgiu na minha vida e me fez perder o medo de escrever, acabando com aquele regramento arcaico que se aprende nas escolas. Ela me fez, em apenas 6 aulas, tirar 12.4 de 13 pontos na prova para agente da Policia Federal de 2012. Quem dera todos os professores tivessem a dedicaçao e a segurança que Margarete nos passa ao ensinar. Professora, mais uma vez muito obrigado por ter acabado com todo aquele bloqueio que tinha e pela nota sensacional que consegui tirar –  confesso foi a maior da minha vida!!!”

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Robôs corrigem redações?

Você é moderno e só usa whatsapp?!

Perda de foco na redação dissertativa

Estou avaliando esta redação, de um aluno do meu curso  em vídeo, o Marcos. Quero que você observe como houve uma perda de foco na abordagem; pode ler tudo, mas se você ler só a introdução e a conclusão já vai perceber essa oscilação (ou perda) de foco:

Notou, né?

A perda de foco é algo comprometedor, e está relacionado à “pressa” de se iniciar um rascunho. Entre o início do rascunho e a leitura do material fornecido nas provas de redação deve existir um lapso de até 20 minutos, em que o candidato precisa pensar no que quer dizer sobre o que é pedido. Quando se passa rapidamente para o rascunho achando que ao fazer a introdução do rascunho, meio caminho está andado, o risco de mudar de foco no meio desse caminho é imenso.

E é muito comum os alunos chegarem aqui escrevendo a redação prontinha sem “perder muito tempo” pensando no que escrever. Esse tempo que se dedica a pensar no que escrever é precioso, a ponto de nos meus cursos os alunos passarem inicialmente pelo treino de “pensar sobre”. O tempo dedicado a pensar no que está no seu coração escrever é tempo GANHO!

O complicador é que o tema que enviei para esse aluno era muito complexo, dá vontade de falar “mil” coisas! É super necessário pensar antes!

A redação acima era para ser uma dissertação argumentativa, portanto com tese, mas, como o aluno não tinha muita certeza da tese, a estrutura da dissertação também foi afetada (uma coisa está ligada à outra).

A Amanda foi aprovada na UFTM e teve nota 10 na redação Unifesp – veja o que ela achou do meu curso:

“Eu gostei especialmente da liberdade que adquiri ao escrever. Eu não era uma aluna ruim em redação, mas queria Medicina que é curso muito concorrido. Eu tinha aulas de redação no cursinho, mas o problema foi que o sistema engessado de lá me tirou toda a liberdade de escrever, me levando a demorar para produzir os textos e ainda escrever redações padronizadas ( com cara de cursinho). Quando comecei o curso, a Margarete me incentivou a não ficar presa nesses modelos  e eu senti vontade de escrever novamente! Tinha ideias, e os textos pareciam meus! O resultado: redações com notas altas e minha aprovação na federal (possível pela elevação na nota final graças à nota da redação)”

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Falha fatal na conclusão!

A interpretação de texto tá “pegando”?

Apesar da pandemia, ele passou na USP!

– este é o post 697, já leu os outros? – 

O Pedro Kanda venceu um ano de pandemia estudando como deu pra estudar, remotamente, e foi aprovado em Educacão Física e Esporte na USP:

“A professora Margarete me ajudou muitoo muitoo na redação. Antes eu era muito inseguro e ficava preso nas “regrinhas”, então era difícil desenvolver algo porque na minha cabeça sempre aparecia o “mas isso não pode”, e ela me ajudou a destravar e a quebrar tudo isso!! Além disso, não sabia começar uma redação independente do tema. E ao longo das 6 aulas que eu fiz fui aprendendo – claro com ela – a começar um texto com muito mais facilidade, a desenvolver o tema com muito mais facilidade, e comecei a me sentir mais seguro de mim mesmo. Sinto que isso fez toda a diferença pra minha redação na Fuvest 2021!!!”

 

Com pandemia ou sem pandemia, uma redação boa melhora incrivelmente sua classificação nas provas! 😉

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Resultado imediato na sua redação!

Será que você é normal?

 

 

Redação 1000 Enem com tese

Dê uma olhada na frase que sublinhei na introdução da redação – é uma tese, não é?

Autor: Carlos Eduardo Lopes Marciano

O verdadeiro preço de um brinquedo

          É comum vermos comerciais direcionados ao público infantil. Com a existência de personagens famosos, músicas para crianças e parques temáticos, a indústria de produtos destinados a essa faixa etária cresce de forma nunca vista antes. No entanto, tendo em vista a idade desse público, surge a pergunta: as crianças estariam preparadas para o bombardeio de consumo que as propagandas veiculam?

Há quem duvide da capacidade de convencimento dos meios de comunicação. No entanto, tais artifícios já foram responsáveis por mudar o curso da História. A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada.

O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público infantil. Comerciais para essa faixa etária seguem um certo padrão: enfeitados por músicas temáticas, as cenas mostram crianças, em grupo, utilizando o produto em questão. Tal manobra de “marketing” acaba transmitindo a mensagem de que a aceitação em seu grupo de amigos está condicionada ao fato dela possuir ou não os mesmos brinquedos que seus colegas. Uma estratégia como essa gera um ciclo interminável de consumo que abusa da pouca capacidade de discernimento infantil.

Fica clara, portanto, a necessidade de uma ampliação da legislação atual a fim de limitar, como já acontece em países como Canadá e Noruega, a propaganda para esse público, visando à proibição de técnicas abusivas e inadequadas. Além disso, é preciso focar na conscientização dessa faixa etária em escolas, com professores que abordem esse assunto de forma compreensível e responsável. Só assim construiremos um sistema que, ao mesmo tempo, consiga vender seus produtos sem obter vantagem abusiva da ingenuidade infantil.

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É uma pergunta, claro, mas dentro dela existe uma tese, existe uma posição de quem escreve! O trecho “estariam preparadas” numa pergunta dá a entender que o aluno acha que não, ou que ele tem dúvidas se estariam preparadas. E isso É uma tese! Isso é um parecer de quem escreve. O texto comprova, com o raciocínio dele baseado em fatos, que não, as crianças NÃO estão  preparadas – dá razão à opinião dele (escondida na pergunta sublinhada) de que as crianças não estão preparadas!

Alguém poderia dizer “estão  preparadas sim, elas já são bem maduras hoje em dia”, e isso mostra que é  uma tese. Se dá para discutir, então é tese! 🙂

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Quer impressionar o corretor?!

O que é tangenciar o tema?

Redação 1000 Enem sem tese

– opa, este já é o post 695! – 

Observe a introdução desta redação 1000 do Enem, e a frase central que mostra a intenção do aluno ao escrever o texto – está sublinhada:

Autora: Bianca Hazt

O inferno são os outros

           Com base nos dois signos opostos, liberdade e responsabilidade, costuma-se dizer que a liberdade de determinado indivíduo termina quando começa a sua responsabilidade. No Brasil, muitos acidentes de trânsito acontecem justamente pelo fato de as pessoas não conhecerem o ponto inicial da sua responsabilidade. Analisando tal problema e suas consequências, o governo implantou a Lei Seca. objetivando um menor número de acidentes no trânsito.

Primeiramente, deve-se entender que a medida destinada ao governo tomar já está sendo colocada em prática. Além da implantação da lei. milhares de etilômetros foram adquiridos e, de maneira geral, a fiscalização ocorre corretamente.

De acordo com uma pesquisa feita pelo IBPS, com dados do Rio de Janeiro, 97% da população aprova o uso de bafômetros na fiscalização, e com dados do DATASUS, aconteceu uma queda de 6,2% na média nacional de mortes desde a implantação da lei. Pela interpretação dos índices percebe-se que a população já está conscientizada sobre a gravidade do problema embora a média da redução das vítimas fatais ainda esteja baixa.

Conclui-se, então que a parte mais difícil já está feita: as pessoas estão conscientizadas do problema. Agora, cabe aos estados e aos municípios o desenvolvimento de medidas criativas (como a repulsão magnética implantada em um copo ao beber e dirigir no RJ) que lutem energicamente contra a embriaguez no volante, para que assim, ao contrário do que o filósofo Sartre afirmava, o inferno deixe de ser os outros, os quais não sabem usufruir da sua liberdade.E, de quebra, se possa viver em um país livre de atitudes inconsequentes.

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Você deve ter notado que a frase sublinhada não é discutível, ela é um fato. Então ela dá margem a uma dissertação expositiva. Houve um “elogio” à implantação da lei seca, o que se aproxima mais de uma argumentação sobre um fato que de uma argumentação sobre tese.

Se você domina o inglês, dê uma lida neste texto aqui, de uma universidade dos EUA, sobre tese x fato:

Se quiser ver o site todo, está aqui.

Agora, imagine que essa aluna tivesse escrito a introdução assim:

           Com base nos dois signos opostos, liberdade e responsabilidade, costuma-se dizer que a liberdade de determinado indivíduo termina quando começa a sua responsabilidade. No Brasil, muitos acidentes de trânsito acontecem justamente pelo fato de as pessoas não conhecerem o ponto inicial da sua responsabilidade. Analisando tal problema e suas consequências, a implantação da Lei Seca foi uma decisão perfeita.

Agora dá para sentir uma opinião pessoal claramente, concorda? Alguém poderia até discordar e dizer “como assim perfeita?! Não funcionou!”, portanto é uma prova de que se trata de tese!

Mesmo sem tese, a redação acima ganhou nota 1000, o que prova que para o Enem, se a redação tiver mais características expositivas, não é um problema, desde que satisfaça todos os critérios das competências. Além disso, trata-se de um assunto realmente muito específico sobre o qual dificilmente um aluno de ensino médio teria alguma opinião, e isso é sabido por corretores.

 

Pra te ajudar, vou deixar aberta a aula “Tese x fato” do meu curso em vídeo, pra você assitir! Basta clicar aqui e procurar por essa aula – é grátis pra você!

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Onde está o sujeito?

A prova de português da Fuvest

A redação da Fuvest parece um ensaio!

Alguém comentava num grupo de vestibulandos na internet que a redação na Fuvest tem características de um ensaio, e eu concordei plenamente. Na verdade, eu já pensava a redação da Fuvest com esse viés há vários anos, e desde então ajudo os alunos a irem por esse caminho, mas nunca me ocorreu “oficializar” isso, e trazer para meu blog essa nuance possível de uma dissertação argumentativa. Então deixa eu explicar o que seria um ensaio.

Você vai encontrar fácil por aí livros que são ensaios. Freud e Montaigne escreveram ensaios… (parece que foi Montaigne que criou o termo “ensaio”!) e temos o famoso Ensaio sobre a cegueira, de Saramago (que usa uma narrativa para ensaiar, coisa de escritor!), e procure por “ensaístas brasileiros” na wikipedia e você encontrará uma lista imensa deles! A redação da Fuvest 2021, inclusive, oferecia um texto como apoio, que fazia parte de um ensaio! Era o A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedad neoliberal, de Pierre Dardot!

Um ensaio é mais ou menos o que o nome indica: um texto dissertativo argumentativo que faz uma reflexão muito pessoal sobre um assunto, sem uma pretensão de se chegar a alguma resposta “correta” (afinal, é uma reflexão pessoal!), mas de mostrar um raciocínio. Não é algo “definitivo”, é  um ensaio! Ele só quer mostrar o raciocínio, o que aquele assunto desperta na memória dele… Na verdade, o que mais caracteriza um ensaio é exatamente o caminho que o escritor faz com seu raciocínio. Para Montaigne, ensaiar era como se fosse pôr no papel seu pensamento, mas sem se preocupar se iriam ou não ler.

Sabe quando um aluno diz que “viajou” fazendo uma redação? Então… o ensaio é uma viagem, uma viagem do raciocínio, um raciocínio livre embora cuidadoso, sobre um assunto. Ensaios podem ter uma forma menos rígida do que a ensinada em escolas ou cursinhos; eles seguem o fluir do pensamento de quem escreve.

E, voltando à Fuvest, não existe nenhuma exigência dela mesma para que o aluno faça um ensaio – é uma dissertação argumentativa, isso basta. Mas as circunstâncias que ela cria – os temas, os textos fornecidos – são um prato cheio para quem gosta de ensaiar, gosta de “viajar” num tema! Ensaios são despretensiosos, quer dizer, eles deixam transparecer modéstia da parte de quem escreve (“só sei que nada sei”!).

Eu sugiro que você leia a página 4 deste arquivo aqui, que é de um simpósio ocorrido no RS e vai te ajudar perfeitamente a entender o que é um ensaio! 🙂

A Fuvest, em sua prova de redação, nunca se preocupou em verificar se a opinião do aluno é uma “verdade”, se é correta, se o aluno “sabe muito” sobre o assunto, se ele cita frases de famosos… mas sempre se preocupou em avaliar essa habilidade de refletir sobre um assunto, de filosofar sobre ele. Calma! Não precisa entender de filosofia para escrever a redação da Fuvest, não é isso! Filosofar é refletir, só isso! Todo mundo pode filosofar sobre um assunto, é só começar a pensar mais sobre o que vê ao redor!

Quem pensa sobre, quem raciocina sobre, tem mais habilidade com esse tipo de redação pedido pela Fuvest do que quem decora esquemas e regras para redação. Focar mais no pensamento, nas impressões sobre um assunto é o primeiro passo para ensaiar – a estrutura é secundária, vem depois. O seu raciocínio na redação denuncia sua maturidade, sabia?! 😉 Mas pode ser difícil ensaiar se você ainda tem medinho de usar primeira pessoa

Às vezes um candidato fica magoado por considerar que escreve bem e tirou nota baixa na Fuvest, mas o fato é que ensaios são mais “saborosos” de serem lidos quando comparados com redações argumentativas treinadas em escolas e cursinhos (que podem ser “corretos”, ok), e daí… na comparação eles ganham. Digamos que, depois de ter dominado a dissertação argumentativa escolar, o próximo passo seria o ensaio, que mantém a profundidade do pensamento mas se liberta do padrão escolar muito cristalizado, que torna todas as redações iguais. É outro nível…

É muito fácil chegar ao ensaio: sempre mantenha-se lendo o que você gosta de ler; descubra algum autor de qualidade (gente de renome, morto ou vivo) que te agrade e leia-o por completo; pense sobre o que você vê ao seu redor; participe de debates se puder. Pra ajudar, acompanhe algum canal como “Território Conhecimento” ou “Sempre um Papo” ou “Café Filosófico” (tem muitos outros!) onde se fazem reflexões sobre assuntos em geral, e você vai entrar no ritmo mais fácil! ;). Ei! Lembrei de uma aula que postei, do professor Clóvis de Barros –  é um verdadeiro ensaio, você viu? Mas repito: não é sobre  falar o que os filósofos e sociólogos e pensadores falam, ok? É sobre aprender a pensar COMO eles pensam – o pensamento é seu, não deles, por favor!

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Por falar em ensaio… um aula-ensaio!

Pra quebrar seu bloqueio ao iniciar o rascunho…

Como assim Enem não precisa ter opinião?!

– 693 posts já ein… –

Um aluno vestibulando não aceitou muito minha afirmação (bombástica 😀 ) de que a redação Enem tem uma tendência a ser expositiva, e não argumentativa.

O problema é o conceito opinião!

Vamos melhorar isso… é muito difícil uma dissertação ser absolutamente neutra, sem um “dedinho” do aluno que a escreve. Então, como o aluno em questão lembrou, pode existir opinião durante a argumentação na redação Enem. Sim! E em qualquer outra – pode existir sim!

Quando se diz “lamentavelmente” ou “elogiável”, se percebe uma opinião de quem escreve, não é? Nem é preciso dizer “minha opinião é” – há muitas palavras com esse poder!

Mas a tese é uma opinião, ou posicionamento, que vem antes de qualquer argumentação. A tese indica que haverá uma justificativa para ela, uma explicação do que está por trás dela! Então não é simplesmente uma opinião, ou um juízo de valor, como esses que citei acima, concorda? É algo a ser explicado na argumentação. É algo central!

Portanto podemos pensar assim: tese é uma opinião ou posicionamento que será necessariamente justificado na argumentação! Mas em qualquer parte da redação dissertativa o aluno pode imprimir sua opinião sobre o que está argumentando, sendo que nesse caso não se trata de tese a ser justificada!

É uma discussão mais para professores, já que o aluno-candidato só precisa seguir o que é pedido na proposta de redação da prova, e a redação Enem não pergunta sua opinião, sua tese, enquanto a maioria das outras provas pedem claramente opinião. O Enem usa como base um fato, que é pura realidade, e pede soluções para ele.

Sou professora, então minha função é ajudar os alunos na escrita, só isso – o fato de o Enem afirmar que se trata de dissertação argumentativa não faz diferença, os alunos todos seguem o que é pedido no dia da prova. Quanto à tese, nós temos visto que é perfeitamente possível ter uma ótima nota no Enem escrevendo uma dissertação expositiva. Então você encontrará redações nota 1000 com tese, como esta aqui, e redações nota 1000 sem tese, como esta aqui.

E há mais dois fatores bons de se lembrar: 1. quem termina o ensino médio não tem qualquer opinião sobre os fatos levantados pelo Enem, os próprios alunos dizem isso. Para que se tenha uma opinião sobre esses fatos, é necessário ser especialista em alguma área, e isso não é esperado por corretores do Enem; 2. se o Enem pedisse sua opinião sobre o fato E TAMBÉM soluções, você precisaria de mais de 30 linhas!

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Você lê pra aumentar vocabulário? Funciona?!

Uma falha de conexão entre parágrafos

Qualquer um ensina redação?

Um certo post hoje, num grupo de vestibulandos, levantou uma discussão que é bem rara entre alunos:

A discussão com os outros colegas foi produtiva e levantou alguns aspectos que vou resumir aqui, com a minha opinião.

  1. As pessoas que não são licenciadas em Letras e têm cursos de redação são na realidade palestrantes. A palestra não funciona com redação, embora funcione em outras disciplinas até certo ponto. O curso de Letras permite o domínio do funcionamento da língua portuguesa, o que ajuda muito nas aulas, mas ainda falta mais alguma coisa… Para aprender você tem que fazer, pôr a mão na massa, então em algum momento você precisará escrever e “sofrer” as dificuldades que todo mundo sofre para que todas as partes do seu cérebro envolvidas na escrita entrem num acordo! Geralmente um graduado em Letras oferece palestras sobre modos de se escrever uma redação, o que é prefeitamente válido, mas corresponde a uns 5% do treino de redação. Acaba sendo um curso teórico ou baseado em esquemas prontos, muito limitantes para quem vai fazer provas. Antes de me tornar professora cheguei a alfabetizar um aluno e… hoje fico pensando  como foi arriscado… :/  quanta coisa estava fora do meu domínio sobre como o cérebro aprende! Deu tudo certo, mas poderia não ter dado…

Soube de quem tinha formação em Letras, oferecia curso de redação totalmente baseado em palestras sobre temas variados, e impressionava fácil os leigos, que pensavam – “poxa! como ele sabe bastante!” – mas nós já sabemos que a redação de provas não mede o quanto se sabe de um assunto :/  . Tinha um marketing “pesado”, mas, como disse uma aluna minha que passou por lá, “se eu quisesse palestras, eu assistia no youtube sem pagar nada… eu quero escrever melhor e mais fácil!”. É imenso o número de alunos que passa por cursos assim e na hora que olham para o papel não sabem como começar, embora tenham mil frases na cabeça!

 

2. É possível aprender algumas noções de redação com outra pessoa sem formação, talvez outro aluno bem sucedido em provas de redação. Nos meus cursos os alunos aprendem muito com a forma como os outros colegas escrevem, então não posso dizer que seja uma perda de tempo, de jeito nenhum! A gente ouve falar muito do ensino avançado nos países nórdicos, e esse aprendizado com colegas é uma forma de ensino usada por lá que está muito tímida no Brasil ainda. Mas não se trata de dizer “escreva assim” ou “escreva esta frase” – os alunos não estão propriamente ensinando nada um para o outro, senão aprendendo um com o outro! 😉 Assim eles mantêm a personalidade na escrita, e passam a estar mais atentos com o que eles mesmos escrevem (alunos são bem críticos entre si! 😀 ). Quando um aluno aprende dessa forma livre, ele escreve sobre o que vier e sem demora; é diferente de escrever “esta ou aquela” frase pronta que não dá muito certo: só serve para UMA redação, e cada redação você sabe… é uma história… não existe uma fórmula que serve para todas – se você aprendeu isso… te enganaram.

Uma marca registrada de quem não é professor de verdade é o fato de não deixar as atividades e exercícios nas mãos dos alunos. Os “palestrantes” dominam a aula falando, expondo, numa postura já em desuso no ensino (ou que deveria estar em desuso…). O professor de redação de verdade “passa a bola” para os alunos porque sabe bem que o aluno só aprende fazendo. E por isso também canais de “redação” no youtube são muito limitados, você pode imaginar…

Quanto a se dizer que os que não são professores ganham “rios de dinheiro”, pode ser que haja os que ganhem tanto assim, mas não creio serem muitos. Tem isso também: tendemos a achar ser de melhor qualidade o que é mais caro, e nem sempre é assim – pode ser parte do marketing 😉 .

Pra quem não sabe, a chamada Licenciatura são cerca de 2 anos de estudos de psicologia da aprendizagem (=como o cérebro aprende) e didática (=como ajudar o aluno  a aprender). Além desses 2 anos o professor continua se atualizando – me atualizei para auxiliar quem tem dificuldades extremas de leitura e escrita, por exemplo. A Licenciatura acelera muito o aprendizado, e torna os “rios de dinheiro” mais caros do que pareciam para o aluno!  Um aluno meu que se prepara para vestibular ou concurso pelo curso virtual, para ilustrar, leva aproximadamente 16 aulas para chegar no nível de redação desejado, e você pode fazer as contas de quanto ele desembolsa, clicando aqui, sendo vestibulando ou sendo concurseiro. É também compreensível que um aluno não tenha como pagar um professor de redação de verdade, e acabe caindo nas mãos de quem não é licenciado, mas na prática o barato pode sair caro nesse caso, porque esses cursos que o aluno mencionou na postagem podem chegar a durar 1 ano por serem mais lentos!

E quando o aluno tem algum bloqueio ou aprendeu alguma bobagem que torna a redação um suplício? Tipo… não consegue começar, faz 5 rascunhos pra uma redação, demora muito pra terminar, se preocupa em substituir palavras repetidas, tenta usar palavras “difíceis”, sempre acha que a redação está com cara de aluno de primário… Nessa hora, meu caro, é só um professor mesmo!

Essa desvalorização do estudo de um profissional não acontece só conosco, professores, não! Jornalistas também sofrem com isso, já que não se exige mais o curso de Jornalismo para trabalhar nessa área. Mas salta aos olhos quem tem o diploma e quem não tem!

Enfim, o questionamento do aluno da postagem me mostrou que o professor de redação é valorizado por muitos alunos, e isso precisa ser assim – pela instrução valiosa que ele tem. Do mesmo jeito o médico, o dentista, o agricultor, o construtor… têm instruções valiosas com as quais temos resultados mais seguros.

Para saber mais sobre isso, aqui vai outro post, e outro, e mais outro!

