Lógica aristotélica na dissertação

Já me perguntaram se a dissertação que eu ensino segue a lógica aristotélica.

Não ensino nenhuma lógica específica, não pressuponho que o aluno tenha domínio da filosofia, e também não sou entendida em filosofia. Eu ajudo o aluno a pôr no papel a opinião dele, e ser claro em suas explicações todas. Isso é dissertar – dar sua opinião e justificá-la.

Com o tempo, o aluno nota que a dissertação mais natural é parecida mesmo com a lógica aristotélica! Suas dissertações terão tese, poderão ter uma antítese (uma concessão, um respeito a quem pensa de outra forma), e uma síntese (que para nosso caso é uma possível conclusão). Mas isso pode não acontecer bem assim, pode haver outros caminhos para se ser claro.

Aliás, nós usamos rascunho antes de chegarmos a um texto final, e o rascunho é bem bagunçado, muito dificilmente vai seguir um padrão “certinho” como esse… Se você quiser ao mesmo tempo escrever e seguir um padrão, não vai escrever dentro do tempo pedido, e ainda vai achar sua redação ruinzinha… já conheço essa história.

Eu sempre lembro que sua redação de vestibular ou concurso serve para mostrar como você domina (ou não) a gramática, se você tem vocabulário adequado seu nível acadêmico, se você consegue ser claro sem “enrolações”, sua capacidade de interpretar textos… só isso.

Por favor, não complique.

 

Olha o nível de tensão desta minha ex-aluna!

Vamos aproveitar a promoção? Seu bolso está pedindo…

 

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