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Por falar em professor de redação…

Confesso: adoro fazer o aluno errar… 😈

Contextualização inútil

– post 691!!! –

Você vai ver o trecho inicial de uma redação que um aluno concurseiro, do curso de redação em vídeo, enviou para minha avaliação. Vamos analisar o efeito da introdução no texto dele

Como você viu, ele se lembrou dos heróis em quadrinhos, mas em seguida diz que a mídia tem cada vez mais poder para criar heróis, considerando que há  instituições desacreditadas e considerando o conceito de herói.

É beeeeeem vago, não acha? Ao ler essa introdução a gente nem capta qual a intenção do aluno com o texto. Pior que aparecem na nossa mente algumas dúvidas, do tipo “os quadrinhos são mídia?”, “a mídia tem mais poder de criar heróis porque as instituições estão desacreditadas? se não estivesse, então… elas não criariam heróis tão facilmente?”, “que instituições são essas que estão desacreditadas? todas? escola? governo? igreja?”.

Se você teve a curiosidade de dar uma olhadinha nos outros parágrafos que aparecem acima, deve ter visto que não há mais sinal nenhum de quadrinhos ali. O assunto passou dos quadrinhos para a “justiça feita pelo governo”; e depois, no parágrafo seguinte, o assunto voltou para a mídia mas nenhum sinal de quadrinhos de novo: ele comentou como a mídia teria criado uma imagem específica para Getúlio Vagas.

Então você viu o que acontece com contextualizações forçadas, na introdução. Por isso eu oriento meus alunos a contextualizarem – se quiserem – DEPOIS de terminarem o rascunho; um contexto sem conexão com o que vem depois é uma falha que certamente vai prejudicar a nota de quem faz provas. Para tristeza do aluno que escreveu essa redação, aquela introdução charmosa foi inútil… 😦 . Tempo perdido. A história dos quadrinhos foi totalmente abandonada, era só um enfeite.

Mas vou aproveitar pra te mostrar qual a utilidade de se “derramar” conhecimento em um certo assunto numa redação de prova. Você viu que o aluno sabe coisas variadas sobre política, filosofia, história… Mas de que adiantou isso? Em 3 parágrafos já não se consegue entender o que ele quer dizer, qual a intenção dele.

É mais um alerta meu contra essa moda de decorar fatos e frases e citações para incluir em redações de provas. Existe até quem ganhe dinheiro com isso, vendendo coletâneas de trechos assim, tirados de contextos desconhecidos pela maioria dos alunos. 😮 . Uma situação que torna bem mais difícil escrever redações, bem mais demorado, e mais arriscado; bom seria se os próprios alunos-candidatos decidissem facilitar a vida deles próprios sem decorebas… Para mim, como professora, é mais fácil ajudar aluno que nunca passou por isso.

Não quero aborrecer você, até porque a letra desse aluno dá um certo cansaço pra ler, mas se você quiser ver o restante da redação, deixo-a aqui abaixo.

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Tá desesperado atrás de repertório?!

Você sabe português mas não sabe usar isto aqui…

O que é melhor que “correção” de redação

comentei antes  sobre as “correções” de redação, que a meu ver não são uma forma de ajudar o aluno a melhorar a escrita, senão uma correção literalmente, algo que se faz para uma editora, por exemplo. Corrigir pressupõe que algo está errado e depois da correção ficará certo. Não é essa a intenção quando se ajuda um aluno.

Para alunos, defendo que se avalie o texto, que se analise o texto. Vou explicar melhor o que se faz numa avaliação de uma redação, e que é diferente de uma correção.

Em uma avaliação nós (professores, ou leitores) mostramos ao aluno que estamos ouvindo o que diz, que é importante para nós saber o que ele pensa, que temos perguntas sobre o que diz e que também somos escritores. 

Então em uma avaliação (ou análise, como queira), vamos dar um retorno dizendo o que pensamos daquilo, numa conersa de igual pra igual.

Esse retorno (“feedback”) que damos numa avaliação tem a função de ajudar os alunos a melhorar a escrita.

Para isso primeiro fazemos uma leitura para localizar e resolver falhas de gramática que possam atrapalhar a próxima leitura. A intenção não é focar na gramática, já que o importante é entender o que aluno está dizendo, concorda? O que se pode fazer aqui é chamar atenção para falhas repetidas.

Em seguida fazemos uma leitura para verificar aspectos mais abrangentes. Veja aqui a listinha:

  • qual a opinião, qual a intenção do aluno ao escrever o texto?
  • quais as justificativas para ele pensar dessa forma, o que ele usou como justificativa?
  • o que eu, professora, aprendi lendo a redação desse aluno?
  • que questões a redação dele trouxe à minha mente?
  • como o aluno organizou as ideias? elas poderiam ter outra organização melhor?
  • quais os aspectos fortes da redação?
  • que aspectos da redação precisam ser melhorados?

Em seguida nós analisamos a redação em aspectos mais locais, menos abrangentes. E aqui está a listinha deles:

  • a ligação entre ideias está tranquila ou é preciso ler mais de uma vez para tentar entender algum trecho?
  • os parágrafos têm um foco definido ou há coisas diferentes misturadas ali?
  • a introdução e a conclusão estão cumprindo sua função sem digressões?
  • se houve citações, elas fazem sentido na redação?

Se o professor deseja incluir um parágrafo ou eliminar um parágrafo, ele não deve simplesmente riscar o parágrafo do aluno e incluir um seu (do professor); o professor deve discutir com o aluno se isso é o que o aluno pretendia dizer, ou se para o aluno ficaria melhor. Quem manda na redação é o aluno, o aluno é que sabe o que ele queria dizer, não o professor. Agindo dessa forma, o aluno vai se tornando autônomo e seguro.

Normalmente o aluno aceita quase todas as sugestões do professor para novos parágrafos ou para eliminar algum parágrafo, mas com ressalvas. Outras vezes o aluno não aceita a inclusão ou a eliminação do parágrafo ou trecho, mas concorda em fazer algumas melhorias. Isso tem um efeito muito melhor do que simplesmente aceitar um parágrafo postiço de outra pessoa na redação dele, ou de ver um parágrafo que ele criou sendo desrespeitosamente riscado do texto.

Quando um professor (a autoridade, para o aluno) risca desrespeitosamente um trecho ou parágrafo e escreve um outro trecho ou parágrafo, como se o do aluno estivesse “errado”, o resultado é que o aluno passará a escrever redações para agradar o professor. Redação não é feita para agradar o professor (nem os corretores de vestibular ou concurso); é uma manifestação da liberdade de pensamento do aluno.

Então o professor, que tem uma influência indiscutível sobre o aluno, precisa focar a avaliação no aspecto intelectual da redação. Eu estou me referindo a redações dissertativas, mas o professor consegue adaptar facilmente a avaliação acima para outros gêneros, porque na maioria dos ensinados na escola é possível se esforçar para entender a forma de pensar e a intenção do aluno.

Em 2020, no começo da pandemia de covid-19, comecei a acompanhar um aluno do ensino médio, treinando online. Numa das primeiras aulas, meu aluno pediu para eu o ajudar a entender o que estava errado nesta redação “corrigida” pela professora da escola.

Não dá vontade nem de entender cada uma das anotações, não é? A professora destacou a repetição de palavras, que inclusive não era um problema, e não deu qualquer parecer intelectual sobre o que o aluno disse.

Claro que um professor de escola não tem tempo para fazer uma avaliação como num curso particular – uma avaliação minha pode passar de 1 hora de duração! -; então nesse caso o ideal seria não focar tanto em detalhes com menos importância que a ideia central, a intenção do aluno. A experiência mostra que quando um aluno percebe que o professor está interessado no que ele escreve, esse aluno vai cuidar mais da gramática para garantir que o professor entenda tudo perfeitamente, da próxima vez!

É um processo que parece lento, quando se leciona em escolas, mas é muito mais rápido quando se vê o resultado que estamos tendo na escrita dos alunos com o sistema das “correções”.


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Você sabe usar o verbo “evoluir”?

Depois do “e” tem vírgula?

 

 

Ele passou em Med USP gastando pouco!

– post 689, quem diria… –

Em 2017 meu aluno Gabriel Santana conquistou uma vaga de Medicina na USP e nota 1000 na redação Enem.

Para chegar lá, ele desembolsou R$ 1136,00 (em valores de 2021) num pacote de curso de redação + curso de português comigo, ambos na opção online, pelo período de apenas 4 meses. Quando eu digo que o resultado aqui é na aula 1, eu não estou brincando…

Eu nunca o vi pessoalmente, ele não saiu de casa para fazer meus cursos. Ele não perdeu tempo fazendo curso de redação por 1 ano e nem recebeu as antiquadas “correções” de plataformas…

R$ 1136,00 para ter esse resultado. Valeu a pena?! 😉

Com a palavra, meu ex-aluno Gabriel:

“A matéria com maior peso no vestibular é de longe a redação. Só ela pode compor 20% ou mais de sua nota final, e por isso acredito que ter aulas com a professora Margarete foi essencial para meu sucesso no vestibular. Com o passar das aulas, percebi uma melhora muito grande em minha agilidade para redigir redações de qualidade, o que me salvou um tempo precioso nas provas, e consequentemente garantiu minha aprovação para medicina na USP (primeira lista), UNICAMP (quarto lugar), UNESP, UNIFESP e FAMEMA, além de me garantir uma nota 1000 no Enem.”

Ele escolheu bem, concorda?!

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Correção feita por robô?!

Como abordar em cada vestibular?

Vírgula ou ponto-e-vírgula?

Vejamos um uso incorreto de ponto-e-vírgula na redação 1 de um aluno concurseiro, no meu curso em vídeo. É o paulista Felipe, e ele já está cursando RI. Veja a linha 18:

(sofreu um pouco com o tamanho da letra?!  ehehhehehe)

Se você não leu em voz alta, faça isso agora. Observe que sua entonação não vai obedecer o ponto-e-vírgula, quer dizer, não vai indicar término de frase ali.

Pois é, não era um término de frase, era apenas um dos lados da “comparação” que  o aluno estava descrevendo! Ali deveria haver uma vírgula. Então você pode pensar assim “ponto-e-vírgula é da família do ponto, quer dizer, tem a mesma entonação do ponto”.

Falar deixa tudo mais difícil, então vou te mostrar neste vídeo essa história da entonação, se você ainda não sabe.

Então o correto é assim:

“Se, de um lado, as empresas voltadas às informações buscam lucro, por outro, a população detém do poder de selecionar…”

Eu já falei anteriormente sobre ponto-e-vírgula, em outra situação, veja aqui.

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Redação para vestibular com resultado na aula 1 existe sim!

Tudo que você quer pôr na redação parece que vai ficar ruim?!

Eu adoro quando o aluno erra!

– e eis o post 687! –

Errar é uma coisa meio desagradável, e os alunos sabem disso. Quando um aluno começa algum curso meu, e submetido a erros “forçados” :D!

O que são erros forçados?

Bem, eu peço que escrevam com base em propostas de redação que levam o aluno a encarar dificuldades  na escrita.

Por exemplo, tenho temas que forçam os alunos a usar a primeira pessoa, e servem para quem tem medo de usá-la (por ter aprendido assim incorretamente na escola). Ao passar por esse “choque”, certamente o aluno não correrá mais riscos, e está preparado para se a proposta da prova levar a usar primeira pessoa! É pá-pum!

Tenho um tema que fala de um conceito muito abstrato, e que serve para que o aluno incorra na falha de não esclarecer o que esse conceito significa! Geralmente os alunos escrevem sobre o conceito como se o leitor estivesse entendendo 100%. E muitas vezes o aluno está é disfarçando, porque nem ele entendeu o conceito! :p … Depois desse “choque”, o aluno já saberá esclarecer qualquer conceito que apareça em provas de redação!

Você já deve ter ouvido que o erro é muito importante para o aprendizado. Quem não erra não aprende. Eu levo isso a sério nos meus cursos; inicialmente o aluno fica triste… mas a evolução dele é mais rápida – você precisa ver como isso é incrível! Notas, para mim, são menos importantes.

Jack Ma, CEO da http://www.alibaba.com insiste muito  nisso: aprender errando!

Para o cérebro, o erro é o ÚNICO caminho de aprendizado, quer dizer, para ele o aprendizado só acontece quando ele “põe a mão na massa”, e verifica por si o que funciona e o que não funciona. É o jeito de ele participar e fazer testes. E para o cérebro não existe “vergonha” por errar, então a melhor coisa que você pode fazer por ele é deixá-lo errar!

Esse sistema tem se mostrado mais eficiente que, por exemplo, eu, professora, explicar ao aluno o que se espera que ele escreva. O resultado é mais rápido.

Mas claro que o uso desse “choque” depende do aluno, e o professor tem que considerar se será um “choque” que vai levar ao aprendizado, ou um “choque” que vai desanimar o aluno de vez. Há alunos muito sensíveis emocionalmente e podem até chorar. 😦

 

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Por falar em erro…

Aqui você escolhe o curso que você precisa!

Desenvolvimento saltando de uma coisa pra outra…

Queria te mostrar hoje a redação 1 de um ex-aluno meu, o Allan, do curso virtual para concurso (ele conseguiu uma vaga no concurso desejado no RJ). Leia-a e observe como os parágrafos centrais passam de um aspecto para outro repentinamente, como se fossem saltos:

Não parece que há um pula-pula na argumentação? Vou te ajudar a perceber isso! Veja o que ele fala, resumidamente, em cada parágrafo:

  1. (tese) Não há motivos claros para se internacionalizar áreas e bens nacionais – são aspectos de fácil acesso mas são orgulho brasileiro
  2. Não precisamos de internacionalizar nada porque nosso turismo é muito aberto aos estrangeiros (o que o turismo tem a ver com a possibilidade de internacionalizar a Amazônia?)
  3. Temos problemas básicos sérios, e a cultura é nosso porto seguro (os problemas básicos são o “outro lado” do nosso turismo aberto?!)
  4. (conclusão) O governo precisa incentivar os meios culturais e o turismo assim brasileiros ou estrangeiros podem usufruir do que é nosso.

Você deve estar pensando “o que uma coisa tem a ver com a outra?”. Aliás, se você está começando a treinar agora, perguntar-se “o que isto tem a ver com o que eu acabei de falar?” é perfeito para você manter a coesão!

Observe que, na tentativa de melhorar a ligação entre uma coisa e outra (ele já tinha notado que algo não ia bem), ele até arriscou um “Por outro lado”, que não ajudou… 😦

No fundo no fundo, esse aluno pode ter passado da leitura dos textos de apoio e da pergunta central para o rascunho, sem nem pensar (lá no fundo do coração) o que ele queria contar para o corretor com o texto. Foi precipitado. É o que muitos alunos fazem, e não dá certo – sempre dedique uns 20 minutos até ter 100% de certeza de que encontrou o que está no seu ❤ falar sobre o assunto, ou sobre a pergunta central.

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Curso de redação online funciona?

Como assim? Não precisa dominar o tema pra fazer a redação?!

Você tem medo de fazer redações com 5 parágrafos?!

– chegamos ao post 685 –

Qual o problema de fazer a redação sempre com 4 parágrafos no total?

Parece uma tendência de as escolas ensinarem redações dissertativas sempre com 4 parágrafos. Digo isso porque é bem comum que os alunos que têm aulas de redação nas escolas cheguem aqui escrevendo 4 parágrafos, nunca 5, por exemplo.

Os alunos que não têm aulas de redação, ou que estão distante da escola há anos, não trazem esse padrão, estão mais livres.

Pode fazer redações com 4 parágrafos! 🙂

O que eu vejo de problemático entre esses alunos que só fazem redações com 4 parágrafos é que eles simplesmente não conseguem fazer redações com 5 parágrafos! Nem com 6 ou mais! Eles dizem pra mim “não consigo, pro!”. Então isso indica que na cabeça do aluno a forma da redação está em destaque, ou seja, que redação são 4 parágrafos.

Mas redação dissertativa não são 4 parágrafos! Redação dissertativa é um texto onde você vai deixar uma opinião sua (se for argumentativa), ou vai destrinchar algum fato (se for expositiva). O número de parágrafos é totalmente secundário, percebe?

Os próprios alunos acham que suas redações, sempre de 4 parágrafos, são meio “amarradas”, e quando leem artigos em revistas ou jornais, ou mesmo redações boas de ex-alunos meus, dizem que queriam escrever daquele jeito, mais solto.

Uma redação escrita “quadradinha” vai bem enquanto você estiver na escola, mas, se você vai enfrentar uma prova concorrida, focar na ideia e ser mais “soltinho” vai fazer a diferença. E tem mais: redações “soltinhas”, que seguem suas ideias, seus argumentos, sem pensar em número exato de parágrafos, são escritas mais rapidamente…vai por mim! 😉

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Quanto você tira nas redações do cursinho?

Vai dizer que você ignora os textos motivadores…

Como fazer um bom “pitch” para a mídia impressa?

No jornalismo há muita gente que nunca fez faculdade de jornalismo – não é mais obrigatório ter diploma para ser um jornalista. Um rapaz paulistano que está se graduando em História me contatou para se preparar para atuar na área de jornalismo. Ele está especificamente interessado em jornalismo escrito – internet, jornais e revistas. Já começou, inclusive, a contatar mídias nessa área.

E, como hoje vejo muito profissional migrando para o jornalismo ou adicionando o jornalismo como uma área de atuação paralela (até freelas!), sei que muita gente vai tropeçar na redação usada no jornalismo (Aliás… você já deve ter encontrado neste blog vários posts sobre falhas em textos jornalísticos…).

Ele é muito envolvido com tudo que acontece ao nosso redor, então começamos o curso com a escrita de notícias e reportagens, e vou te dar as coordenadas para apresentar ideias para ambas a seu editor.

O editor decidirá se aquela sua ideia será aceita e figurará na mídia impressa. Para ele você vai apresentar o “pitch”. “Pitch” é um tipo de resumo. O “pitch” precisa informar

  1. por que essa sua ideia (o tópico que vai virar notícia/reportagem) merece ser publicada.
  2. que tipo de gente gostaria de ler sua matéria (quem será seu público)
  3. quais fontes você tem para te ajudar a criar a matéria (você tem que provar que já tem fontes confiáveis, que não é só uma ideia esvoaçando…)
  4. quanto tempo você vai levar para entregar a matéria pronta

Essas informações podem ser dadas ao editor verbalmente, em menos de 1 minuto – nada complicado – ou podem ser enviadas por escrito.

É bom lembrar que ser o primeirão (ter o “furo” de reportagem) pode não ser vantagem, porque muitas vezes o “furo” contém inconsistências, devido à pressa! A gente vê muito isso nas notícias na internet, né?

Num próximo post te ajudo a organizar a notícia ou reportagem, supondo que seu editor comprou sua ideia! 😀

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Você é do tipo que discorda com alguma coisa?

Você usa “lhe” certinho?

 

Parágrafos de desenvolvimento com um período só

– você vai ler o post número 683 –

Aqui temos a primeira redação da Márcia, concurseira de São Paulo, no curso virtual. A Márcia está sem prática de escrita há décadas, porque trabalha com contabilidade, então há vários tipos de falhas nesta redação 1. A falha que eu quero destacar neste post é a dos parágrafos formados por um único período, veja:

Viu que cada parágrafo central contém apenas um ponto final?! Se você ler em voz ALTA vai notar que o desenvolvimento é muito “corrido”, uma coisa leva a outra um pouco  diferente, atabalhoadamente (= às pressas). É muito ruim ler assim, ninguém gosta. O efeito é de que nada foi explicado, nada foi detalhado.

O próprio aluno costuma perceber que algo não está legal, mas não sabe o que é. Ele nota que o parágrafo está muito magrinho mas parece que ele já disse tudo… :/ .

Bem, eu estou me referindo a parágrafos centrais, porque os parágrafos de introdução e conclusão não são desenvolvidos neles mesmos e não têm tópicos frasal, ok? Então, como eu já disse antes, use tópico frasal. É um santo remédio, todo aluno gosta do efeito dele! Não é obrigatório, mas ajuda demais quando se está começando a treinar!

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Sabe usar “em detrimento de”?

Um áudio que tira o bloqueio para começar a escrever!

Introdução sem tese é um risco!

Tenho aqui um trecho inicial de uma redação dissertativa argumentativa, de um aluno virtual concurseiro do Rio de Janeiro. Esta introdução vai dar problema pra ele… veja se você descobre por quê:

Você notou que essa introdução não contém tese?

Pois é… introdução sem tese em provas de dissertação argumentativa é beeeem problemático! É problemático porque sem tese não há opinião para justificar, concorda? De novo: dissertação argumentativa tem tese e argumentos, quer dizer, justificativas!

Não existe uma proibição de se começar assim uma dissertação argumentativa, inclusive teses e monografias de faculdades podem começar assim. O problema ocorre em provas, porque o candidato terá 30 linhas no total, então, se o candidato não começa imediatamente com a tese, onde essa tese vai aparecer?! O que eu vejo é que ela aparece lá pelo meio do desenvolvimento e aí… onde vão aparecer as justificativas?! 😮

Então é um prejuízo para o próprio candidato, é isso que quero destacar.

Essa introdução do meu aluno serviria perfeitamente para uma dissertação expositiva, porque expõe um fato, que seria destrinchado no desenvolvimento, mas não era esse o caso, porque a proposta que enviei para ele perguntava o que o futebol tem a ver com a sociedade brasileira.

Muito cuidado com isso, porque é super comum os alunos que fazem dissertações argumentativas capricharem na introdução com FATOS, achando que isso é que lhes  vaigarantir pontinhos a mais, e esquecem a tese!

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Promoção rolando!

Dá pra evitar clichês?

Ganhe vendendo meu curso!

– chegamos ao post 681! –

Você toparia divulgar meu curso de redação em vídeo na internet?

É um curso de muita procura, para vestibulandos, concurseiros, alunos de Direito, e de longe o melhor do mercado porque tem atendimento individual comigo! Está disponível na Udemy, recebendo notas altas dos alunos!

Toda vez que um novo aluno se inscrever no curso através do link abaixo, você fica com 30% da venda – topa?!

Na plataforma Monetizze

Na plataforma Eduzz

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Se você quiser ser meu aluno…

Calma, calma! Vamos por partes!

Aqui está um trecho de redação que recebi ontem, de aluno concurseiro Bruno, do meu curso virtual. Leia em voz ALTA este parágrafo destacado e veja se descobre algo errado com ele (ignore as marcações com números):

Se você leu em voz ALTA mesmo, então certamente não conseguiu ler o parágrafo do jeito que ele foi pontuado. Não existe nele um mísero ponto final: uma coisa vem atrás da outra, num sem-fim…

É um sem-fim de relações de causa-efeito que deixam o leitor meio tonto… 🥴

Foi um parágrafo com relações encadeadas sem parar. Realmente um período desse tamanho (8 linhas) em que uma coisa leva a outra sem fim é muito difícil de ser captado rapidamente. Então nós temos aqui um período longo realmente, mas ele não é em si o pior problema, porque o tamanho não é bem um problema, como já vimos – o problema é a clareza.

A melhor coisa a fazer é ler em voz ALTA como eu sempre digo. Se você leu murmurando, não percebeu nada de errado. Mas, se leu em voz ALTA obedecendo a pontuação do meu aluno, não foi fácil não… 😟

Deixa eu te mostrar o que é essa história de ler em voz ALTA. Ouça este áudio para ver como eu leio em voz ALTA do jeito que o meu aluno pontuou. 

Você viu que pontuação tem a ver com entonação, e a entonação tem a ver com o sentido, correto? Você não vai conseguir transferir o sentido do que está escrevendo do jeito que você gostaria se pontuar errado. Infelizmente hoje é raríssimo um aluno ler em voz ALTA na escola, seja em qual escola for, então vê-se alunos entrando e saindo de universidades sem saber pontuar. 😡

Ao reler seu texto na etapa da edição (depois do rascunho), faça o favor de ler em voz ALTA, porque só assim seu cérebro vai te ajudar a captar o que está errado; não tem outro jeito de pontuar corretamente, e no dia da prova você já precisará ter isso automatizado – não vai dar pra ler na hora H. Se sua voz entonou para cima, use vírgula; se entonou “para baixo”, use ponto pelo menos!

(Te dei uma palinha do apoio que meus alunos recebem para melhorar a pontuação 😉 )

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Veja onde estão meus ex-alunos vestibulandos!

E veja onde estão meus ex-alunos concurseiros!

 

“Você corrige redação tipo Unesp?”

– post 679! o que parecia impossível…-

Quando um aluno me pergunta se eu corrijo redações tipo Unesp, ou tipo Fuvest, ou tipo Uerj etc etc eu fico meio angustiada, porque vejo que esse aluno está imaginando que há uma meia dúzia de tipos de redação dissertativa para vestibulares! 😳

Primeiro que não corrijo redações, eu as avalio, como você já sabe…

Segundo que redação dissertativa argumentativa é UMA SÓ. As organizações de provas não “querem” uma redação assim ou assado, elas apenas escrevem lá no edital “redação dissertativa argumentativa”. Por que será que se imagina que cada organização tem um tipo?! 🙄

As redações TODAS são corrigidas por bancas de vestibular e concurso usando os mesmos critérios.

Você  pode até não acreditar, tudo bem… mas é assim simples.

Os nomes dos critérios podem mudar de uma para outra e os pesos dos critérios podem mudar de uma pra outra, mas a correção analisa exatamente os mesmos aspectos.

Uma dissertação argumentativa é analisada assim:

  1. abordagem = o aluno fugiu do tema? “sacou” aspectos realmente importantes do assunto? usou o material fornecido ou fez de conta que ele não existia? a abordagem que o aluno escolheu indica maturidade ou tendência a agradar o corretor usando senso comum? Então este critério analisa as ideias do aluno e a habilidade do aluno em captar do que se está falando. 
  2. estrutura dissertativa  = o aluno foi claro? se explicou suficientemente? deixou dúvidas no ar que o leitor não vai poder resolver? deu para notar que ele releu o texto e escolheu uma sequência ideal? a divisão de parágrafos é a melhor? usou argumentos realmente bem pensados ou copiou o que dizem, ou a frase de alguém, sem pensar? existe tese? a coesão está tranquila, sem medos de repetir palavras e sem afirmações que “caem de paraquedas”?   Este critério analisa a habilidade que o aluno tem de pôr no papel os pensamentos, quer dizer, transformar os pensamentos em algo concreto para se entender de imediato; também demonstra o tempo de treinamento que o aluno tem.
  3. vocabulário e linguagem = o aluno demonstra ter um vocabulário preciso, com palavras usadas na hora certa? a linguagem é adequada ao corretor-professor, ou é intrincada tentando mostrar erudição? a linguagem contém traços de coloquialismo inadequados para que um professor leia? o texto é gostoso de ler, como um artigo de jornal? Fácil entender este critério!
  4. gramática = tudo certo com o uso do português? acentos, pontuação, regência, crase, concordâncias (que são erros horríveis! 😫 ), ortografia, etc etc… Este critério também é fácil de entender…

As organizações responsáveis pelas correções decidem o nome que querem dar a cada critério, então pode ser que os nomes acima mudem. Elas também podem incluir aspectos de um critério em outro, por exemplo: coesão normalmente fica dentro de “estrutura dissertativa”, mas pode ser considerado como falha gramatical. Seja num, seja noutro critério, o aspecto “coesão” vai ser avaliado, não tem como escapar.

Algumas organizações podem avaliar o título, quando se tratar de curso de publicidade, já que assim pode-se analisar o nível de criatividade do aluno.

Aspectos formais, como letra ilegível, margens irregulares, ausência de recuo de parágrafo, frases que extrapolam o espaço da redação, normalmente são incluídos em “estrutura dissertativa”, já que essas falhas prejudicam a estrutura em si. Por exemplo: uma estrutura sem recuo de parágrafos é avaliada como contendo apenas UM parágrafo, o que logicamente vai ser fatal para a nota.

No caso do Enem, os critérios continuam sendo os mesmos, englobados em competências, de maneira que nada muda: se o aluno satisfaz todos os critérios que citei acima, ele estará satisfazendo as competências automaticamente (mesmo que nunca tenha ouvido falar nelas!). O único detalhe é que a argumentação do Enem exige a menção a propostas de intervenção. Propostas de intervenção sempre podem ou não ser incluídas, isso não foi invenção do Inep, apenas são obrigatórias na argumentação do Enem.

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Jeito sofisticado de evitar repetições!

Detalhes muito tristes…

Uma introdução bem charmosa!

Hoje quero mostrar o efeito de um exemplo numa introdução de redação dissertativa em prova. Este é um trecho de uma redação de aluno concurseiro, Henrique, um carioca que faz meu curso virtual;  veja a introdução do texto:

Exemplos são parte da argumentação, por isso não é uma boa ideia incluir exemplos na introdução. Não existe nenhuma proibição disso, mas é que a introdução não é desenvolvida naquele parágrafo inicial, ela apenas precisa ter uma tese (ou uma abordagem, na dissertação expositiva).

Mas veja só que efeito legal eu consegui refazendo a introdução acima e mantendo o exemplo nela:

Em 2015 foi decretada situação de emergência na grande maioria dos municípios do estado do Rio Grande do Norte em decorrência das consequências da seca. Parte do território – principalmente, mas não exclusivamente, a região nordeste – tem um histórico de períodos de estiagem. 

Mantive todas as pequenas falhas de gramática, porque não nos interessam agora e transferi o exemplo para o início do parágrafo. Também eliminei o conectivo “Por exemplo”. Então o exemplo veio “de cara”, logo no início – um fato conhecido jogado para o leitor, e que vai trazer esse leitor para dentro do tema, junto comigo! O exemplo aqui serviu para preparar o leitor para o assunto, e o assunto veio na frase seguinte.

Por um lado, portanto, usar um exemplo logo na introdução enfraquece um pouco a função da introdução; por outro lado, transformar o exemplo num fato (retirando dele o conectivo) e iniciando o parágrafo com ele dá um efeito muito bom!

Esse efeito de jogar um fato para depois se entrar no assunto é muito usado no jornalismo. Imagine, por exemplo, um repórter num programa jornalístico, que entrevista um senhor idoso numa fila de atendimento de um órgão de saúde; digamos que ele faça perguntas ao idoso e descobre que ele está lá desde a madrugada para conseguir atendimento. Em seguida o apresentador do programa no estúdio comenta o caso e abre uma discussão sobre mau atendimento em órgãos de saúde do país. Veja que o caso do senhor idoso foi usado para levar o tema ao telespectador, ele chama a atenção, porque é algo próximo do telespectador (ele pode ter pais ou avós nessa situação, ou ele mesmo está nela).

Digamos que um fato logo de início, do jeito que eu fiz, fisga o leitor.

Mas quero lembrar que esse tipo de efeito só deve ser pensado DEPOIS de você terminar seu rascunho! Nem pense em enfeitar introdução sem ter feito o rascunho, por favor!


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Quais números se escreve por extenso?

Promoção pra aliviar seu bolso

 

Ela achou o tema do vestibular sem importância…

– post 677, espero que você tenha lido os outros… –

Ainda sobre o tema de redação da Fuvest, “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”, que, segundo uma vestibulanda num grupo de rede social não era tão importante quanto o do Enem 2020: “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.

Ela estava um tanto chateada. É como se estivesse dizendo que a Fuvest oferece temas sem muita importância, temas “nada a ver”.

Para o professor de redação, no entanto, não é bem assim. O Enem (e todos os outros vestibulares e concursos) levanta temas muito palpáveis, por assim dizer, sobre casos que vemos em nosso dia a dia, ou na mídia. Quando o tema é assim mais palpável, mais concreto, é mais automático se escrever sobre eles.

O tema da Fuvest (e de outros vestibulares, como PUC SP e Univ. Mackenzie) é mais abstrato, no sentido que não destaca casos específicos que vemos na mídia ou no dia a dia, mas nem por isso é menos importante ou fora da realidade!

Uma proposta como a do Enem não prioriza o pensamento abstrato, que é um pensamento desenvolvido pouco a pouco, a partir dos 12 anos de idade aproximadamente (mas que pode não ser desenvolvido se não houver instrução escolar!), e um tema como o da Fuvest testa o nível de abstração de pensamento do aluno.

Um aluno de ensino fundamental II pode escrever sobre algum tema levantado pelo Enem, mas teria dificuldades de escrever sobre temas como o da Fuvest, entende? Porque ele ainda não desenvolveu seu pensamento abstrato o suficiente.

O curioso é que os temas abstratos, como esse da Fuvest, também permitem que o candidato escreva sobre temas mais “concretos” mas de um jeito mais sofisticado, se descolando do senso comum que é o típico do ensino médio! Isso é filosofar, reconhece?! 😃 Alguns alunos vão meramente decorar frases de filósofos e pôr na prova, enquanto outros mais hábeis vão desenvolver seu próprio raciocínio filosófico!

A vantagem de já ter desenvolvido o pensamento abstrato é que, numa redação com tema abstrato, se tem mais chances de se descolar do senso comum: o aluno demonstrará necessariamente que tem um raciocínio mais cuidadoso e mais baseado em seu repertório próprio (suas experiências de vida inclusive). Numa redação com tema “concreto”, mais palpável, ele pode escrever o suficiente apenas reproduzindo pobremente frases de filósofos que ele nunca leu, ou ideias de senso comum que ele mesmo não chegou a questionar.

Uma redação de alguém que não tem pensamento abstrato desenvolvido ainda tem aquela “cara de redação de colégio”, sabe?

Então uma proposta de redação com tema abstrato testa muito mais a capacidade de escrita que uma com tema “concreto”, você percebe? Testa inclusive a maturidade, que é algo fundamental para quem vai para o nível superior.

E lembro também que os temas mais “concretos” podem perfeitamente ser desenvolvidos a partir de pontos de vista abstratos, de conceitos, como esse da Fuvest. É isso que os filósofos fazem! Por exemplo: você acha que há alguma relação entre uma ordem mundial e o aumento de doenças mentais?

Enfim, a escrita vai acompanhando seu desenvolvimento de abstração paulatinamente, e se você ler suas redações atuais daqui a uns 5 anos, não vai se reconhecer nelas! 🤔 Nosso pensamento evolui. Os temas todos de vestibulares e concursos são importantes, mas com  o passar dos anos nós podemos vê-los de pontos de vista diferentes conforme nossa evolução cognitiva!

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Já fez treinamento empresarial para escrever melhor? Não deu resultado, né?

Você sabe localizar o sujeito da sua frase?

 

 

 

Tema aberto: como manter o foco?

Esta vestibulanda estava indignada depois de voltar da prova de redação da Fuvest 2021:

Realmente o tema era aberto! Sobre temas abertos se disserta mais facilmente quando se tem um tempo de treino; os raros alunos que têm debates na escola se dão melhor nessa hora.

Não vou comentar a proposta toda agora, só o tema em si, a pergunta central, até porque você já sabe como usar os textos de apoio, eu já falei muito sobre isso. (Sabe, né? 🤨)

A frase que questionava o aluno era “O mundo contemporâneo está fora da ordem?”

Ao chamar o tema de “abertíssimo” a vestibulanda queria dizer, provavelmente, que ele permitia ao candidato “viajar” no tema! Um tema aberto não espera qualquer resposta, afinal… ninguém sabe se o mundo está fora da ordem ou não… claro. Dá pra escrever “tudo”, e “tudo” não cabe nos esquemas de redação cristalizados, nos modelinhos…

Temas assim abertos precisam ser… fechados pelo candidato! Quer dizer, se você começar a dissertar direto, a partir da pergunta, vai mesmo “viajar”! E 30 linhas não aceitam viagens!

Aquela técnica de se imaginar sendo entrevistado na rua é muito boa nessas horas: se alguém te perguntasse isso na rua, o que você responderia? (pense aí!)

Não sei você, mas acho que eu diria “fora da ordem? como assim ‘fora da ordem’?”. Eu poderia dizer “ué… existe alguma ordem para o mundo seguir?”. Essa sou eu respondendo, existem possibilidades variadas de respostas, ok?

Observe que eu não tinha certeza do que estava sendo perguntado! Minha resposta não seria legal se eu nem soubesse bem o que me perguntaram… :/

Fala-se de “nova ordem mundial”… fala-se de “novo normal”… talvez meu entrevistador esteja sugerindo que o mundo está bagunçado e precisa ser organizado… Eu disse “talvez”, percebeu? Isso é uma hipótese! Lembra do que falei sobre se lançar hipóteses na dissertação argumentativa? Pois é, estou supondo!

Mas eu pessoalmente não acho que o mundo vá chegar a uma ordem, do tipo… aquela que sua mãe quer ver no seu quarto, sabe?

Então eu começaria meu rascunho jogando essa hipótese do conceito de “ordem”, que para mim (para mim!) não é aplicável ao mundo. Nem ao contemporâneo, nem ao de outras eras! Acho que assim que se consiga pôr tudo em ordem, a desordem já vai ressurgir. E acho que a desordem dá um certo sentido à vida, porque quando tudo estiver ordenado… parecerá meio monótono. Mas aí é opinião minha – o importante mesmo é você aprender a criar hipóteses quando um conceito não estiver definido!

Já consegui fechar o tema, concorda? Eu estou controlando o tema! O tema parece um cãozinho na coleira: ele vai seguir pelo caminho que EU escolhi. Então não vou mais perder o foco, que era o medo da vestibulanda da postagem acima, percebe? EU comando meu raciocínio e levo o leitor pela mão…

Ok, mas tenho outra orientação quando o tema for aberto, que também é a que ensinei a usar em temas abstratos: dê exemplos, traga o conceito para o dia a dia! Traga para o mundo concreto. Nada melhor que isso pra se fazer entender! Eu faria isso em seguida: usaria os n exemplos que já teriam automaticamente pulado na minha mente e que mostram por que eu penso assim! Aí entra meu repertório e é automático, tá vendo?! Não precisa decorar nenhuma frase de filósofo…

Resumindo: tema aberto você precisa fechar, e o foco é você quem define. Se você não tem debates na escola, então imagine-se respondendo a um repórter na rua e vai ficar mais fácil – é assim que eu treino meus alunos!

(Atenção: eu não estou dizendo o que você deveria ter escrito na redação, se você fez a prova da Fuvest 2021, ok? Eu estou te ensinando a se virar bem com temas abertos!)

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Você sofre de letra feia?

Dê uma olhada nas promoções de vez em quando que seu bolso agradecerá!

 

 

 

 

 

 

“Eu não tenho argumento de autoridade, e agora?!”

– post 675… quantos ein! –

Escrevi um post sobre onde encontrar o bendito do repertório, e vou mostrar aqui um dos comentários da mesma pessoa explicando por que ela sente essa necessidade de incluir frases de famosos:

A vestibulanda está dizendo que uma certa plataforma de correção de redação valoriza, quer dizer, deseja que o aluno use argumento de autoridade. Para o aluno essa informação chega como “obrigação de citar filósofos”, sei disso. Não existe obrigação de citar isto ou aquilo. E o fato de um concorrente seu (que por acaso gosta e lê muito livros de filosofia) citar filósofos na redação não garante nenhum ponto a mais para ele. Estou cansada de ver redações cheias de citações claramente de alunos que saíram decorando frases por aí. Esta eu recebi dias atrás numa redação de um aluno novo do meu curso virtual:

Ademais, por consequência de um passado histórico muito trágico e difícil, os pais possuem a tendência de cada vez proteger mais seus filhos de dificuldades e sofrimento, porém isso causa um problema muito visto na geração atual: a fácil frustração diante de situações de “perigo”. Entretanto isso facilita o aumento de doenças mentais, pois esses jovens criam traumas facilmente, justificando parte dos 11,5 milhões de indivíduos com depressão no Brasil, por isso como dito por Gandhi, “temos que nos tornar a mudança que queremos ver”.

O que está fazendo Gandhi ali no meio?! 🙄 Está claro que essa frase não fazia parte do repertório desse aluno… Esse é o resultado de se levar o aluno a achar que redação tem que ter frase de famoso… 😠

Vamos pensar de outra maneira! O que é fundamental é que sua redação tenha argumentos de garantia! Os argumentos de garantia mostram ao leitor-corretor que você tem motivos para dizer aquilo. Esses argumentos de garantia podem ser experiências que você viveu (quem vai discutir uma experiência que você viveu?!), podem ser sua observação de fatos indiscutíveis que você vê ao redor, podem ser estatísticas que você ouviu em alguma mídia (não precisa lembrar detalhes!), estudos que você se lembra de ter ouvido seu professor mencionar (não precisa lembrar detalhes!), e obviamente afirmações de entendidos no assunto.

Você precisa treinar algo como a “defesa” de seus argumentos! Para defender seus argumentos você pode usar várias técnicas, e os argumentos de garantia são um deles, só um! Você certamente já usa alguns, mas como esse treino não é importante nas escolas e cursos, a única salvação que parece possível é se jogar numa frase de filósofo…😣.

Bem, só pra terminar, o segundo comentário que você vê na postagem acima é bem verdadeiro: faça o que você sabe fazer bem feito, não fique enfeitando, querendo mostrar o que você não é, porque qualquer professor sabe qual o perfil do aluno de ensino médio, e não vai exigir nada além disso!

(caso você queira treinar técnicas de argumentação, este curso abaixo, em vídeo, tem 5 aulas só disso, tá?)

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Plágio na redação?!

O problema é começar, né? O resto vai fácil depois…

 

Onde encontrar repertório?!

Vejam aqui o pedido de ajuda de uma vestibulanda da Fuvest, em um grupo de apoio:

Certamente ela estava em busca de frases de filósofos, de filmes, ou de ideias que sirvam para qualquer redação. É duro acreditar, mas é assim mesmo que se orienta os alunos nas escolas e nos cursos preparatórios: “copie, cole, você não tem nada dentro de você, você não sabe nada”.

É ou não é? 😡

Repertório é o nome que se dá para tudo isso que está aí dentro da sua cabeça, na sua memória, e que foi parar aí depois de tudo que você viveu. Entende? TUDO!

Tudo significa o que você ouviu das pessoas que te rodeiam, o que você aprendeu nas aulas de história, o que você andou lendo fora da escola, o que você viveu na pele, o que você viu no documentário da tv, o que você leu numa manchete de jornal… = tudo! 

Na hora em que você vê a proposta de redação, ou na hora em que você está pensando no que dizem os textos de apoio muita coisa virá à sua cabeça! Quer dizer, muita coisa virá da memória a longo prazo para sua memória de trabalho, você não vai conseguir impedir isso, ok?

Isso que virá à tona é exatamente o repertório! É ele mesmo! Tá tudo aí!!!! 

Se você andou lendo filósofos, ok, isso faz parte do seu repertório. Se você nunca leu filósofos, ok, use o que vier à sua mente! Para o corretor tanto faz se você lembrou uma frase de filósofo ou lembrou de um caso que você vivenciou! Os dois são repertório. Os dois vieram à sua mente por algum motivo, use-os na sua redação!

Está aí, de graça! Entendido? Por favor, diga que entendeu!🙏

Quer aumentar seu repertório com filósofos? Ok, maravilha! Quanto mais você colocar aí na sua memória melhor! Claro que quanto mais repertório melhor, você vai se explicar melhor! Repertório tem alguma utilidade, por isso fica na sua memória, entende? Cada um tem um repertório – se você não tem repertório de filósofos, certamente você tem outros tão valiosos quanto!

Imagina que loucura alguém sair decorando frases dias antes da prova, sendo que isso não tem qualquer peso na redação! Que loucura! 😫 Tem gente que garante ter tirado 900 no Enem porque mencionou um filme, mas, mesmo no Enem que avalia separadamente repertório, a pontuação máxima relacionada ao repertório perfeito é 80 – tem muito mais coisa além dele!

A garota da postagem acima estava buscando “teorias” de repertório, que eu não imagino o que seja, mas um repertório pode ser uma teoria, pode ser um fato: se ele veio à sua mente, da memória a longo prazo, é porque ele é um repertório, e pode ser um fato ou pode ser uma teoria apenas.

(Se você é professor, ajude seu aluno a trazer para fora aquilo tudo que ele tem na memória, ele existe, pare de ignorá-lo!!!) 😓

A Sabrina hoje é médica, mas, quando ela terminou meu curso de redação virtual, deu este depoimento:

“Estou muito feliz em ter passado na Unifesp em 32º lugar! Passei também na segunda chamada da Famema e em Biomedicina em 9º lugar na UNIRIO.  Minha grande felicidade foi ter passado direto, sem cursinho.  Gostaria de agradecer a Deus e a senhora por ter me mostrado que é possível escrever minha própria opinião na redação e ainda tirar uma boa nota em um vestibular de Medicina. Obrigada por fazer parte de um sonho já realizado!!!!!!!!”

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Falta de paralelismo destrói sua redação, cuidado!

Enem pede frase de filósofo?! Quem te disse?

“Pro… eu sou normal?”

– post 673, quantos posts!!!!! –

Outro dia um aluno do ensino médio, que está fazendo acompanhamento comigo durante a pandemia, me perguntou meio apreensivo se tenho mais alunos que cometem os mesmos erros que ele. Estava claramente com medo de  saber que ele era o único, ou… que era o mais “burrinho”.

Ele realmente tem algumas falhas típicas de quem não lê nada mesmo, e nunca leu. São trecho estranhos, como se tivessem sido escritos por algum imigrante estrangeiro que ainda não domina o português (mas já deu uma bela melhorada…).

Isso tem cura, ainda que seja sempre lamentável ver um brasileiro com uma década e meia de Brasil “apanhando” do próprio idioma escrito…

Então resolvi escrever este post para todos que se sentem meio atrasados em alguma disciplina, e que se acham “burrinhos”.

Trago descobertas da neurociência que provam que “burrinhos” não são “burrinhos”!

Primeiro: se você acha que não é bom em nada, exceto em jogar vídeo game, saiba que os games de ação aumentam sua capacidade de focar! E focar vai ser fundamental se você quiser evoluir nos estudos, claro! Enquanto seus colegas se perdem com o celular chamando, o cachorro latindo, o crush por perto e etc, você avançará “sugado” pelo seu foco!

Alguns vídeo games desenvolvem também sua habilidade espacial, que vai te ajudar em ciências e matemática.

Apenas limite seu tempo no vídeo game porque, como tudo na vida, o excesso vai te viciar e aí o foco não vai compensar…

 

Segundo: se nas suas aulas online você só anota à mão, bem devagar, saiba que está memorizando mais do que quem digita.

É que a escrita à mão é mais lenta, e por isso permite que seu cérebro capte ideias-chave. Além disso o movimento de fazer as letras está lincado no seu cérebro aos sons de cada uma, e às palavras em si… e às ideias que elas significam, enquanto que ao digitar você sempre faz o movimento de pressionar, independente da letra grafada.

 

Terceiro: há aqueles que conseguem guardar mais detalhes para escrever, por exemplo, numa redação, enquanto outros esquecem muito fácil o que iam escrever. Mas quem tem “memória de trabalho curta” forçam o cérebro a criar mais ligações de neurônios (sinapses) que revelam relações originais entre ideias! É por isso que essas pessoas com menos “memória de trabalho” são muito desejáveis em atividades em grupo – elas costumam ver o que outros não veem! Inclusive conseguem explicar ideias complexas de forma simples.

Existem pesquisas que mostram que, quando esquecemos uma ideia, outra aparece na mente! E você já deve ter ouvido falar que pessoas com TDAH e disléxicos são mais criativos…

Não estou dizendo isso pra te consolar se você é “lento” – é a pura verdade, pode pesquisar!

Enfim, pense da seguinte forma: imagine que um aventureiro, desses que fazem trilhas em estradas de terra, e um piloto de rali  desejem chegar a um mesmo ponto no alto de uma colina.

Para o cérebro do piloto, a paisagem ao redor é um borrão, concorda?

Para o aventureiro que vai a pé a paisagem tem árvores, ele ouve pássaros, sente o perfume das flores, e vê os animaizinhos que cruzam a estrada.

Veja como o cérebro do aventureiro vê com mais detalhamento a paisagem que o do piloto! Ser mais lento significa ver mais a fundo.

 

Você pode ter o cérebro de um aventureiro em algumas disciplinas ou o de um piloto em outras, é normal.

Dá pra ser feliz em ambos os momentos, porque você vai chegar lá, não tem erro!

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Cursos à distância iguaizinhos aos presenciais!

Pode usar dois verbos juntos?

“Como ponho tudo que sei na redação?”

Veja a dúvida dramática de uma vestibulanda:

Tudo indica que a aluna está passando do momento da leitura da proposta para o rascunho. E o cérebro dela está pensando… tadinho dele… 😟 Cérebro pensa assim mesmo: uma hora uma coisa, outra hora outra coisa…

Se a gente passa direto da leitura da proposta para o rascunho, o rascunho fica com cara de foto de cérebro pensando!

Normalmente as escolas levam o aluno a agir assim: o aluno deve ler a proposta, e em seguida escrever a redação. Nada de pensar… pensar toma muito tempo 😫! No mundo real, entretanto, ninguém, nem escritores, escrevem um texto assim de bate-pronto! É a realidade, fazer o quê?!

A etapa do pensar, que eu chamo de pré-rascunho no meu curso, leva uns 20 minutos no dia da prova, então você vê a importância dessa etapa! Depois dela você certamente já vai saber o que mais te toca naquele tema e que você gostaria de falar. Jamais pule essa etapa, senão você vai ficar angustiado como a garota da postagem! Esses 20 minutos vão garantir que sua redação deslanche!

Veja como a garota da postagem percebe que cada pensamento dela leva a outro e mais outro… não era hora de escrever nada, era hora de pensar somente! Pensar até sentir no coração, de verdade, que é aquilo que se quer escrever!

Você pode pensar em silêncio, claro, mas eu ensino meus alunos a se  imaginarem respondendo a uma pergunta de repórter na rua, ou se imaginando falando com o próprio professor-corretor, ou ainda com os autores dos textos fornecidos… Enfim, quando os alunos se imaginam falando, automaticamente surge o que eles querem focar na redação! O colega que comentou a postagem da garota acima mencionou exatamente “foco”.

Mas esse foco você só atinge pensando, tá? Não tem como fazer isso de outra forma, não tem nenhuma dica, nada nada. Você vai ter obrigatoriamente que cortar coisas bem legais que iam deixar sua redação bárbara, pra focar em um aspecto só… e isso vai machucar seu coração, mas é a vida. Todos os seus concorrentes passarão por isso, e os que não fizerem isso não são páreo pra você.

Pratique o desapego – solte! 😀

Agora, você viu que a garota da postagem tem medo de que a redação fique fraca se ela não incluir ali tudo que quer incluir. Bem, a redação não é prova de conteúdo, ela será corrigida por um professor de português, então esse medo é infundado. Não há avaliação de quanto o aluno sabe do assunto, percebe? Lá na sua faculdade sim, o aluno será avaliado quanto ao conteúdo, mas aí é outra história!

O que acontece quando um aluno quer pôr tudo que sabe em 30 linhas é que tudo que ele põe ali fica superficial. É questão de não caber mesmo. É melhor pra quem lê ler sobre um aspecto só aprofundado que uma coleção de aspectos superficiais. Você também preferiria ler assim.

O treino de redação inclui, portanto, saber focar, saber escolher um aspecto que valoriza o que você tem mais facilidade de explicar!

Imagine que a proposta é um repórter te entrevistando na rua! É tiro e queda!

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Curso virtual de redação com resultado imediato!

Pelo o?! O que é isso?

 

Frase estranha…

– post número 671 –

O que você acha desta manchete? Não parece uma frase estranha?

Acho que você notou que a frase está, sim, estranha!

O pastor morreu internado em estado grave? Primeiro ele estava em estado grave e depois ele morreu, essa é a ordem dos fatos.

A UTI era vítima do coronavírus? Acho que era o pastor a vítima…

Enfim, vamos dar uma melhorada nela:

Morre pastor internado em estado grave em UTI de Cuiabá

ou

Morre em UTI de Cuiabá pastor internado em estado grave

 

Melhorou, né? 😉

Como você vê, não tem jeito: tem que reler o que escreve porque a gente sempre deixa passar umas coisas estranhas assim… Neste caso, partes da frase estavam em posição inadequada.

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Veja onde estão meus ex-alunos vestibulandos!

Veja onde estão meus ex-alunos concurseiros!

 

Pode ser agressivo na redação?

O Pedro é aluno do meu curso online, é vestibulando de Educação Física. Na última aula estávamos treinando aquela história de reagir ao que se lê nos textos de apoio.

Ele leu este texto aqui e ficou meio… incomodado… meio irritado:

A ciência livra-nos do medo, combatendo  com respostas objetivas  esse veneno subjetivo. Com um bom para-raios, quem em casa  teme as tempestades? Todo ritual mítico está condenado a  desaparecer; a função dos mitos se estreita a cada invenção, e todo vazio em que o  pensamento  mágico imperava está sendo  preenchido pelo efeito  de uma operação racional.
[Hercule Granville]

 

Esse texto fazia parte de uma proposta antiga da Fuvest.

Então, como eu estava dizendo, o Pedro não gostou nadinha do que o Hercule Granville disse, e me perguntou se numa redação se pode ser assim… digamos… “grosso”, agressivo.

Não, “grosso” e agressivo não é bom não… Acho que nem fora da redação é bom. O que se pode fazer é usar os termos certos para mostrar qual o problema com aquele texto, qual ideia dele nos incomoda e por quê.

O Pedro escreveu a reação dele assim:

Hercule, em partes eu concordo que a ciência e a tecnologia realmente nos ajudam em muitas coisas, realmente as nossas condições de vida são melhoradas, porém, a espiritualidade não deve ser algo a se ignorar, e pensar que ela é uma bobagem… você está dando a entender que só a ciência importa!

Ficou bom, não acha? Ele mostrou que não aceitava a ideia de Granville, e até deu para perceber que o Pedro estava um pouco nervoso…

Aproveito para mostrar como uma ex-aluna minha foi bem contundente sem ser agressiva, veja o trecho sublinhado:

Isso não significa que programas com baixo nível de profissionalismo sejam uma boa opção, pois não são. A questão é que não são eles os responsáveis por alienar a população, mas sim o contrário. Tais programas existem porque existem pessoas com nível intelectual baixo o suficiente para lhes garantir audiência.

Super “dedo na ferida” né? 😀  Mas sem agredir ninguém.

Você vê que sua reação é aquilo que dá um colorido especial à sua redação, que faz com que ela não tenha cara de redação de cursinho, de colégio (toda “quadradinha”), que mostra que você tem sim sua posição. Ao mesmo tempo, você viu que ter sua posição não é ser ofensivo! Meu aluno foi contundente, isso sim!

Treine aí isso de reagir aos textos que você vai ver como suas redações vão ganhar cara de artigos de jornais, em vez de cara de redação de fundamental I 😀

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Redação para vestibular – resultado imediato!

Reticências na redação?! Pode?!

 

O que é dissertação em prosa?!

– post 669! leu os outros?! –

Meu aluno está com uma dúvida beeeeeem básica:

E agora?! 😬

Dissertação em prosa indica que a dissertação não pode ser em forma de poema, precisa ser distribuída na folha pautada de margem a margem, formando parágrafos!

Uffff…é o que todo aluno aprende – nada novo!

É possível se dissertar usando o formato de poema, por que não?! Imagine: um poema, com estrofes, versos, e mostrando uma opinião sobre um assunto qualquer.

Então, as organizações de vestibulares e concursos deixam esse detalhe do formato “prosa” em destaque porque… vai que alguém resolve fazer em forma de poema, né? Não pode… todos os candidatos devem usar o mesmo formato!

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Curso para concurseiros!

Se você tem um currículo magrinho, veja isto!ue

Redação empresarial com atualização gramatical

Com o problema do isolamento social durante a pandemia de covid-19, meus cursos de Redação Empresarial com Atualização Gramatical não puderam mais ser ministrados “in company”…

Então eu corri pra fazer uma versão em vídeo com atendimento direto comigo, e ficou muito bacana – modéstia à parte…

Imagine um curso desses no currículo! Quem tem um igual?! Nem presidente de empresa!!! 😀

Por favor, faça a gentileza de compartilhar com quem  está procurando emprego e tem um currículo magrinho…

Redação Empresarial com Atualização Gramatical

 

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Letra feia!!

Não gosto da minha redação…

Modelo pronto para redação!

– post 667, ufa! –

A redação que você vai ler abaixo estava num grupo de candidatos ao Enem. O aluno que a escreveu diz ter criado um “modelo”, padrão que ele usará no dia da prova. Pelo que entendo, ele fez uma montagem, ou colagem, com partes de outras redações que ele considerou boas. Eu gostaria que você lesse (até onde for possível) e compreendesse o que ele está dizendo nela – mas só pode ler uma vez, ok?

Imagino que você não tenha entendido nada, ou quase nada. Eu também não entendi e confesso que pulei umas partes… :/

Ali há falhas sérias de vocabulário, em que se veem palavras inadequadas no contexto, e palavras vagas. Esse problema seria fatal numa prova, é claro, porque, se o corretor não entender o que está escrito, a correção será feita sobre o quê?!

Houve também falhas de coesão, como era de se esperar, porque colar pedaços de redações diferentes obviamente vai forçar a conexão entre ideias que não têm a ver, e que não saíram da mesma cabeça… Pelo menos a conexão precisaria ser refeita.

E seguramente essa redação não caberia na folha com 30 linhas, tem isso também…

Os colegas no grupo alertaram para o tamanho da redação, mas – incrível! – acharam a redação muito boa 😮 !

E você? Pretende fazer um modelinho pronto pra usar na sua prova de redação? Acha que vale a pena?

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Como NÃO fazer parágrafos

Gente de exatas escreve bem?

Alunos que já começam na frente…

Estamos em época de Festas de fim de ano, e, ao contrário do que poderíamos pensar, muitos alunos aproveitam o momento  para avançarem em direção ao desejo, ao objetivo. Eles aproveitam essa época para estudar!

Isso me faz lembrar: alunos que tomam essa iniciativa correm um risco grande de terem sucesso, mais que os concorrentes 😉

Foi o que fez minha ex-aluna, Pamela Roque. A Pamela me escreveu no final de 2003, quando tinha terminado o 2o. ano do ensino médio numa escola paulistana. Ela poderia ir descansar, viajar… mas decidiu por conta própria começar o quanto antes a se preparar para abraçar o sonho dela: se formar em Direito. E na USP.

Ela realmente se deu bem, porque adiantou boa parte do treino em redação – que tem grande peso na prova -, e… entrou na USP direto do colégio! 🤩 🥳

A marca de pessoa pró-ativa que ela mostrou ter continua levando-a a abraçar outros sonhos até hoje, como você vê aqui – muito jovem ela já é professora numa faculdade paulistana!

Se eu pudesse dar um conselho… comece ONTEM a correr atrás do que você deseja. A melhor coisa é aproveitar a vida, aproveitar o tempo que seu concorrente usa para “descansar”. Se você é vestibulando, faça o possível para não precisar de cursinho preparatório – diferencie-se naquilo que os concorrentes têm mais dificuldade (redação, por exemplo!).

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A Pamela fez este curso aqui

Contradição na dissertação…

 

Por que as pessoas pararam de ler?!

Me pediram para responder a esta pergunta, no quora.com:

Achei uma ótima pergunta, ela encerra outras perguntinhas!

  • As pessoas “pararam” de ler? Elas liam e de repente não leem mais, não parece?
  • Se elas liam, quando foi isso no Brasil?
  • Essa pergunta se refere ao Brasil, ou também ao mundo?
  • Estamos falando de que tipo de leitura?

Bem… a gente precisaria ter dados numéricos pra falar disso. Sabemos de uma estatística que diz que o brasileiro lê 1,7 livros por ano, pelo que me lembro, mas números escondem a realidade: alguns, como eu, leem dezenas de livros por ano, outros não leem nenhum (e tenho na família quem JAMAIS leu nem comprou um livro!!).

Minha impressão é a seguinte: muita gente lê, eu pelo menos observo facilmente pessoas lendo. Meu contexto é de uma cidade grande – São Paulo -, e vejo essas pessoas em metrô, ônibus e filas. Eu não estou dizendo que elas estão lendo vorazmente clássicos da literatura! Mas estão lendo, ok? Quando passo pela biblioteca vejo pais com crianças escolhendo livros.

Como há mais pessoas alfabetizadas hoje que, digamos, há 50 anos, presumo que haja mais interesse na leitura hoje, mas não tenho números que comprovem. Pelo menos percebo que hoje existem muitas editoras, mais do que há 50 anos, e isso já é um indício de que há mais leitores hoje.

Não vejo relação entre ser de classe alta e ler mais que quem é de classe baixa, isso não. Ler é uma habilidade que, depois de aprendida, não depende do bolso (que sorte!). Temos hoje bancas de jornal e revista, temos bibliotecas, temos sebos… e se eles estão aí (ainda que em pequeno número, talvez) é porque tem gente lendo, concorda?

Estamos sempre repetindo que brasileiro não lê nada, mas eu tenho contato constante com gente de outros países, inclusive professores, e  e posso te dizer que na Itália e nos EUA, por exemplo, os professores lutam para convencer alunos a ler. Sempre me falam isso. Nada muito diferente do Brasil, pelo menos quanto aos mais novos! O canal italiano “Il milanese imbruttito” contém algumas entrevistas divertidas com pessoas do povo (em italiano) para demonstrar como elas estão desinformadas (que de certa forma não aconteceria se gostassem de ler) – dê uma olhada lá no youtube.

Por outro lado, em minhas viagens pelo Brasil, encontro estrangeiros que carregam consigo livros para ler, coisa que não é bem um hábito de brasileiros, infelizmente…

Meus alunos dizem que as pessoas (incluindo eles mesmos) leem menos porque agora têm a internet para olharem, para terem informação, e blablabla, e ler é muito cansativo (virar uma página cansa!!!), e a escola não incentiva… enfim, nada disso “cola” para mim. Tudo desculpa esfarrapada. Seria mais honesto dizer “não gosto de ler, não me interesso por nada”. É que nós ficamos com vergonha de dizer a verdade…

Concordo  que o advento da internet pode explicar que menos livros estejam sendo publicados, não sei, mas se for isso eu acredito que tenha a ver com livros técnicos, não aqueles livros que a gente lê gostoso, deitado na cadeira de praia… aqueles a gente precisa pôr o dedo!!! 😀

Acho que se  você se interessa por alguma coisa nesta vida você vai acabar lendo alguma coisa sobre isso, não tem como escapar, porque 99% do que temos de conhecimento humano vem pela escrita. E ler na internet também é ler. Se há letras e palavras é leitura. Ler revista é leitura!

Não dá pra esperar que a escola incentive, porque muitos professores também não leem. Não dá pra reclamar que livro é caro porque boa parte das cidades brasileiras têm bibliotecas públicas (mantidas com o SEU dinheiro), e pela internet se compram livros usados por menos do que você pagou pelo seu celular. Não dá pra dizer que cansa virar uma página, o que cansa é ler livro difícil ou que não interessa, ou assistir certos programas dominicais da tv aberta…

No Brasil, considerando quem tem acesso a bibliotecas públicas, só posso explicar uma possível diminuição do hábito de ler (se isso é o caso) por falta de interesse, falta de curiosidade.

Eu noto que os que leem habitualmente têm interesses, curiosidades, sede de aprender. Isso está presente em todas essas pessoas. Vou dar um exemplo pessoal: como arquiteta-urbanista, eu gosto muito de conhecer os modos de vida de gente que viveu em outras eras, e esse meu desejo de conhecer outros modos de vida me levou a ler vários livros sobre isso, a ponto de eu ter lido duas vezes toda a coleção História da vida privada, pela qual não paguei um centavo, já que está lá na biblioteca do meu bairro. Eu só li porque eu queria saber mais, percebe?

E você? O que você pensa dessa minha opinião? Se você ainda não consegue ter o hábito de ler, veja este meu post

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Quantos ditos populares você conhece?

Redação para concurso público!

 

Falha de coesão!

– post 663, já viu os outros? –

Veja se você localiza uma falha de coesão entre as linhas 16 e 18 nesta redação da minha aluna vestibulanda:

Essa redação já tinha sido corrigida no cursinho dela, mas ela queria minha opinião, sendo que as correções em vermelho são do cursinho, e aquelas em rosa e azul são minhas.

Bem, não há sentido em se dizer “Deste modo”, como se fosse uma conclusão. É como se ela estivesse concluindo o fato de as penitenciárias estarem superlotadas, mas não há uma conclusão em seguida; inclusive ela começa a falar sobre educação… É uma falha de coesão. Aliás, não se conclui um tópico frasal. Se você não lembra o que é um tópico frasal, veja aqui. Eu não usaria conectivo nenhum ali, não vejo necessidade.

Veja que não é simplesmente usar conectivos e pronto – eles precisam estar no lugar certo!

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Como tirar 10 na redação?

Redação e cidadania…

Introdução incoerente

Se você tiver paciência, queria que desse uma lida nesta redação de um aluno meu. Ela obteve nota máxima num simulado, de um cursinho.

Ela não mereceu nota máxima, sobretudo porque há um descompasso entre a introdução e o restante do texto. Você descobre esse descompasso?

Espero que você tenha percebido a falha.

O texto promete inicialmente que falará do caso de Trump e de como ele agiu de forma individualista na situação de pandemia. Entretanto, no restante do texto o aluno não falou mais de Trump! O aluno decidiu comentar como tem sido o comportamento do governo brasileiro nesse mesmo contexto – ora, isso ele não tinha dito que seria objeto de discussão!

E, no meio do caminho, o aluno lembrou de Hobbes. Ele se lembrou de Hobbes certamente porque sua crítica sobre Trump o fez lembrar do que Hobbes teria dito, mas… ao falar de Hobbes ele não menciona Trump, parece que comenta como a humanidade em geral age…

Enfim, o que quero que note é que a “tese” focava Trump e sua atitude, e isso não apareceu no texto. A tese e o desenvolvimento não pertenciam à mesma redação! Inclusive não soubemos nada sobre a tal lei de guerra por trás da atitude de Trump!

(Eu disse “tese”, entre aspas, porque não me parece uma tese, parece mais um fato, você não concorda?)

Lembre-se de que a introdução de uma dissertação precisa mostrar a INTENÇÃO com o texto!

O trabalho que o aluno tem para lembrar de algum fato que tenha a ver com o assunto, ou lembrar de frases de filósofos não dá qualquer garantia de que a dissertação terá uma boa nota! Uma dissertação é um texto em que há uma opinião, no caso da dissertação argumentativa (uma abordagem, no caso de uma dissertação expositiva), seguida da justificativa para essa opinião. Só isso. Só isso é uma dissertação. O resto que o aluno deseje incluir precisa ter um motivo para isso.

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Você esquece tudo na hora da prova?

Dá pra aprender num curso online?

 

 

 

Você ouve música enquanto estuda?

– quem diria, post número 661 já! –

Uma pequena dica pra você que gosta de estudar as disciplinas ou fazer suas redações ouvindo música!

Sabe-se hoje, pelas descobertas da neurociência, que a interferência de um som é maior quando ele está próximo de seu ouvido. Então, se você vai ouvir música (especialmente aquelas que você cantaria junto), prefira música ambiente – a interferência em seus estudos será menor.

Isso responde a uma pergunta recorrente nos grupos de estudantes: “como eu faço para me concentrar totalmente?”.

Eu jamais ouviria uma música que eu sei cantar 🙂 . Eu me sentiria impelida a cantar junto (e até a mexer o corpo!). Foco é foco: é uma coisa só sob o controle do cérebro! Mas muitas vezes eu crio um ambiente gostoso para estudar e ler com sons de natureza (que você encontra fácil no youtube). Mesmo as músicas instrumentais criam interferência nessa hora.

Essa é a resposta para esses alunos. A falta de foco de que eles reclamam tem a ver com o foco compartilhado que eles têm: música no ouvido, tv ligada, celular sinalizando nova mensagem… Está revelado…

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Curso completinho em vídeo pra quem está em casa!

Pode inventar um exemplo na redação?

Ele reescreveu a redação mas ficou com a mesma nota…

Quero chamar sua atenção para os cuidados ao se corrigir um trecho de sua redação antes de entregar ao fiscal de prova ou antes de enviar para publicação.

É necessário ler a redação TODA em voz alta ao fazer alterações. Não minimize a importância de reler tudo, não leia apenas a frase, porque você vai acabar deixando passar falhas!

Ontem mesmo meu aluno vestibulando do curso online me mostrou uma redação que ele decidiu reescrever pra mim. Ela tinha recebido um anota abaixo de 5. A redação reescrita, no entanto, continha erros inesperados, enquanto que ele achava que estivesse perfeita! Então ele me confessou “sabe o que é, pro? Eu mudei um pouco essa frase e esqueci de olhar direito… era melhor eu ter reescrito a redação toda, sabe?”

Era melhor mesmo… isso de fazer  remendos, sabe como é, geralmente a emenda fica pior que o soneto!

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Curso em vídeo e completinho!

Confesse: você enrola na introdução…

Só praticar a escrita não é tudo…

– chegamos ao post 659! – 

Eu sempre escrevo sobre a importância de praticar a redação. Hoje queria adicionar algo a mais à prática.

Escrever, escrever, escrever sempre ajuda a deixar a escrita impecável e a se soltar nessa hora. Entretanto, eu vejo alunos que escrevem muitas redações – especialmente quando estão a 1 mês das provas -, mas sempre no mesmo nível de dificuldade. E esses são os alunos que ganham notas 6,5 ou 7 apesar de se esforçarem tanto.

Veja… para o cérebro, a prática é importante porque ela aumenta o número ligações entre neurônios relacionados à atividade em questão (esse aumento acontece durante a noite, por isso você precisa dormir à noite!!!), mas, no caso da escrita da redação, depois que você a domina, os neurônios param de criar novas ligações. Você meio que fica estagnado num nível “preguiçoso”.

Por isso você também precisa aumentar a dificuldade da escrita! Aumentando a dificuldade, seus neurônios vão novamente criar novas sinapses e vão criar sinapses com neurônios distantes, de outras áreas! Na escrita essa dificuldade a mais pode ser obtida ao se escrever sobre temas mais complexos (geralmente os que não exigem uma resposta “sim” ou “não”).

Então se você vai prestar um vestibular ou concurso, ou mesmo está cursando o ensino médio, e já notou que sua redação é sempre a mesma coisa, que toda as redações que você faz são parecidas, isso é indício de que sua nota ficará estagnada. Você precisa se lançar a novos temas e tipos de provas. Fazendo isso, você escreverá com perfeição mesmo que sua prova peça uma dissertação expositiva (um tanto quanto previsível), você vai sentir a diferença!

E eu uso exatamente essa técnica em meus cursos: eu dou a meus alunos todo tipo de tema, mesmo que eles digam que “só vão prestar Enem”, porque assim eu garanto que eles cheguem perto da nota 1000!

(aquele balãozinho ali é pra você comentar, viu?)

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Em vez de ou ao invés de?

Quando você se senta pra fazer a redação…

Meu próximo curso está a caminho!

Estou eu aqui preparando os vídeos do meu Curso de Redação para o Trabalho com Atualização Gramatical, e pensei “por que eu não pergunto o que os alunos gostariam de ver num curso assim”?

Então eu gostaria que você deixasse seu comentários ali naquele balãozinho (à direita no alto, eu acho…). Se você pudesse fazer um curso de redação específico para melhorar seu currículo, o que você gostaria de ver nele?

Se você deixar sua sugestão aqui, prometo que te aviso do lançamento dele e ainda te dou um cupom para fazer o curso com 80% de desconto – quer? 🙂

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O que vem antes do rascunho?

Veja este erro que aparece na mídia!

O que é falta de paralelismo?

Se não mostrei antes, agora mostro o que é uma perda de paralelismo. Descubra-a no segundo parágrafo:

Espero que você tenha ao menos notado que alguma coisa está estranha ali.

O trecho

“A busca por conhecimento e aperfeiçoar-se”

tem uma quebra de paralelismo, e o correto seria

“A busca por conhecimento e aperfeiçoamento

Não soa melhor agora?

Soa melhor porque agora “conhecimento” e “aperfeiçoamento” combinam entre si porque ambos são nomes, enquanto que inicialmente tínhamos um nome e um verbo.

A falha de paralelismo pertence à coesão, portanto em provas a perda de pontos por essa falha é considerável.

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Agora deixa eu te fazer um alerta: venha entender por que os candidatos que usam dicas em provas de dissertação não são os que tiram nota máxima!

Curso em vídeo!

– bem-vindo ao post 655! –

Prontinho, lançado o curso de dissertação em vídeo!

Nada de regras, como é a tradição nos meus cursos há mais de 30 anos!

  • Como ter ideias quando não se sabe nada do tema?
  • Como ter ideias sem precisar ler sobre o tema?
  • Como fazer um rascunho em 15 minutos?
  • Como localizar falhas que só corretores percebem?

Tudo que você sonhava!!!

A Isabella sabe do que estou falando…:

Inclui bônus para quem desejar completar o curso em vídeo com aulas práticas! 

 

Uma ideia para pais com filhos em quarentena

Queria dar uma ideia para os pais que estão com filhos em casa durante a pandemia de covid-19, e que gostariam de mantê-los na ativa com a língua portuguesa.

Nesses últimos meses, recebi mais alunos de ensino fundamental II, e quase todos desanimados, entristecidos. Então aproveitei o entristecimento deles (que não é só deles), e pedi para que escrevessem um diário, contando o que sentem, e tudo o mais que desejassem.

Eles não precisavam me contar o que estava escrito, podia ficar em segredo.

Então… eles escreveram o diário. Alguns me contaram que punham ali as agruras de não terem amigos, não poderem ir aos locais que gostavam. Escrever estava servindo bem como terapia!

Me lembro que até uns 30 anos atrás muita gente tinha hobby. Muita gente colecionava tampinhas, selos, latinhas… muita gente curtia montar equipamentos eletrônicos nos fins de semana, pintar quadros e fazer peças de artesanato. Hoje quem tem hobby?! E essas gerações em idade escolar não têm hobby nenhum – em lugar de hobby olham para o celular, e nos fins de semana vão ao restaurante ou shopping. Como eles não têm hobby, não se interessam por nada, porque suas vidas são limitadas a ir a escola, olhar o celular, dormir e comer.

Estou dizendo isso porque um jovem que não tem hobby nenhum sofre bem mais durante uma quarentena (adultos também passam por isso!), e esses meus alunos entristecidos não têm hobby.

Mas… depois de um tempo dos meus alunos escrevendo diários e contando pra mim, vez por outra, o que escreviam, eu pedi que eles lessem o Diário de Anne Frank. Alguns já leram. É um diário, como  o que eles estavam escrevendo, escrito por uma adolescente, como eles, e numa situação de reclusão forçada sob risco, como a deles!

Os que já leram mostraram-se surpresos, porque descobriram que outras pessoas como eles passaram pelo mesmo que eles. Cada aluno aprendeu uma coisa, e eu senti que isso foi aliviante para eles, trouxe até um otimismo!

Então deixo aqui a sugestão, que qualquer pai pode implementar em casa, sem preocupação em corrigir nada, mantendo os filhos ativos, e menos tristes! 😉

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O que a redação do colégio tem de diferente da do vestibular?

Aqui você escolhe o curso que você precisa!

Aposto que este erro você não descobre…

– este é o post 653, já leu os outros? –

Vamos ver se você encontra o erro nesta notícia de jornal:

Não encontrou?

Uma dica: está no terceiro parágrafo.

Bem, o erro está nesta frase:

“foram em outras ocasiões que o homem apontado como autor do crime pela estudante se aproveitava para…”

Qual é o sujeito de “foram”?

Vamos inverter a frase para ver qual seria o sujeito dele:

em outras ocasiões o homem apontado como autor do crime pela estudante se aproveitava para…

Descobrimos que “foram… que” era apenas um reforço indicando quando algo acontecia, não tinha sujeito. E essa expressão é muito muito usada por todos nós! Veja aqui:

…foi quando as crianças chegaram.

…foi então que todos se viraram para a janela.

E se não tem sujeito, então fica sempre no singular. Assim, a frase correta seria

foi em outras ocasiões que o homem apontado como autor do crime pela estudante se aproveitava para…”

Como eu já disse antes, jornalistas também precisam treinar redação, eles vêm do mesmo sistema de ensino!

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O que é bom ler?

Quais as regras pra escrever dissertação?

Como ajudar o disléxico em casa

Aproveitando que neste momento ainda estamos com as escolas fechadas devido à pandemia de covid-19, vou mencionar dois aplicativos auxiliares para disléxicos.

O primeiro é o reconhecimento de voz do Googledocs. Aqui no Googledocs , abra um novo documento. Clique em “Ferramentas” e escolha “Digitação por voz”. Este aplicativo me parece o melhor e mais confiável em português. Usando esse aplicativo, seu filho pode continuar estudando em casa, aprendendo no mesmo ritmo dos colegas; posteriormente, com a volta às aulas nas escolas, usando esse aplicativo em casa, seu filho poderá fazer os trabalhos escolares sem sofrimento!

A dificuldade de reconhecer palavras e de escrever não impede que seu filho se torne um indivíduo capaz de absorver todo o conhecimento ao redor dele, e ele ainda pode se tornar um ótimo palestrante! 😉

 

Para o caso de seu filho estar em dúvida quanto a uma palavra especificamente, eu recomendo o Language tool. Ele não corrige a gramática, mas corrige a grafia da palavra, o que para disléxicos é o necessário.

Claro que ambos os aplicativos são eficientes também  para adultos disléxicos!

Espero ter ajudado!

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Para quem vai prestar vestibular…

Para quem vai tentar um concurso público…

 

Dica para detectar falhas na argumentação

– 651 posts até agora! uau! –

Gostaria de mostrar o gráfico (mapa mental) feito numa das aulas do curso online de redação para vestibular, sobre o tema “a homossexualidade e a sociedade”.

Com base neste gráfico detectamos uma falha interessante: há 3 conclusões concomitantes!

As conclusões estão em vermelho, e os argumentos em verde; os balõezinhos sem cor são informações paralelas importantes para a compreensão e o reforço dos argumentos.

Curioso, não?

Depois dessa revelação, a aluna teve chance de refazer a redação. Outra vantagem desse tipo de gráfico – o mapa mental – é que ele educa o cérebro a evitar as falhas que são ali detectadas; minha aluna já está mais alerta para conclusões paralelas!

Uso mapas mentais para alunos com dificuldades extremas de leitura escrita (também disléxicos), mas estou vendo que ajuda todo mundo!

Você  pode fazer mapas mentais com lápis e papel, funciona do mesmo jeito, mas se preferir um pouco de cor na sua vida, pode usar o miro, que é meu preferido, mas há vários outros gratuitos.

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Você em voz alta mesmo ou murmurando?

Uma coisa evolui outra?! O que é isso?

Parece erro mas não é…

Você acharia que esta frase contém um erro?

“Se se pudesse descobrir quando esse problema vai terminar…”

Muita gente acha. Esses dois “se” enganam! Mas está tudo correto.

O primeiro “Se” é aquele de condição. É o mesmo que dizer “Caso”, percebe?

Já o segundo “se” é um índice de indeterminação do sujeito, quer dizer, aquele “se” que se usa quando não sabemos quem seria o sujeito, mas que ele existe, existe.

Então são dois “se” mas cada um com uma função.

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Veja quem já fez meu curso de redação empresarial!

Quantas vezes pode repetir palavra no Enem?

– chegamos ao post 649! – 

Vamos voltar ao assunto mais buscado e com mais posts no meu blog: repetição de palavras.

E mais uma vez tento tranquilizar os alunos que contam palavras repetidas, ou que têm a infelicidade de terem corretores de redação (e não professores) que fazem isso…

Aqui tenho um trecho da cartilha que o Inep destina aos corretores do Enem. Leiam! Aceitem isso, parem de perder tempo contando palavras. Parem de buscar sinônimos para palavras, sabendo que não existem sinônimos perfeitos! Um professor pode ajudar vocês a perceberem o que é uma repetição necessária e normal e o que é uma repetição inadequada.

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Escolha aqui um curso para a redação Enem!

Pra quem quer se livrar do senso comum…

 

Como fazer um resumo na prova de redação?

Tenho aqui uma aluna do Paraná que vai prestar vestibular para a UFPR, e a UFPR costuma pedir, na prova de redação, resumos breves, assim como outras universidades pedem.

Veja… um resumo é, primeiro, um texto curto. Você pode basicamente usar duas técnicas para resumir um texto:

a) resumir cada parte dele e depois unir esses resumos num mais completo e final,

b) resumir o texto “de cabeça”, depois de lê-lo.

Um resumo é extremamente impessoal, nada de primeira pessoa. resumos não servem para você opinar sobre o que leu (isso é coisa da resenha crítica). Resumos também não incluem os exemplos do texto original; o resumo está centralizado na ideia principal.

Resumos são bons momentos para você usar o discurso indireto (não sabe o que é isso?! 😮 Vá pesquisar agora mesmo!!!!), mas se você quiser pode usar o direto, apenas não se esqueça de usar aspas.

Não há necessidade de usar exatamente as mesmas palavras ou frases do texto original – isso seria pura cópia -, por isso escreva a ideia central com suas palavras.

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É bom fazer aulas de atualidades para a redação?

Você é do tipo que não percebe os erros da sua redação, e fica assustado quando o professor os descobre?!

Como fazer a introdução do Enem

– post 647 – já leu os outros?! – 

Quem segue meu blog já sabe que introdução de um texto dissertativo argumentativo é um parágrafo curto, porque não se desenvolve uma introdução – a introdução  introduz, serve para mostrar qual sua intenção com seu texto, e por isso ali aparece a tese.

Mas é importante ressaltar que o Enem exige que se inclua mais informações, mais detalhes na introdução. No Enem é necessário que sua introdução tenha mais de 2 linhas. Não é uma exigência muito pertinente, porque 2 linhas com letra grande não é a mesma coisa de 2 linhas com letra pequena… É uma exigência um tanto vaga, e nem está no manual do candidato – é informação repassada só para os corretores. Mas… fazer o quê? Eles têm  o direito de exigir o que quiserem.

Tente, portanto, usar algum fato que tenha a ver com o tema (=contextualização), que não  precisa ser a Revolução Industrial, pode ser um fato atual tranquilamente; “avise” o leitor qual o assunto central (=tema); e tente comentar sua tese sem, no entanto, dar detalhes sobre como resolvê-la ou mostre quão grave é o fato… É questão de treino, não vá atrás de fórmula, vá por mim. Em último caso, evite letra pequena, porque quem tem letra grande vai se sair melhor neste quesito (lamentavelmente).

A melhor forma de fazer isso, como em qualquer redação, é deixar para “aumentar” sua introdução depois de terminar o rascunho – fica muito mais fácil! Não fique perdendo tempo com introdução, por favor.

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As promoções estão ajudando muita gente a economizar!

Acabou… acabou…

Por que os orientais parecem mais inteligentes?

Estamos nos aproximando de julho, no ano em que a  pandemia de coronavírus deixou de pernas para o ar nossas rotinas. Julho é o mês de férias escolares, mas este ano achei que nenhum aluno pensaria em férias. Primeiro porque quando se está em crise, a saída é trabalhar mais, e não menos; segundo porque, estando os alunos em casa, acordando mais tarde, não era de se imaginar que estivessem assim tão cansados…

Me enganei… 😦 alguns dos meus alunos – os que estão terminando o ensino médio – ainda não têm a exata noção do que é a vida de um vestibulando, e vão ficar todo o mês de julho sem fazer nada (e olha que já emendaram todos os feriados possíveis!).

Nem todos os jovens são assim… Tenho duas conhecidas, que nasceram no Japão e vivem hoje no Brasil, mas dentro de família com tradições japonesas, e tenho tido alguns alunos imigrantes coreanos e taiwaneses nos meus cursos.  Esses alunos de culturas orientais têm um hábito bem diferente dos brasileiros, e que pode explicar por que os  orientais parecem mais inteligentes e são páreo duro nos vestibulares.

Para eles, “férias escolares” significam descansar da rotina escolar e não precisar acordar cedo. Até aí, tudo bem, os brasileiros também pensam assim.

 

Mas esses orientais aproveitam melhor o tempo, porque costumam fazer algum tipo de curso extra (conversação em língua estrangeira, informática na área que lhes agrada, e muitos outros) grátis ou pago, presencial ou pela internet.

Isso é estranho ao aluno brasileiro. Um aluno brasileiro não pensaria em pedir para fazer um curso extra! Mesmo que fosse grátis, mesmo que fosse pela internet!

Normalmente o aluno brasileiro acordaria tarde, e passaria suas tardes vendo TV, filmes, jogando vídeo game, “fuçando” no celular… trocaria o dia pela noite fácil fácil…  Não que não se possa descansar e ter lazer, mas… ele faria isso o dia todo, durante todo o mês de férias!

 

Ora, no fim de um ano minhas conhecidas japonesas e meus alunos coreanos e taiwaneses teriam somado aproximadamente 20 dias a mais de aprendizado comparando-se com os brasileiros! É como se eles tivessem um ano com 13 meses! Se somarmos os anos de ensino fundamental e médio, os orientais podem estar com um semestre a mais que os brasileiros!

Enfim, eles aproveitam muito mais o tempo e as oportunidades que os brasileiros, temos que dar a mão à palmatória… E você nem pode dizer que deixaram de descansar e ter lazer! Todos nós temos 24 horas por dia, mas o dia deles parece ter o dobro!

 

Hoje as meninas japonesas que citei no início deste post são engenheiras formadas, e até o momento foram sempre chamadas para todas as vagas de trabalho que disputaram – algumas vezes elas têm que optar entre duas vagas, são profissionais requisitadas! Os empregadores certamente ficam impressionados com o domínio que elas têm de outras línguas e com as várias habilidades que desenvolveram com cursos extras.  O currículo delas está recheado de cursos extras e habilidades, apesar de serem recém-formadas. Não há, portanto, nada fisiológico que dê vantagem a esses alunos orientais, e também não são alunos que nunca tiveram lazer  – trata-se de saber usar o tempo.

Aqui, nos meus cursos, os vestibulandos que já estão tentando passar nas provas há mais de um ano nem pensam em emendar feriados ou férias de julho – aprenderam com a vida a aproveitar o tempo. Pararam de culpar o sistema de ensino “ruim” – querem mais é ter sucesso!

Espero que eu possa inspirar você para que experimente aproveitar uma parte do seu tempo de férias, aproveite que já ficou tanto tempo “descansando” na quarentena, e se “descole” da maioria. Enquanto seus concorrentes descansam, você pode fazer meus cursos de redação, português ou inglês no mês de julho! Meu nome é oportunidade! 😉 Pode me pegar!

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“Eu não entendo os filósofos!”

Gíria na redação?!

 

 

Como a Unifesp corrige a redação

– finalmente chegamos ao post 645! –

Vamos dar uma olhada no manual da Unifesp de 2020. Eu sempre lembro que ler o manual é fundamental para você ter ideia de como sua redação será corrigida. Não existem segredos que professores de redação tenham sobre um vestibular – tudo que o vestibular exige precisa estar claro no manual (ou edital), por lei, então é ele que você tem que ler.

Dissertação argumentativa só tem uma definição: é um texto com uma opinião e a justificativa dessa opinião, nada mais. Aqui nesta imagem você vê que os termos “tese” e “argumentos” constam da prova da Unifesp, portanto será uma dissertação argumentativa. Entretanto cada banca tem seu direito de exigir detalhes específicos além desse que é básico, e a Unifesp tem exigências específicas sobre o uso de primeira pessoa ou segunda pessoa do plural ou do singular:

Disso o aluno deduz que é melhor não usar “eu” nem “nós”, nem “tu” nem”vós”. E eu também não arriscaria. A dúvida fica quanto ao trecho “podem ser penalizadas”, porque indica que há situações em que “eu”, “nós”, “tu” e “vós” podem ser aceitos! A meu ver, um edital de prova não deveria deixar dúvidas. Talvez a Unifesp tenha preferido não proibir claramente,  já que não existem proibições em dissertações argumentativas – tudo depende do que o escritor quer com o texto dele. Uso de primeira pessoa não é proibido em dissertações argumentativas, como já vimos, mas a palavra final é do edital/manual do vestibulando.

Para quem vai prestar Unifesp, não creio que isso atrapalhe, porque a Unifesp hoje tem sua prova organizada pela Vunesp, que não costuma perguntar nada muito pessoal ao aluno, ao contrário, por exemplo, da Fuvest.

Uma outra exigência da Unifesp é que o aluno não faça referência direta aos textos fornecidos. Esse tipo de referência será absolutamente necessária nas monografias e teses que você vai escrever na faculdade, ela é perfeitamente correta e inclusive desejável; mas a exigência da Unifesp é direito dela. Acho que fica mais difícil para o candidato usar o material fornecido, obedecendo essa limitação, mas usar o material fornecido não é proibido, o que é proibido é fazer referência direta a ele. Você pode usar como se tivesse lido aquilo em alguma fonte antes da sua prova, e não tivesse lido nada nada no caderno de prova!

Também vou aproveitar para comentar algo interessante que os alunos sempre perguntam. Observe aqui o que a Unifesp fala sobre “título”:

Fica claro que não vale a pena perder seu precioso tempo no dia da prova criando um título magistral, impactante, porque ele não vai entrar no cálculo da nota, ok?

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Um jeito diferente de opinar na redação

Esta é uma mania que talvez você tenha…

Alerta para pais de crianças que não gostam de escrever

– aquele balãozinho ali do lado é para você deixar um comentário… –

Um alerta para pais e professores. Recentemente tem se tornado comum que alunos tenham letra ilegível, e é também possível notar que os movimentos da mão para criar as letras não são os adequados.

Movimentos das mãos para escrever são movimentos-padrão. Isso quer dizer que não se desenham as letras do jeito que se deseja; as letras são desenhadas de uma forma específica – por exemplo, não se desenha o “a” minúsculo como uma bolinha e depois se faz um rabinho nele! Não é assim! Os movimentos-padrão existem exatamente para facilitar a escrita! Para se escrever rápido sem sentir dor no dedo! Para não se sentir dor no pulso!

Dor no dedo e dor no pulso quando se escreve não são normais! Mas são comuns  hoje! “Manias” de desenhar as letras fora desse padrão causam dor, causam desconforto, e, finalmente, levam o aluno a dizer que não gosta de escrever. É possível alguém dizer que não gosta de fazer riscos no papel?  Não, isso não existe. Escrever nada mais é que fazer riscos no papel, mas é preciso aprender a segurar corretamente o lápis e a fazer os movimentos corretos.

Aparentemente as escolas hoje não estão mais se importando em ensinar isso no fundamental I, e consequentemente os alunos mais velhos têm formas de segurar lápis, de posicionar o corpo em frente à mesa, de movimentar as mãos nada anatômica. Muitos quebram pontas de lápis sobre o papel tal é a força que imprimem sobre ele! Como gostar de escrever com esse sofrimento?!

Se a escola do seu filho não liga para a forma como se escreve, veja se seu filho está segurando corretamente o lápis; veja se ele faz os movimentos da forma mais natural conforme as setinhas da imagem que está neste meu post. Aliás, observe isso durante o ensino remoto.

Não me refiro aqui a letra feia, me refiro a dificuldade física para escrever. Refiro-me a vícios que se transformam em causa de rejeição da escrita.

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Falar com o leitor na dissertação?! Como assim?

Este curso de redação para vestibular é só para quem precisa de resultado imediato

Por que seu treinamento empresarial não funciona? III

– este é o post 643! –

Este é mais um motivo por que o uso de Power Point atrapalha os treinamentos empresariais: o aluno precisa prestar atenção ora ao slide, ora ao que o professor diz.

É verdade que alguns treinadores simplesmente leem os slides 😦 , e isso cria um outro probleminha: para que serve o professor ali se ele vai ler o slide?! Para treinadores com pouca habilidade de ensino, essa é uma boa alternativa, porque ele, de certa forma, fica “escondido” pelos slides.

Se o treinador decide dar informações mais detalhadas sobre o que o aluno está vendo no slide… aí é o que eu disse antes: o slide compete como professor. Em qual o aluno deve focar?

Também por isso meus cursos empresariais não  usam Power Point, pode ficar tranquilo…

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Opa, perigo no curso de redação!

Não escreva “deve-se haver”

 

Por que seu treinamento empresarial não funciona? II

Uma ideia errônea sobre aulas com uso de Power Point é que esse tipo de apoio visual garante interatividade.

Não há interatividade entre aluno e Power Point. Se você já perdeu seu tempo em treinamentos assim, sabe bem o que eu digo. Existe interatividade em se comentar, compartilhar, curtir… Quando um aluno não consegue interagir dessa forma (e isso já era assim antes da internet!), naturalmente sua atenção vai para outro foco. Por isso, em cursos baseados em slides, vê-se alunos cochilando, mexendo no celular, fazendo rabiscos, olhando distraidamente para outro objeto ou colega. Alguns estudos nos EUA dizem que o tempo máximo em que um aluno consegue se manter focado em algo sem interagir com ele é de 10 minutos!

10 minutos!

Pense nos cursos que ocupam o dia todo! Quanto daquele tempo realmente é aproveitado?! Isso explica um pouco por que você ou seus colaboradores fazem cursos e mais cursos e parece que não saíram do lugar…

 

Para conseguir  interatividade com equipamento visual, nada melhor que o velho e bom retroprojetor! Quando se usa um retroprojetor se pode interagir com os alunos, cobrindo o que está escrito e fazendo perguntas, alterando o que está escrito com canetas… é infinitamente mais didático e eficiente! O meu velho retroprojetor ainda está aqui comigo, e é com ele que treino meus alunos no curso “in company”! 😉

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O que ler para fazer uma prova de redação?

Veja quem já fez meu curso de redação empresarial!

Isto é coloquial – cuidado!

– e chegamos ao post 641! – 

Vejam esta frase de um aluno online meu, o Danilo, que está aproveitando a quarentena do covid-19 para melhorar a redação. Ele tinha acabado de entrar numa nova escola, no 1o. ano do ensino médio, e estava com notas muito baixas na redação por vir de uma escola onde a redação não era treinada.

“Uma pessoa que decide ingerir muito álcool, ela perde totalmente sua coordenação motora e também os reflexos…”  

Achou ali algo inadequado?

Eu espero que sim… a linguagem correta para este trecho seria

“Uma pessoa que decide ingerir muito álcool perde totalmente sua coordenação motora e também os reflexos…”

 

Como você vê, eu eliminei a repetição do sujeito. Pra que repetir sujeito num texto assim, objetivo? “Uma pessoa” e “ela” eram a mesma pessoa, o mesmo sujeito!

O que ocorreu é que o aluno escreveu no papel exatamente do jeito que ele fala, e ele não teve orientação até o momento sobre as várias linguagens que usamos nas várias situações da nossa vida; ele não tinha noção exata de que falamos com linguagens diferentes com a mãe, com o colega, com o diretor da escola, com o professor de português… enfim, essa modulação, que nós chamamos de registros, é uma noção que precisa ser ensinada na escola e precisa estar sedimentada no ensino médio.

Quando uma criança não tem escolaridade – ou tem uma escolaridade incipiente – a tendência é ela se tornar um adulto que fala bem com aqueles ao redor, mas não se sente seguro para falar com pessoas que tenham instrução ou que estejam numa escala hierárquica mais alta. Por exemplo, esse adulto não se sentirá seguro para ir pessoalmente falar com o chefe da fábrica, ou com o vereador do bairro, ou não conseguirá escrever uma carta para um jornal pedindo alguma ajuda… É uma limitação séria, que afeta a cidadania do indivíduo – não é brincadeira!

Mas, voltando a nosso aluno, Danilo, ele não teve até então essa orientação e, ao lhe ser exigida uma redação, ele escreveu para a professora usando o mesmo registro que usa na linguagem do bate-papo. Essa é a linguagem coloquial, e com muita probabilidade você também tem falado desse jeito – repetindo desnecessariamente o sujeito. Pode começar a prestar atenção. Eu estou usando essa linguagem coloquial também, não consegui resistir à tendência…

É uma tendência generalizada, mas é uma linguagem coloquial, fique atento para isso! Ela não  pode passar para sua redação, e não é parte da linguagem culta!

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O que é método indutivo?

Você sabe o que está errado aqui?

Por que seu treinamento empresarial não funciona?

Neste post queria me reportar às empresas que realizam treinamentos “in company”. Queria comentar por que os treinamentos na área de redação e atualização gramatical costumam não ter efeito (às vezes nenhum!) além de serem incrivelmente monótonos!

No final dos anos 90 houve um “boom” de treinamentos de redação e gramática e eles se transformaram em eventos – eventos sofisticados com “coffee break” em auditórios luxuosos, com o uso de tecnologia inovadora para a época, com destaque para o Power Point. Essa época passou rápido principalmente porque as empresas descobriram que o efeito era praticamente nenhum e os cursos eram desnecessariamente caros.

O resultado pífio desses treinamentos não tinha a ver diretamente com a formação do professor (veja, eu estou supondo que um professor de português é o facilitador para um treinamento de gramática e redação, quem não é professor de português não deveria dar treinamentos nessa área).

A primeira razão para a ineficiência do treinamento é o uso de Power Point! Exato! O Power Point é um software muito bom para clareza visual, e substitui lousas mal escritas. Mas o Power Point não garante  compreensão; a compreensão do que se ensina está também ligada ao tamanho da turma (às vezes são auditórios lotados!), motivação dos alunos, planejamento ou não do curso, comunicabilidade ou não do facilitador… E todos esses fatores podem ser disfarçados com uma linda apresentação por Power Point, concorda? 😉

Os slides têm frases curtas, em forma de itens, e isso não ajuda muito a pensar… ao contrário: os alunos tendem a achar que gramática e redação são coisas simples, para as quais basta memorizar umas palavras ou dicas e está tudo resolvido. Desculpe mas isso é enganação. Não se deve esconder do aluno que gramática e redação envolvem treino, e isso leva tempo. Não há como slides bonitos resolverem o que 10 anos de escola não resolveram.

Os slides do Power Point precisam ser aprofundados com leituras em papel mesmo e exercícios feitos com o lápis, que é o que oferecemos no nosso curso de redação empresarial e atualização gramatical!

Em breve explico outras desvantagens do Power Point para treinamentos empresariais!

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Aqui há cursos sem power point mas com 100% de resultado garantido

E aqui você vê alguns ex-alunos meus que não precisaram de Power Point…

Pode citar série de TV na redação?

– 639 posts, quem diria! –

Tudo pode ser citado na redação dissertativa argumentativa, para ajudar na sua argumentação! Séries de TV também.

No entanto você precisa ter cuidado ao usar a série de TV como uma prova da coerência de sua opinião, ou prova de que o que você está explicando é um fato.

Por exemplo, não vale dizer que a série de TV “X” prova que as crianças estão mais bem informadas hoje que no passado. A série de TV normalmente é uma ficção, não é uma prova. As séries se baseiam em realidade, mas também podem usar a realidade livremente para entrarem no mundo da imaginação, e se “descolarem” da realidade. Podem ser hipóteses, suposições.

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Parou na nota 8? E agora?

Lembre-se de que aqui também tem curso preparatório para sua prova de português!

O que é repertório?

Os alunos vestibulandos já devem ter se perguntado o que é um repertório.

Quando um músico vai a um show, normalmente ele tem um repertório, quer dizer, uma lista de músicas, de canções, que ele já ensaiou antecipadamente, que ele, portanto, domina, e que ele vai executar no show.

Para quem vai escrever, um repertório é parecido: é um conhecimento proveniente de tudo que já passou pelos seus olhos e ouvidos nesses seus anos de vida neste planeta. Aqui está a definição de repertório, para o Enem:

Não, repertório não é uma lista de frases que os filósofos proferiram  em algum momento perdido no passado… Para citar um filósofo (e sua dita frase), é necessário dominar o que aquele filósofo pregava. Para citar um filósofo e sua frase, você precisaria ter pelo menos lido uma obra dele e compreendido essa obra a ponto de discutir sobre ela. Quem tem esse domínio nem se preocupa em decorar frases!

Mas o fato é que nas escolas se desvaloriza o repertório que o aluno traz em sua vida e depois se convence o aluno de que repertório é citar nomes de filósofos. O aluno decora, põe nas redações para mostrar que tem repertório, e assim temos uma pantomima: os alunos que fingem que dominam obras filosóficas intrincadas, e professores (e corretores) que fazem de conta que acreditam no domínio que os alunos têm de obras filosóficas.

Muito feio isso…

Na faculdade, quando você tiver de fazer sua monografia, esse tipo de repertório em forma de frases bonitinhas não vai “colar”, você terá de saber o que está citando. Não custa nada começar agora: há muitos especialistas aqui mesmo no Brasil de hoje, com livros publicados. Em meus cursos meus alunos recebem sugestões de vídeos desses especialistas, de maneira que podem citar gente mais próxima da gente, e ainda saber o que estão citando!

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Você gosta de escrever “nesse contexto”?

Este e-book é pra quem estuda sozinho

Este português eu não entendo…

– este é o post 637, já  leu os outros? –

O trecho abaixo é de um aluno meu, concurseiro. Observe como as ideias estão um tanto quanto vagas….

            Kant explica que três vetores são responsáveis pelo não atingimento do esclarecimento: o medo, a preguiça e a existência de uma força que norteie a tomada de decisão e o conhecimento de uma pessoa – algo que a torna dependente disso em suas ideias e que, por consequência, torne seu entendimento pessoal enviesado. 

O que será um entendimento pessoal enviesado?!

 

 

E o que seria o “algo” que ele cita?!

Eu adoraria reescrever esse trecho para vocês verem  como deixá-lo mais claro, mas o fato é que só perguntando para o aluno o que ele queria dizer com aquilo… e aí não vale né?! Tem que estar claro sem necessidade de falar com o autor!

Não teria sido melhor se escrever como se fala?

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Este é você?

Este é um curso bom para concurseiros…

Falha de pontuação em redação 1000 Enem

Temos abaixo uma redação 1000 Enem em destaque na cartilha de 2019, onde se pode ver uma falha de pontuação:

Observe que o conectivo “entretanto” pertence ao mesmo grupo do conhecidíssimo “mas” – é uma conjunção adversativa. As conjunções adversativas não podem ser separadas das orações que iniciam; o “mas” não pode ser separado da oração que ele inicia. As conjunções coordenadas todas funcionam assim também.

Essas conjunções vêm depois de alguma pontuação, isso sim, mas entre elas e a oração delas (a oração que tem o sentido delas) não pode haver pontuação.

Estou mencionando a falha acima por um motivo didático, para orientação de você, candidato a provas, mas ela não desmerece em nada a redação em si, que está excelente.

Entretanto, no caso da redação 1000 acima, os corretores não perceberam a falha, conforme consta no comentário na cartilha do Inep:

Como você viu acima, há também uma falha de pontuação na própria cartilha do Inep, já que não se usa vírgula entre o penúltimo item e o último item de uma enumeração.

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Jornalistas precisam escrever melhor!

O que é tangenciar o tema?

 

 

 

Falha de concordância em redação 1000 Enem

– post número 636! quanto material! –

Uma das piores falhas de gramática num texto (se não a pior) é  a de concordância verbal. Fale em voz alta “nós vai” e veja como dá arrepios!

Aqui você vê uma dessas falhas numa redação nota 1000 Enem, que você pode encontrar na cartilha de 2019, página 31:

Viu o verbo destacado? Qual o sujeito dele?

O sujeito é “a tentativa”, portanto o correto seria “a tentativa cria“.

A cartilha não menciona essa falha, como veem abaixo mesmo havendo a redação passado por mais de um corretor:

É bom dizer que a falha de concordância verbal encontrada não desmerece em nada o texto que está excelente. Mas é uma falha que não combina com uma redação 1000. Num concurso público essa falha não escaparia fácil.

(Curiosamente, a mesma falha que o Inep localizou (corretamente) na redação citada acima, foi encontrada na mesma cartilha do Inep, num comentário feito sobre outra redação 1000, na página 34:

Trata-se de uma vírgula separando o penúltimo item e o último item da mesma enumeração.)

Ao rever seu texto (porque você precisa rever, não tem como escapar) tente localizar falhas de concordância mais que falhas de acentuação, por exemplo, que afetam menos o texto! Aprenda a localizar sujeitos e verbos!

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O que significa “Em detrimento de”?

Recomendo este curso para vestibulandos

Proposta de redação com conceito específico

Às vezes o foco da proposta de redação de  concurso ou vestibular inclui um conceito que precisa ser muito bem entendido antes de ser discutido. E quando eu digo “precisa ser muito bem entendido”, não é apenas ser entendido por você, candidato, e sim pelo leitor.

Recentemente minha aluna vestibulanda, Mariana, escreveu para mim uma redação sobre uma proposta que perguntava “Quais os princípios éticos que devem nortear a mídia numa democracia?”. Eu dei essa proposta de propósito exatamente para testar a aluna quanto à capacidade de ser certeira quanto a um conceito central (sempre dou propostas que criam dificuldades específicas para o aluno, no começo do curso).

Então veja: “princípios éticos”! Não se deve começar nenhuma discussão antes de decidir o que seria um princípio ético, percebe? Até porque é um termo um pouco difícil de se captar de imediato. O que é um princípio ético? Pense.

Às vezes é mais fácil pensar no “oposto”: o que seria uma atitude antiética da mídia? Isso vai levando o candidato a entender 100% o que seria um princípio ético e facilitar que o leitor o entenda também.

Se o candidato/aluno escreve a redação sem essa clareza, fatalmente o leitor não vai entender o tal princípio. No caso da minha aluna, Mariana, ocorreu exatamente isso – ela escorregou para outro aspecto relacionado à mídia, veja:

Eu destaquei um trecho que mostra logo no início como o texto não está focado em valores éticos! A aluna está enveredando pela questão da liberdade de imprensa, portanto algo que não tem a ver com um valor ético dela, e sim com um direito dela. O restante do texto desviou-se do tema, embora tenha sido uma redação bem escrita no geral.

E veja agora o início de uma redação de um aluno concurseiro, do meu curso em vídeo – descubra ali um conceito não explicitado:

Você deve ter notado que o conceito de “internacionalização” é algo meio obscuro, que a gente não sabe bem o que seria, e que ele, meu aluno, também não quis dizer o que seria para ele. Era preciso dizer o que é internacionalização para ele, aluno! Do contrário, o leitor vai continuar lendo sem saber bem do que se está falando. Internacionalização seria permitir a entrada de estrangeiros sem visto? Seria permitir a instalação de unidades de estudo de estrangeiros? Seria a permissão de que o território da Amazônia deixasse de ser parte do Brasil? Olha quanta possibilidade!

Seja bem didático, portanto, e dispenda até uns 20 minutos tendo certeza do que deseja que o leitor entenda, não pule etapas, muito menos essa inicial!

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Acentuação é problema pra você?

Aula de atualidades… você faz?

Dicas de jornais para ler

– este é o post 634, e espero que você já tenha lido os outros… –

Vou deixar aqui 3 sugestões de jornais na web que não pertencem às redes de tv e rádio, e trazem notícias mais variadas. Todos os dias dê uma lida em notícias que te atraem e pense sobre o que leu. Qual sua REAÇÃO?

Se você vai fazer prova de redação dissertativa, é exatamente essa REAÇÃO que vai rechear sua redação! Ninguém vai avaliar o quanto você sabe de um assunto, mas qual sua opinião sobre ele!

Nexo

Elpais

Operamundi

Ajuda para o aluno disléxico em casa

Ajudando o internauta Samuel, que tem filho disléxico, e que comentou num post meu, vou dar uma sugestão aqui.

Não sei o nível atual em que o filho do Samuel está, suponho que ele já consiga ler um pouco, pela idade dele.

Então vou dar uma rotina: a do ditado. Primeiro, escolha uma passagem de um livro de leitura, uma passage curta, e mostre para seu filho; seu filho deve ter tempo de observar o trecho com atenção para memorizá-lo. Você pode inclusive gravar o trecho sendo lido pelo seu filho, para ele ouvir depois quantas vezes quiser. O fato de ele ouvir a própria voz é fun-da-men-tal para o aprendizado, e eu uso esse estratagema para todos os meus alunos, disléxicos ou não, inclusive os adultos.

Bem, em seguida você vai recolher o texto, vai ditar trechos dele claramente, e em ritmo normal, para que seu filho repita em voz alta. Observe que ele só vai repetir por enquanto.

Depois, você vai repetir o mesmo trecho, desta vez pausando mais entre as palavras e seu filho vai anotar o que está ouvindo, mas ele deverá falar em voz alta o que está escrevendo.

E por fim você vai pedir a seu filho que leia o que ele escreveu. Veja que ele não vai contar a você o que acha que escreveu, ok? Ele precisa olhar para o papel e ler o que escreveu de  verdade.

Com relação aos erros, informe seu filho de que existe um erro e uma tal palavra, e espere que ele encontre o erro.  Isso também é fundamental. Deixe que ele pense e tente recuperar a forma correta da palavra. Eu uso essa técnica para qualquer aluno meu – não dou a resposta! O poder de memorização criado dessa forma é brutal, a evolução é incrível! 🙂

Espero ter ajudado! 🙂

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Meu serviço de acompanhamento para alunos desde a alfabetização é este aqui

Quer que eu dê uma olhadinha na sua redação?

 

“Preciso ter aulas de atualidades para fazer redação?”

– este é o post 632, já leu os outros? – 

A redação dissertativa é um tipo de texto onde o que importa é SUA POSIÇÃO e seus MOTIVOS para ter essa posição. Você pode nunca ter tido aulas de filosofia ou atualidades e fazer uma redação dissertativa perfeita. Sim, estou dizendo uma redação nota 10 mesmo!

Quando recebo aqui alunos que já perderam muito tempo com aulas desse tipo, vejo que suas redações são uma colagem de muitos fatos históricos e dados… mas só isso, nada de autoria! Você já não teve aulas de história na escola? Você já não está sabendo de tudo quanto é fato atual? Use isso para suas provas de história, atualidades, geografia humana… para redação o caminho é outro!

Aulas de atualidades ajudam a entender a atualidade em si, mas se você não tiver um posicionamento SEU, uma opinião SUA sobre as atualidades, isso não vai ajudar nadinha sua redação dissertativa. Isso porque o professor-corretor não terá condições de corrigir os fatos que você vai escrever, ele só pode corrigir o que tem a ver com português (correção, clareza e lógica de raciocínio).

Mesma coisa com filosofia: se você tem sua opinião sobre as ideias do filósofo que o professor ensinou na aula, aí sua redação vai ser bárbara! É isso que recheia a redação dissertativa: SUAS IDEIAS.

 

Isso não significa que não vale a pena aprender mais e mais de tudo! Vale MUITO a pena. Mas não pense que na redação dissertativa você vai escrever fatos históricos, fatos atuais e frases de filósofos e só. Se você citar esse tipo de coisa, ainda estará faltando mostrar o que você tem a ver com isso! Estará faltando mostrar onde está você nessa história! Porque o professor de português que vai corrigir sua redação não tem autorização para corrigir fatos históricos ou frases de filósofos; ele foi contratado para corrigir somente seu raciocínio lógico e a forma como você se explica (você se explica usando gramática e seu vocabulário, a grosso modo).

Percebe como existe uma distância entre uma coisa e outra?

Eu diria que, se você tem pouco tempo até sua prova (menos de um ano), foque no treino da redação, foque em ser claro e organizado! Você tem quase 2 décadas de vida (ou mais que isso, claro!) e 2 décadas de vida já são uma bagagem invejável de vivências de atualidades, de aulas de história na escola, de momentos em que você parou e pensou sobre tudo que estava vivendo!

Isso que está dentro da sua cabeça já preenche um livro inteiro! Pode acreditar! Se você quiser, eu provo isso pra você com uma aula só, pode escolher qualquer curso meu!

E tem mais: quem se apoia somente em aulas de história, filosofia e atualidades para fazer a redação é um candidato inseguro! Mesmo tendo todas as aulas possíveis de história, filosofia e atualidades ele nunca saberá como vai usar tudo aquilo, concorda?!

Dependa de você, meu caro, dependa do que você já tem em mente, e desenvolva a habilidade de escrever!

(assim respondo a internauta Dani que comentou no meu post)

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Sua introdução é de qual tipo?

Não me diga que você faz mil rascunhos para cada redação…

“Como ajudar meu filho na quarentena?”

Recebi um comentário em meu blog da Clélia, que me pedia uma “luz” para ajudar os filhos, que não estavam conseguindo acompanhar as aulas online da escola, e estavam desmotivados.

Acho que a melhor pessoa para dar uma “luz” desse tipo seria uma psicopedagoga ou uma pedagoga; mas vou dar uma “luzinha” com relação ao que eu vejo por aqui e nas minhas áreas! 😉 Até porque as escolas serão os últimos serviços a voltar ao normal…

Vamos dar uma olhada em como os professores e escolas estão tentando manter os alunos na ativa e como os alunos, em casa, estão fazendo para acompanhar essas atividades…

Primeiro, o que vejo é o problema da atenção!

E para analisar o problema da atenção, deixa eu explicar dois tipos de aulas pela internet:

  • aula virtual = não é sincronizada, quer dizer, professor e aluno não se falam diretamente, não estão online ao mesmo tempo; um envia lições e outro os recebe, geralmente por e-mail.
  • aula online = é sincronizada, quer dizer, professor e aluno estão se vendo e conversando um com o outro através de um aplicativo como skype ou zoom

Bem, uma criança não tem atenção suficiente para acompanhar uma aula online (sincronizada) do mesmo jeito que acompanharia uma presencial. E eu diria que isso acontece de forma regressiva até a adolescência. Nos meus cursos online é raro eu ter alunos com menos de 15 anos; já meus alunos virtuais às vezes têm menos de 15 anos, mas para esses casos eu percebo que são os pais que gerenciam envio e recebimento de lições! Os alunos abaixo de 15 anos simplesmente esquecem,☹ eles não têm essa capacidade de acompanhar rotinas assim pouco “marcadas”, entende? Quer dizer, quando o aluno sai de casa e vai à escola, ele muda o ambiente físico radicalmente e isso marca o tipo de atividade que ele faz na escola. Esse aluno, quando não sai de casa, não lembra da atividade típica de escola, então os pais vão ter que lembrá-lo – é isso que percebo. Uma coisa lembra outra, uma coisa marca outra. Não vejo como os pais possam se eximir de estar com os filhos diariamente nessa época de quarentena… lamento 😒.

Agora, existe o caso específico de cada disciplina e de cada matéria de cada disciplina! 😮

Para cada professor está sendo um trabalho extremamente detalhado, demorado e extenuante! Esses professores precisariam  de meses para criarem opções online e virtual adequadas! Vejo pelo meu caso: meu curso virtual já é antigo, começou em 2001 logo que a internet se popularizou no Brasil; e nesses quase 20 anos ele mudou de “cara”! Recebeu adaptações tanto didáticas quanto visuais! Ele ganhou maior detalhamento no tipo de documento que é enviado para o aluno, eu incluí cores, incluí informações, alterei tamanho de caracteres… coisas que eu nem imaginava! E isso eu incluí com base no “feedback” dos meus alunos nesses anos (anos!). Didaticamente falando, foi incluído o áudio de apoio para ajudar alunos com mais dificuldades, coisa que nem me passava pela cabeça inicialmente! Eu tive de aprender a usar programas de computador que eu não dominava… Vejo que em alguns casos os professores estão inclusive enviando vídeos com aulas gravadas, que no meu caso não são necessárias, e que levam tempo para serem feitas! Então, como vê, cada caso é um!

Especificamente com relação à modalidade online, que é a sincronizada com o aluno – aí é que “a porca torce o rabo”! No começo da pandemia achava-se que era só usar um Skype ou um “Zoom” e pronto! Só que não! Não creio que seja possível o professor dar uma aula online para todos os alunos da mesma turma, por uma questão de dificuldade técnica – é muito difícil dar conta de todas as reações dos alunos usando zoom ou skype! Sente-se falta da visão total da turma, sente-se falta do movimento mais livre das mãos… todos eles escrevem no chat ao mesmo tempo! é uma loucura! 😫.

E voltamos àquilo que falei no início: os alunos parecem ter menos atenção visual que numa aula presencial; inclusive eles podem se distrair com tanta coisa na tela… Então creio que uma aula desse tipo, online, em turma, duraria menos que uma presencial, na melhor das hipóteses. Mesmo professores e escolas que já usavam esses programas como complemento não vão conseguir transferir 100% as aulas presenciais para as aulas online.

Para piorar, como o professor pode avaliar a evolução do aluno usando a internet? Difícil, né? Estou auxiliando um aluno, muito dedicado, de uma escola pública de SP, que recebeu da professora de inglês e do professor de sociologia trabalhos longos, que incluem leitura de livro e filmes, que se transformarão em trabalhos a serem entregues na volta às aulas; achei a melhor forma para avaliação na modalidade virtual. Meu aluno está envolvido, e de quebra, como ele está fazendo meu curso de redação online, está aproveitando as aulas comigo para escrever o texto final! Matou dois coelhos com uma cajadada só! 🐇 🐇

Mas é apenas um caso que está dando aparentemente certo.

Minha resposta para os pais é que, para alunos com menos de 15 anos, os pais terão de manter a rotina dos alunos, por exemplo, anotando um horário, num mural no quarto do aluno, em que horas ele deverá estar fazendo as lições. Os pais podem até ativar o alarme para ajudar o aluno a estar atento. O aluno precisa aprender a manter essa rotina, isso já vai ser uma salvação! O melhor me parece ser estabelecer um horário de, digamos, 1 hora contínua para os alunos de fundamental I, com intervalo e isso pode se repetir por mais duas vezes no dia; os alunos do fundamental II podem ter 2 aulas contínuas de atividades com intervalos. Mas é claro que isso depende do que os pais percebem em seus filhos! E não permitam que os filhos troquem o dia pela noite! 🌔mantenham a rotina o mais próximo possível daquela da escola! De preferência, a rotina da escola será a primeira do dia, e só depois de ela acabada o seu filho poderá ver tv, jogar… brincar…

Os alunos do ensino médio conseguem ficar mais tempo em silêncio em atividade.

Esse horário necessariamente precisa ser em silêncio, sem celular. Assim os próprios pais sabem que podem cuidar de seu home office e suas atividades também.

Quanto à motivação, é outro ponto difícil… para os alunos pré-vestibulandos, parece mais fácil manter a motivação, porque eles estão perseguindo um sonho, que é uma faculdade X. Eles querem estar, daqui a alguns meses, fazendo o curso que desejam. Quando os alunos perdem a motivação, normalmente é porque ainda não estão se vendo com muita certeza naquela área – é um bom teste esse, ein! 😉 Os meus alunos pré-vestibulandos  estão razoavelmente motivados, por esse motivo! Já os que ainda não têm em mente uma faculdade (isso é normal), já me confessaram que não estão mais a fim de fazer nada… faço o possível para ocupá-los com redação, português e inglês, que são minhas áreas, e também trago as outras disciplinas de humanas para as aulas de redação! Isso ajuda muito e eu também adoro (re)aprender outras matérias!

Meus alunos concurseiros têm também algum objetivo em mente, então têm motivação intrínseca, está indo tudo bem.

Enfim, a motivação externa é sempre passageira, enquanto que a interna é a mais forte!

A motivação dos alunos mais novos é mais problemática e mais a curto prazo. Eu diria que para cada dia os pais podem estabelecer algum objetivo (as aulas têm objetivos, então fica fácil para os pais nessa hora), e eles podem pedir aos filhos, no fim do dia, que contem a eles o que aprenderam em cada matéria. Isso funcionaria como uma motivação e vai manter as crianças mais focadas durante as atividades. É apenas uma ideia – espero que dê certo… 🌹

De maneira geral, a motivação se mantém por mais tempo quando a aula é online (sincronizada), especialmente quando o professor é mais comunicativo, e sabe exigir a participação do aluno (senão o aluno vai perdendo o foco!); quanto mais o aluno falar, interagir com a tela, melhor; de novo, depende muito da motivação do próprio aluno, porque tenho uma aluna com TDAH severo que tem aulas online para vestibular e eu mesma fico impressionada com a capacidade de atenção dela em aulas que duram 1 hora e 15 minutos! Não há mesmo uma regra! Quando a aula é online, sincronizada, mas sem participação do aluno (geralmente pelo facebook), a atenção cai um pouco, e o aluno se dispersa com outros atrativos do vídeo ou da própria plataforma (se eles já são assim na escola, imagine numa tela…).

Já quando a aula é virtual ou quando a aula é gravada em vídeo é mais difícil manter a motivação, então dá mais certo com alunos pré-vestibulandos. Para aulas em vídeo uma ideia é dividi-las em sessões de uns 10 minutos.  Para cada sessão, o filho pode explicar aos pais o que entendeu… assim a memorização é facilitada. Para aulas online, os pais podem sugerir às escolas ou aos professores que elas sejam mais curtas; por exemplo, nos meus cursos há opções com aulas de 45 minutos, que me parecem as melhores para crianças e alunos com TDAH.

E tem-se também o fato de que a tela em si é cansativa para leitura, então tudo que puder ser imprimido imprima!

Tudo é um aprendizado, tudo! A gente só não percebe porque está no meio da situação! Estive contando para meus alunos online sobre um livro que li acerca de como era a vida durante a Peste Negra, e quanta coisa o mundo aprendeu com ela! Coisa de um século depois dela tivemos nada mais nada menos que o Renascimento! 🌞🌼 Estamos nos dirigindo para um novo renascimento! 😊

Espero  ter ajudado os pais, e certamente eles vão tirar lições disso também!

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Cuidado com corretores!

Uma promoção para ajudar seu bolso!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gerúndio criando ambiguidade

– 630 posts no  meu blog! não tem igual! –

Vamos dar uma olhada na redação da Lorena, uma vestibulanda de Medicina que faz o curso virtual para o Enem, a partir do Rio Grande do Norte. Observe aquela palavra em destaque, em azul:

É um gerúndio, percebe?

Você não fica com a sensação de que esse gerúndio se refere às campanhas de adoção? Acho que sim, né?

Mas ela, a dona do texto, me falou que a intenção era mostrar que os “paradigmas do perfil do adotado” é que estavam maculando o real significado da ação!

Então houve aqui uma ambiguidade, por mau uso de gerúndio. Quem segue meus posts já sabe que gerúndios existem para serem usados, então USE-OS! Mas para usá-los você precisa treinar, porque eles podem levar a ambiguidades.

Nesse trecho o ideal era escrever “que maculam”, aí sim o verbo em gerúndio estaria se referindo ao real significado da ação, concorda?

Essas coisinhas é que explicam por que redação é treino (=tempo de dedicação)! E fiz questão de trazer este tipo de falha  porque essa forma de usar o gerúndio levando a ambiguidade é muito comum!

Vamos ver o que o Mario Mansur, aprovado na Polícia Federal após meu curso de redação:

“A professora Margarete surgiu na minha vida e com esse jeito todo delicado me fez perder o medo de escrever, acabando com todos os meus medos e com aquele regramento arcaico que se aprende nas escolas. Essa pessoa tão especial me fez, em apenas 6 aulas, tirar 12.4 de 13 pontos na prova para agente da Policia Federal de 2012. Quem dera todos os professores tivessem a dedicaçao e a segurança que Margarete nos passa ao ensinar. Professora, mais uma vez muito obrigado por ter acabado com todo aquele bloqueio que tinha e pela nota sensacional que consegui tirar –  confesso foi a maior da minha vida!!!”

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Falha de coesão é outro caso perigoso…

Melhor curso de redação para concurso

 

Como (não) fazer um rascunho de redação

Vamos falar sobre o rascunho hoje. Se você é um candidato que vai fazer uma prova de redação para vestibular ou concurso, ou se você é um aluno do ensino superior e vai entregar sua monografia ou tese de pós-graduação, você precisará fazer um rascunho do que pretende dizer em seu texto. Também se você vai escrever seu livro, o rascunho é o caminho!

Tenho aqui uma aluno do ensino superior, vai se graduar em biblioteconomia, e precisa de ajuda para criar a monografia do TCC, mas não sabe como fazer um rascunho – ela tem mil textos de outros autores sublinhados, já rabiscou ideias importantes… mas não sai disso! Então eu ensinei a ela como fazer um rascunho! Vou mostrar aqui o mesmo que eu disse a ela.

Um rascunho precisa ser um texto em que você diz o que gostaria de dizer, como se fosse um resumo. O que você deseja que o leitor de sua redação ou de sua monografia entendam sobre o assunto?

Exato: esse é seu rascunho. Logicamente vai ser um texto curto – talvez 1 parágrafo longo se você pretende fazer uma redação de vestibular, talvez  2 ou 3 páginas se você fará sua monografia ou seu livro…

Se você está escrevendo um livro, uma monografia ou uma tese, seu rascunho será lido por outra pessoa para que você possa ter a noção mais palpável do que seu leitor final vai pensar, sobre o que ele levantará dúvidas, enfim, sobre a reação dele.

Se você está se preparando para uma prova de redação, o rascunho será feito no dia da prova, e ninguém vai lê-lo a não ser o corretor que lhe dará nota. Nesse caso você precisará desenvolver uma habilidade de perceber a reação do leitor ao que você escreve, e essa habilidade se desenvolve perfeitamente com o tempo de treino. E por isso é bem interessante que você não se precipite em entregar sua redação prontinha para nota  (como se faz nas escolas) – o ideal é entregar seu rascunho para que o professor dê o parecer e sua versão final fique como você queria!

E esse pequeno texto que é seu rascunho deve conter basicamente suas ideias, seus motivos, nada baseado em pesquisas. A partir do que o leitor lhe disser sobre o que achou do texto, aí sim você vai decidir o que pode ser incluído no texto. Quem está no ensino superior vai naturalmente citar autores, trabalhos, casos (“cases”), experiências… Quem está se preparando para um vestibular ou concurso obviamente vai se apoiar no que se lembrar de suas leituras e de sua vida para isso (calma, o corretor não está esperando que você faça citações como os alunos do ensino superior!).

O que quero enfatizar é que o rascunho não é o que se aprende geralmente nas escolas: não é um texto pronto que vai ser passado a caneta e não é uma lista de frases importantes que depois virarão parágrafos.

Quando você decidir fazer o rascunho, você já tem em mente sua intenção com o texto que vai ser feito depois, apenas não sabe bem os detalhes, como pretende se explicar… e para expandir esse rascunho num texto finalizado você vai precisar do parecer de outra pessoa, não tem  jeito… Depois desse parecer é que você verá seu caminho com mais clareza. Muitos autores de livros têm pareceres de pessoas de áreas diferentes, inclusive!

Claro que se você vai fazer redação numa prova, essa noção de como está seu rascunho e de como expandi-lo numa redação virá depois de treino, não virá depois de “dicas” de influenciadores digitais, percebe?

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Percebe este erro?

Curso para sua prova de português no vestibular!

 

Quem fala errado escreve errado

– chegamos ao post 628! sucesso! –

Este post é um alerta, alerta para você, aluno e para os pais.

Tenho uma aluna, já graduada em duas faculdades, atualmente trabalhando na área de Direito, que escreve muito mal. Inclusive já foi desligada de um escritório de advocacia por esse motivo, o que muito a abalou, e já recebeu retornos muito ruins dos atuais colegas de trabalho sobre seus e-mails e documentos escritos pelo mesmo motivo.

Conversamos sobre o tipo de falhas de sua escrita e ela foi me contando que seus pais sempre “falaram errado” e nunca se preocuparam em estimulá-la a ler; que conviveu com pessoas que não tinham instrução suficiente para falarem corretamente em várias circunstâncias familiares e escolares; e sempre gostou mesmo de matemática, por isso português ela “se esforçava só para passar”.

Ela contou que só percebeu que falava errado ao entrar na primeira faculdade, mas não teve muitos problemas porque não precisava escrever muito lá. Então a “bomba” só veio quando ela se graduou em Direito e começou a trabalhar na área. Agora ela está emocionalmente muito abalada, como você pode imaginar, e desesperada para melhorar isso rapidamente.

O que eu contei para ela eu quero contar para você: o cérebro só consegue levar à boca ou pôr no papel aquilo que ele tem dentro dele, aquilo que ele ouviu até aquele momento. Essa é uma forma bem didática de explicar o caso. Para que ela escreva corretamente, o cérebro dela deverá começar a ouvir o português correto; o lado bom do cérebro é que ele é totalmente maleável: ele desaprende qualquer coisa se se insistir nisso.

Então ela vai se afastar de pessoas que falam errado, e se aproximar de quem fala corretamente, e vai passar a ler somente textos de qualidade, lendo-os em voz alta às vezes, para dar essa “mãozinha” para o cérebro. O efeito é garantido.

Gostaria que os pais atentassem para essa história, para riscos de se falar errado e de se ter filhos convivendo somente com quem fala errado, e gostaria que os alunos atentassem para ela e entendessem que talvez sua escrita “errada” tenha origem na convivência com quem fala errado.

O Leandro conseguiu uma vaga como Analista da Arsesp em 2018, depois de fazer meu curso de redação presencialLeia o que ele tem a dizer:

“Saiu minha classificação: fiquei em 4°  lugar mesmo, estou muito feliz! Tinha pavor de redação e isso me fazia travar quando enfrentava esse tipo de prova.  Foram muitas notas ruins e reprovações antes de conhecer seu curso. Você é uma profissional muito atenciosa e nos dá segurança ao escrever –  foi o diferencial para mim. Minha nota na redação foi 90% de 100%, antes não conseguia passar dos 70%, isso me garantiu várias posições nesse concurso e a tão almejada classificação. Obrigado por tudo!”

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Promoção

Pode escrever “tosco”?

Um jeito de melhorar a redação do colégio/cursinho!

Quando um aluno de vestibular ou concurso começa meu curso, é bem normal que ele/ela escreva uma redação (ainda sofrida) para prioritariamente responder alguma pergunta, ou para mostrar o quanto ele/ela sabe sobre o assunto levantado.

Essa ideia de responder a uma pergunta é uma característica da escrita do ensino médio – e isso é bem normal -, mas ela precisa ser superada; ela precisa ficar em segundo plano. Uma dissertação argumentativa é mais saborosa quanto mais ela levanta questões, levanta “poeira”; o corretor de sua redação será um professor de português, então ele não terá autorização e nem intenção de verificar se você deu a “resposta certa” para alguma possível pergunta da proposta. Isso você entende, certamente.

Existe na literatura um gênero chamado “ensaio”, que tem como objetivo levantar questões, fazer reflexões, sobre um tema, sem nenhuma intenção de dar uma resposta definitiva ou esgotar o assunto, e eu considero que o ensaio pode fazer você compreender o tipo de raciocínio que se aproxima daquele de uma redação dissertativa argumentativa para essas provas! Aqui tem algumas sugestões se você quiser ler ensaios – pode ser que você encontre na biblioteca da sua cidade.

Não, você não vai fazer um ensaio na prova de redação, ensaios não cabem em 30 linhas! O que eu quero é que você capte essa liberdade de reflexão, de raciocínio, para se distanciar do jeito “colégio/cursinho” de escrever dissertações. O jeito “colégio/cursinho” está preocupado em dar a resposta certa ou em mostrar como o aluno sabe bastante! Não é por aí!

Você pode ser levado a responder uma pergunta, claro, mas observe que essa pergunta lançada a você só objetiva ajudá-lo a iniciar uma reflexão, ou seja, não haverá a resposta certa e a errada, compreende? Não há um gabarito para sua redação! O seu raciocínio, o “mergulho” que você decide fazer no tema (não profundo, já que são menos de 30 linhas para sua reflexão!), é que vai contar na avaliação.

Enfim, estou te dando de bandeja alguma coisa que faz parte do treino inicial dos meus cursos de redação 🙂 , e que está por trás da rapidez de resultado que eles garantem! para quem tem concorrência pesada pela frente, isso faz uma diferença que nem te conto…

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Aqui os cursos para vestibular…

Aqui os cursos para concurso…

Aqui os cursos para seu trabalho…

 

 

Dicas para escolher curso de redação pela internet

– este é meu post 626! quantos posts, ein! –

Neste momento em que escrevo este post estamos vivendo a pandemia do covid-19, e, forçados pela quarentena, os brasileiros estão descobrindo que a internet serve para continuar estudando e se atualizando!

Desde a crise dos anos 2013-2014 no Brasil, mais da metade dos meus alunos escolhem cursos pela internet. Antes que você embarque em canoa furada, te explico os dois tipos de cursos pela internet e como escolher um para você.

Cursos online

Cursos online são cursos em tempo real, quer dizer, você vai estar de um lado do seu computador/notebook e o professor vai estar do outro lado, no mesmo momento. É o mesmo que ter uma aula presencial. Geralmente usa-se um programa como skype ou zoom. Você e o professor vão se ver – se isso for importante – pelas câmeras, e a tela será usada como lousa. Vocês dois terão seus microfones abertos, claro. Os programas permitem que se “escreva” na tela com várias cores, e que a aula seja gravada para você rever depois.

Como você vê, dependendo da disciplina que é ensinada, tudo corre como na aula presencial mas por um preço muito mais baixo. Cada professor usa do seu jeito; eu costumo dar exercícios usando a tela, e recebo e envio material pelo mesmo programinha!

No caso específico de redação ou português esse sistema substitui 100% o curso presencial. Claro que todo aluno acha que isso é impossível e tal… mas na primeira aula eles nunca mais pensam em curso presencial! 😀 Isso pode não ser assim para outras disciplinas; o meu curso de inglês para conversação iniciante online, por exemplo, perde um pouco porque depende da definição do vídeo que nem sempre ajuda…

A dica aqui é sempre atualizar seu aplicativo, e de preferência usar um headset para o som ficar perfeito, principalmente se no local houver gente falando, cachorro latindo… tv… fale perto do microfone e com clareza – seu professor também deverá falar com clareza, mas se isso não estiver acontecendo, peça para ele repetir (muitos professores não estavam acostumados com aulas online e podem não notar esse detalhe, no começo é normal).

Podem ocorrer problemas técnicos como a imagem da câmera ficar ruim quando se usa a tela, ou o som ficar ruim quando se usa a câmera, mas isso não parece estar ligado à conexão em si, e sim aos programas. No caso de cursos de redação e português, como os meus, isso não incomoda porque não precisamos de câmera. Entretanto a conexão também pode atrapalhar e a linha pode cair, mas pela minha experiência não tem como evitar – é raro, mas é refazer a ligação e continuar…

Curso virtual

Um curso virtual usa a internet para recebimento e envio de lições e exercícios, além de áudios de apoio. Ou seja, o aluno e o professor não vão estar se falando em tempo real, não há hora marcada. Não se usa programa nenhum, apenas o bom e velho e-mail.

Como eu mencionei agora há pouco, é um curso que normalmente precisa de áudio de apoio, para o caso de alunos que não estejam conseguindo evoluir – assim o professor fala diretamente com o aluno e vice-versa.

Um alerta para quem está procurando curso de redação: curso virtual não é correção de redação. A correção é um serviço para editoras, que, quando usado com alunos de redação, atrasa muito a evolução, porque só corrige o que está errado e a tendência é que o erro volte a ocorrer; atrai muito porque é baratinho mas acaba ficando carinho porque demora muito para dar resultado (se der).

 

O curso virtual tem um retorno constante do professor, que vai tirar n dúvidas suas até você entender 100% das falhas, e vai enviar exercícios extras para ajudar na sua evolução, coisas que correções de redação não têm. Dê uma olhadinha numa avaliação de redação feita para um ex-aluno meu e você vai entender o que estou dizendo…

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Você deve ter notado que eu disse “computador/notebook” lá no alto, certo? Cursos pela internet precisam de dispositivos com telas grandes, nada de “quebrar galho” com celular!

O lado ótimo do curso pela internet é exatamente esse que você está pensando: você pode estar de pijama na sua cama enquanto faz seu curso… você não precisa pegar ônibus, pegar chuva… passar frio ou calor… pode comer alguma coisa enquanto tem sua aula… é realmente maravilhoso! 😀 Ah, sim, também é maravilhoso pagar pouquinho (R$ 33 nos meus cursos virtuais!) por uma aula de um curso top, pela internet, não acha?! 👍

Agora, é fato que nem todo aluno brasileiro tem acesso à internet, e que aqueles que têm nem sempre têm computador ou notebook… a maioria, eu suponho, usa apenas celular. Se você conhecer alguém nessa situação, pode oferecer meu curso de redação por correio para vestibular, para concurso ou para o trabalho!

Vou deixar aqui meus cursos online, que existem desde 2012:

para vestibular, para concurso, para trabalho

e meus cursos virtuais, que existem desde 2001:

para vestibular,  para concurso,  para trabalho

(Agora deixa eu ir porque eu também estou inscrita em alguns cursos online, aqui não se perde tempo! 😌 Logo logo trago novidades pra cá!)

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ex-vestibulandos felizes que fizeram meus cursos à distância

ex-concurseiros felizes que fizeram meus cursos à distância

Um vestibular cancelado!

Falando sobre cancelamento de vestibulares, lembrei um caso que ocorreu no vestibular da Unicamp, mas já faz tempo: 1996. Esse vestibular teve a prova de redação cancelada! É! Foi realmente um transtorno… Os alunos já estavam nas férias de verão, em janeiro, quando foram avisados de que teriam de se submeter a nova prova de redação!

O que me lembro de ter ouvido falar é que durante as correções das redações os corretores notaram trechos semelhantes (ou iguais!) entre algumas redações; então investigaram e descobriram que eram todas de alunos de um mesmo cursinho pré-vestibular ou de um mesmo colégio – não lembro agora – numa cidade de SP.

E descobriu-se que uma das pessoas que montou a proposta de redação era professor nessa instituição! Tudo indicava que teria “vazado” o tema e talvez até treinado o tema com os alunos.

Isso mostra por que não é de bom tom que professores de redação sejam organizadores de provas ou corretores… Às vezes nem é permitido.

Imagine um aluno que foi bem na redação que foi cancelada e não foi bem na nova redação! 😭  Bom nem pensar…

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Tem promoção pra te ajudar, vem aqui ver!

Você gostaria de ter um resultado rápido para sua redação?

Pode usar “[…]” na redação?

Sim! Pode!

Quando você quiser usar algum trecho de algum texto fornecido, mas por algum motivo só quer destacar um pedacinho e não o trecho todo (até porque você não pode copiar gratuitamente o que foi fornecido), então é a hora de usar!

Esse símbolo indica que um trecho foi retirado por você do original copiado.

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Primeira pessoa na Fuvest?!

Pode usar palavras subjetivas na redação?

O jeito errado de fazer a redação

– post 622, espero que você tenha lido os outros… – 

Minha aluna vestibulanda de Medicina, N., começou o curso presencial, mas passou para o curso online devido à pandemia de covid-19. Ela está no primeiro ano do cursinho pré-vestibular, mas vem de um colégio particular conhecido em São Paulo, e me disse que tinha gostado muito do que aprendeu em redação lá.

A primeira redação que me mostrou estava pela metade – ela tinha o que eu chamo de “a síndrome do parágrafo III“. Para chegar ali ela já tinha perdido mais de 1 hora. Disse que, se eu quisesse, ela ia ver se tinha mais ideias para a redação. Ou seja, ela não sabia o que escrever na redação, embora já a tivesse começado! 😮 Eu notei que a introdução estava perfeita, clara… mas… como é possível haver uma introdução para um texto que não existe?! 😮

Estranho, não é?

Depois eu descobri que ela tinha feito um esquema prévio ao rascunho – esse esquema é bem comum – praticamente todo mundo faz. O esquema parecia bem completo. Mas… como é possível se fazer um esquema assim completo e não se conseguir escrever a redação?!

São coisas estranhas mesmo (fazer a introdução completa antes de começar o rascunho… fazer um esquema que não ajuda a escrever o rascunho da redação ), e elas mostram que os esquemas e regras ensinados em escolas funcionam para as escolas. Não funcionam para o ensino superior. É por isso que eu não ponho fé em regras, entende? Se esses esquemas e regras funcionassem, a N. estaria escrevendo facilmente a redação, e não está acontecendo isso.

Agora a N. está “desaprendendo” a começar pela introdução – é um choque para ela, mas já está surtindo efeito!

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Tá demorando pra começar a redação? Experimente isto…

Também temos curso perfeito para a prova de português!

Você só usa whatsapp? Meus pêsames…

Tenho uma nova aluna, N, que prestará vestibular para medicina no final de 2020. Ela começou ontem o curso presencial. Descobri que ela só usa whatsapp para se comunicar 😮 . Aliás, foi ela que ficou assustada com o fato de que eu raramente vejo minhas mensagens no whatsapp, e ficou mais assustada ainda quando soube que eu uso e-mail, correio, telegrama…

Foi assim que descobri que ela nunca na vida escreveu para uma emissora de rádio ou tv, nunca escreveu para o governo, para a prefeitura… nada nada! Comunicação para ela é enviar mensagens pelo whatsapp.

Contei para ela que aos 12 anos eu escrevi uma carta para a prefeitura pedindo que minha rua fosse fechada nos fins de semana para lazer; fui chamada para conversar com o subprefeito e consegui a rua para lazer. Contei que aos 20 anos escrevi uma carta para a Nasa pedindo fotos da Lua e dos planetas e dias depois as recebi (não havia internet na época) pelo correio. Contei que escrevo sempre para a prefeitura através do SAC avisando sobre serviços que precisam ser feitos pela cidade, e os serviços são realizados normalmente. Contei que escrevo e-mails para professores e entendidos nas áreas de conhecimento que me interessam, pelo mundo afora, para tirar dúvidas e aprender mais, e eles me respondem! Quantas vezes escrevo e-mails e twitters para tv e rádio dando minha opinião sobre uma discussão e eles levam ao ar minha opinião! E o dia em que enviei um telegrama para minha aluna que não respondia meus contatos de jeito nenhum? em 3 horas ela recebeu a mensagem e me ligou perguntando o que era aquilo… um telegrama!

Ela ficou até sem ar! 😀

Agora pense comigo: o que significa a tal Era da Comunicação tão propalada se não é comunicar-se usando todos os meios disponíveis!?

Se você lamentavelmente usa só whatsapp para se comunicar, como ela, será que você não está se limitando demais em plena Era da Comunicação? Não é estranho um vestibulando ter de fazer aulas para aprender a escrever cartas para enfrentar a prova de redação da Unicamp, por exemplo?

Desculpe que hoje estou indignada, mas faça um esforço para sair dessa limitação – você vai descobrir que whatsapp não alcança todas as esferas que podem fazer muita diferença na sua evolução pessoal, no seu conhecimento! Whatsapp tem limites, ele não substituiu as outras formas de comunicação, em absoluto, isso é jogada de marketing! Whatsapp é uma das formas de comunicação – só uma! Você não tem vontade de entrar na Era da Comunicação!?

Se você só usa whatsapp você está se alijando do mundo! Procure aprimorar-se nos estudos e no trabalho, mantenha-se dentro da Era da Comunicação! Veja só a situação da minha aluna, N… às portas da universidade e só sabe se comunicar por whatsapp…

O Roberto foi meu aluno virtual no curso de redação. Foi aprovado para Agente Técnico na Assembleia Legislativa de SP em 2010, com nota máxima na redação e em primeiro lugar! Ele diz o que achou do curos:

“As aulas me auxiliaram muito a desenvolver o senso crítico em relação aos meus textos, de maneira que eu mesmo tinha noção do que precisava melhorar neles e do que estava errado.” 

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O politicamente correto é outra tristeza…

Já viu algum professor de redação escrever redação?

4, 5, 6 anos de cursinho pré-vestibular!

– chegamos ao post 620! uau! –

Tenho uma aluna vestibulanda que não conseguiu vaga no curso que ela queria – Medicina. Conseguiu vaga no curso de Farmácia numa universidade pública de SP, mas… rejeitou. É uma dor ver isso, ver que ela está muito triste, era tudo que ela queria… ela não se imagina em outra profissão… e agora vê pela frente a depressiva opção de passar mais um ano da vida num cursinho pré-vestibular (o terceiro!), com todas as agruras típicas dessa vida (esgotamento físico, mental e emocional sem nenhuma garantia de passar).  Há muitos alunos que estão há 4, 5 ou mais anos tentando um vaga e passando anos e anos em cursinho pré-vestibular e isso é muito evidente com vestibulando de Medicina!

Meu trabalho se restringe a oferecer cursos de redação, português, e inglês, mas quero dar meu pitaco caso você esteja nesse impasse, pois já vi essa história tantas vezes antes.

Seja sincero… Será que vale a pena perseguir a profissão dos sonhos por tanto tempo assim? Será que não seria mais interessante ver a si mesmo como uma pessoa com habilidades variadas? 

Todo ser humano tem habilidades variadas! Pensar assim pode evitar que você passe por problemas emocionais, de saúde, pode lhe permitir chegar ao mercado de trabalho o quanto antes e ter seu próprio dinheirinho 🤑 mais rápido, e até ter melhores condições, futuramente, de tentar aquela profissão que você considera seu plano A!

Você pode estar romantizando demais isso da profissão ideal, olha lá ein… Na prática é impossível “bater o martelo” e garantir que você só gosta daquela área de trabalho na sua vida! Para isso você teria que revistar as centenas de opções de cursos que existem hoje e você não fez isso até hoje! Você deve estar pensando apenas na habilidade que mais o destacou na escola, ou teve influências positivas e negativas sobre profissões na sua família, ou acha que tem uma “missão”🙏 de trabalho no mundo (você vai ter várias, não só uma, pode se preparar! 😝 ). Se bobear você está imaginando sua vida boa, de “sucesso” e status com um gordo salário nas mãos! Seja mais “pé no chão”!

Você, vestibulando, precisa ser flexível, que é algo muito desejável hoje! Ser flexível diminui seu sofrimento, você vai brigar menos com a vida (e vai apanhar menos dela 😆)! E você vai curtir coisas que você nem sabia que existiam! Sendo flexível você pode perseguir a tal profissão dos seus sonhos, sem problemas, mas também pode encontrar um plano B que te faça feliz longe do mesmo jeito!

Se você está nessa situação de anos e anos atrás da profissão dos sonhos, sem saber qual decisão tomar, imagine que essa profissão dos seus sonhos foi proibida no Brasil. O que você vai fazer agora?! Qual é seu plano B? Quando você se inscrever no vestibular, use seu plano B seriamente! Inclua na segunda opção essa profissão em que você se daria bem, mesmo que não seja a do sonho! As duas cabem no seu coração e você tem tempo pra cursar ambas!

E não precisa ficar bravo comigo – eu não destruí seu sonho, ele é uma opção que permanece no seu horizonte, pra quando der, percebe? Apenas que você vai aproveitar oportunidades que vão surgir no caminho em vez de perder tempo de vida! Quando seus colegas dizem “nunca desista do seu sonho”, eles não estão dizendo que você tem que paralisar e consumir sua vida em anos e anos de vestibular até conseguir seu plano A!

Meu ex-aluno, Eduardo Pillon, tentava Medicina por um tempo quando conseguiu vaga em Direito numa universidade pública; topou encarar esse curso que era sua segunda opção e gostou. Hoje ele é formado em Direito e não está pensando em Medicina por enquanto, inclusive já trabalha na área de Direito.

Seus avós e bisavós trabalhavam no que havia. Naquela época ninguém acalentava tanto assim uma profissão dos sonhos, como hoje, mas muitos deles gostavam do que faziam e eram excelentes profissionais! Eles diriam “quem não tem cão caça com gato”. Hoje você tem centenas de opções então não deveria se martirizar sacrificando sua vida pelo plano A, enquanto há tantos planos B!

Nada o impede de um dia exercer aquela sua profissão dos sonhos – tem muita gente com 2 ou mais profissões já na bagagem, eu sou uma delas, e você vai ser só mais um…! Hoje as áreas estão todas interligadas, quanto mais áreas você dominar melhor!

“Mais vale um pássaro na mão que dois no ar!” 🐦 🐦 🐦

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Sabe o que é progressão textual?

O que é bom ler antes da redação?

 

Ler serve para aumentar vocabulário?

Voltando ao assunto da leitura e sua influência na escrita, eu soube de estudos recentes realizados em países de língua inglesa que mostram que o número de palavras novas não aumenta tanto quanto se imaginava, quando se lê habitualmente. O que melhora muito é o conhecimento das palavras, a habilidade para usar as palavras e as estruturas nas mais variadas formas, e a precisão desse uso.

Isso porque ao ler por hábito lemos textos e livros que são “fáceis” para nossa compreensão. Se lemos por hábito, não estamos a fim de parar a leitura para buscar no dicionários palavras novas, concorda? Exato. Nós buscamos palavras novas no dicionário quando estamos lendo pequenos textos para a escola, não livros e textos que estamos lendo por interesse ou prazer.

O aumento do número de palavras seria atingido talvez se nós lêssemos livros e textos de assuntos os mais variados possíveis, mas na prática isso não acontece – nós lemos o que nos interessa. O cérebro não assimila palavras de contextos que não nos interessam, simples assim. Então o aumento de vocabulário acontece quando lemos para exercícios escolares de compreensão de texto.

Outro ganho que foi confirmado com esses estudos é o da fluência: quanto mais se lê, mais  rápido se lê e vice versa.

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Pagando um quase nada por um curso top!

Você rasura a redação?! 😮

Para pais de alunos com dificuldades para ler e escrever

– post 618 já! –

Este ano já recebi aqui uma senhora, mãe de um aluno com dificuldades para ler, e que tem sofrido muito com as matérias de escola. Não sabemos se ele tem dislexia (mas para mim, professora de português, isso é um detalhe – existe uma dificuldade e vamos reduzi-la). Ele deverá fazer acompanhamento comigo daqui a alguns meses.

Eu já dei a ela algumas sugestões do que pode ser pedido aos professores de seu filho, e vou deixar aqui para ajudar outros pais perdidos com filhos que apresentam dificuldades para ler e escrever. Peça aos professores e coordenadores da escola regular que…

  1. anotem na lousa o que vai ser tratado na aula, ou forneçam ao aluno uma folha com essas anotações, para ajudar visualmente o aluno, assim ele não vai depender tanto da atenção no que o professor fala.
  2. avisem com antecedência qual capítulo ou tópico vai ser ensinado na próxima aula de maneira que o aluno tenha tempo de ler o material pelo livro, em casa, e não chegue para a aula tão “zerado”. Pré-lendo em casa, o aluno já conseguirá dominar o vocabulário necessário e não ficará perdido nem atrasado em relação aos colegas.
  3. peçam tarefas em vídeo ou áudio em lugar de tarefas escritas.
  4. indiquem vídeos que reforcem aquela matéria, e que podem ser vistos em casa – mais uma vez, a opção da ajuda visual!

 

Essas dicas devem aliviar muito a carga que a dificuldade de ler e escrever representa em outras disciplinas escolares! 😉

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Aula particular é coisa de rico?!

Se dá pra simplificar, por que complicar?

Como gostar de ler… e ler muito!

Primeiro quero lembrar que “ler muito” aqui não é ler montanhas de livros ou revistas aleatoriamente, pensando que isso vai lhe fornecer muitas ideias para a redação… já falamos sobre isso

Se você ou seu filho sentem aquele desejo de ler mais e sem sofrimento, a forma para conseguir isso facilmente é ler livros e textos fáceis, sempre sobre o que realmente interessa para você!

Exatamente! 🙂

Se você já tentou ter o tal do hábito de leitura, já chegou a comprar livros (aposto que aqueles da vitrine da livraria), mas nunca terminou ou levou tanto tempo para ler que não quer saber mais dessa vida, então você fez a coisa errada.

Pode ser que ainda você esteja seguindo o padrão escolar, em que o “legal” era você ler coisas difíceis, para aprender palavras novas e tal… Isso nunca, jamais, vai levar você ao hábito de leitura. Jamais.

Livros sobre o que realmente te interessa, e fáceis, certamente você leria “numa tacada só”!

Isso que estou te ensinando se chama “leitura extensiva” e não tem nada a ver com aumentar vocabulário ou fazer prova para ver se você compreendeu o texto! Vá por mim que você vai ver só o devorador de livros que você vai se tornar! 😀

Já falei isso antes mas vamos lá de novo: se na sua cidade há uma biblioteca, vá até lá e passeie entre as estantes; deixe de ser esnobe e achar que livros precisam ser comprados! Você já comprou com os impostos que paga, e eles estão lá aguardando por você. Se você não tem biblioteca na sua cidade, ok, compre da internet ou vá à livraria, ou ainda compre de sebos – fica muito mais barato! E deixe de ser mimado e culpar a escola/o professor por nunca terem te tornado um devorador de livros… a maioria dos professores lê tanto quanto os alunos ou até menos… Vire-se!

Veja que livro ou revista interessa a você – veja como é o interior dele, dê uma olhada no tamanho das letras… no número de páginas… As coisas que realmente são importantes – ou você discorda?! 😝

Muito bem: comece a ler o livro em silêncio… nada de música no ouvido, por favor. Um especialista em leitura em língua inglesa, J. Henry, disse uma vez que “o silêncio mais bonito da face da terra é aquele dos estudantes absortos na leitura”!

Agora é que vem o pulo do gato: se você não está gostando da leitura, pare e escolha outro livro; se você está achando difícil ler, muito demorado, pare e escolha outro livro. 😳

Ou seja, se você ou seu filho escolher um livro fácil e sobre o que interessa de verdade… de repente você estará lendo 1 por semana! Minha média de livros por ano é 30 (todos de biblioteca, que ainda me presenteia com 1 livro por ano por minha assiduidade ❤ ) e eu só leio o que me interessa.😌

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A nota de redação do cursinho está baixa?

“Ficar” é coloquial?

Curso grátis de redação+debates na USP

– este é o posto 616, já leu os outros? –

Quero abrir espaço agora para um projeto do pessoal da ECA USP: o Projeto Redigir.

Ele aborda redação, mas o que me chamou a atenção é que organiza debates sobre temas atuais! Debate sobre tema atual é muito bom para quem vai fazer provas de redação, não somente para “saber o que escrever”, mas principalmente para aprender a se comunicar! E os organizadores são gente da área de comunicação!

Infelizmente, hoje existe uma dificuldade crescente em se comunicar… 😦 Tenho tido alunos com ensino médio concluído que não sabem enviar um simples e-mail para uma emissora de tv, não se sentem capazes de se comunicar com gente da mídia usando um canal da internet (lembram do caso deste meu aluno?!)

Faça um esforço para participar – é gratuito, só uma vez por semana, pela manhã, pela noite ou até de sábado!

Estou pondo fé que você vai participar – aqui está a página deles com tudo que você precisa saber!

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Edição novinha do e-book de redação dissertativa com novidades!

Não vá me dizer que você treina redação assim… 😦

O segredo do sucesso em qualquer coisa!

Recentemente li um trecho do livro de Daniel Coyle, “The Sweet Spot” (o livro se chama O Código do Talento), muito muito inspirador! Precisava contar para vocês! 🙂

Daniel Coyle é um jornalista dos EUA e esse livro que citei acima esteve na lista dos top do NYT. No capítulo que li, Coyle conta que veio ao Brasil para entender qual o segredo dos jogadores brasileiros – aqueles que maravilham o mundo nas copas de futebol e nos times europeus. Como eles conseguem aquelas manobras com a bola?! Como eles se desvencilham tão rápido dos “ladrões de bola”?!

Para nós, brasileiros, a resposta talvez nem seja uma surpresa, mas para os leitores fora do Brasil parece que o segredo foi revelado. Coyle observou um garoto em São Paulo que batia bola num playground – chão de cimento. Ele observou que o garoto passava “horas” errando e tentando fazer certo, errando e tentando fazer certo… até acertar. O garoto estava treinando o “elástico”, aquela manobra em que a bola parece presa no pé por um elástico, a bola nunca escapa…

O que é isso senão o aprendizado pelo erro, né?! Os alemães têm um ditado mais ou menos assim “pelos seus erros você será melhor no que faz”. Qual a surpresa? Nenhuma, né? Os brasileiros não venceram as copas desde o início: perderam para os húngaros que tinham um time  imbatível… e aprenderam com os erros!

Bem, depois dessa “descoberta”, Coyle ainda foi convidado por um professor de esporte da USP a visitar o que seria o incubador dos melhores jogadores de futebol do Brasil: o futebol de salão!

Coyle observou que no futebol de salão (muito comum por aqui) o futebol em si é tornado mais complexo: o “ladrão de bola” encosta no corpo do jogador muito mais que nos campos de grama exigindo um drible muito mais rápido… a bola é mais pesada e menor… Imagine o que um jogador de futebol de salão sente ao ir para o futebol de campo?! Claro! No futebol de campo é muito mais fácil para ele driblar e lidar com a bola! Segundo esse professor da USP, os maiores jogadores de futebol da atualidade no Brasil vieram do futebol de salão!

Muito legal, né? O segredo é esse!

Inclusive um ex-jogador de futebol inglês, Clifford, levou o futebol de salão para a Inglaterra, recriou o espaço (com samba de música de fundo 😀 )  e recebeu ali garotos de classes mais baixas. Desse time saíram jogadores de futebol de campo de muito sucesso no país!

Então esse é o segredo: nada a ver com talento, indivíduos provenientes de classes abastadas (geralmente não mesmo!!), nem com condições “perfeitas” de aprendizado… Você já pode tirar esses mitos da sua cabeça.

Você que está desejando uma vaga na universidade ou num cargo público já pode ir aplicando essas duas “descobertas” que estavam bem aqui embaixo do nosso nariz, para chegar no sucesso. Primeiro: errar o máximo que puder para acelerar o processo; segundo, exercitar-se na maior complexidade que puder.

Nos meus cursos de redação a ideia de provocar erros em grande número é usada há muito tempo, e está por trás do resultado imediato que eu garanto; a ideia de exercitar na maior complexidade possível é constante também – não tem nada fácil aqui, nada nada. Jogo duro desde o início e treinamento de escrita em um tempo limitado. Dicas são para os fracos… Mesma coisa nos cursos de português para vestibular ou português para concurso, e também no curso de inglês (se você já entende inglês, aqui vai o capítulo).

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Dica pra escolher seu professor de redação

Momento ideal para começar a treinar redação

Para os pais de vestibulandos

– este é o post 615 já! – 

Agora, começo de ano, fico pensando nos alunos vestibulandos que não conseguiram entrar na faculdade – não se deram bem nas provas. E acho que tenho algo a dizer aos pais e responsáveis deles.

Eu sinto que muitos dos meus alunos vestibulandos carregam uma “missão” de realizar o que os pais esperam deles, mesmo inconscientemente. O resultado imediato disso é a ansiedade, o medo de desapontar os pais; isso gera jovens hipersensíveis, que se ofendem facilmente por qualquer coisa. Com uma auto-imagem assim negativa, eles desenvolvem dificuldade para aceitar frustrações e… a ansiedade piora.

Você vê isso por aí, não vê?

Um jovem com essa auto-imagem negativa tende a depender dos outros: ele vive para receber aprovação dos outros. Imagine como ele se sente quando a aprovação não vem (e na maioria das vezes não vem mesmo). E isso só se agrava hoje que temos redes sociais onde as selfies postadas parecem dizer “por favor, diga que sou linda”, “por favor, diga que sou bem sucedido”.

Esse jovem tem dificuldades de desenvolver o que ele sonha realmente para ele, e tem dificuldades em “se encontrar”, em saber o que quer fazer na vida. A vida assim não tem muito sentido, concorda?

Meus alunos com auto-imagem positiva têm força pessoal suficiente para passar por frustrações e por dificuldades para chegar ao que querem.

Os professores na escola precisam dar “uma mãozinha” aos alunos que têm pais e responsáveis que colocam objetivos nos ombros dos filhos. Eles precisam ajudar os alunos nessa situação a focar mais naquilo que eles fazem bem e que eles gostam de fazer, para que tenham uma auto-imagem positiva!

Eu gostaria, por fim, de dizer aos pais e responsáveis que eles precisam permitir aos filhos que façam a faculdade que desejam, e não a faculdade que os pais acham que dará mais chances de trabalho, ou a faculdade que eles, pais, gostariam de ter feito. Os pais têm sonhos de “sucesso”, basta ver que eles também se esforçam para ter aprovação dos outros, usando redes sociais.

Com menos ansiedade, esses jovens terão menos pressões emocionais em época de prova, principalmente. E com menos ansiedade, eles se darão melhor nas provas!

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Rasura é permitida na redação?

Você sempre perde minhas promoções… :/