Caso perdido?!

A Patrícia foi um dos casos mais difíceis que encarei.

Ela estava terminando um colégio particular de São Paulo, no qual não há aulas de redação – uma vez por mês o professor pedia uma redação e a devolvia rabiscada com uma nota.

Minha aluna já não era muito estudiosa, nem tinha muito interesse por escrever – ela gostava de exatas -, então ela “foi levando”  a redação até as vésperas do vestibular.

Nas primeiras aulas ficou claro que ela não sabia nem por onde começar a escrever, e achava que não tinha nada na cabeça também, porque se sentia sem ideias.

Iniciamos sem usar papel… só bate papo. Ela chegou sem autoconfiança também, isso influenciava. Mas sempre havia um assunto que interessava e ela foi sentindo mais segurança nela própria.

As redações foram surgindo vagarosamente. Isso porque quando ela olhava para o papel parece que tudo sumia! Então a redação bonitinha e prontinha não apareceu nas primeiras aulas. Ela conseguia algumas frases… e com muito suor e lágrimas.

Infelizmente ela não era uma aluna que tirasse notas muito altas em nenhuma matéria, nem mesmo em exatas, área em que ela tinha mais facilidade… ela gostava mesmo era de desenhar. Então, para conseguir entrar na USP (ela ainda não sabia em qual curso), precisaríamos de uma nota extremamente alta em redação, para compensar as notas de outras disciplinas, que não seriam lá muito altas.

Foi o que fizemos.

Depois que o curso dela terminou, continuamos com algumas aulas extras. Até porque ela começou a gostar de escrever!

A Patricia Iwanaga deu seu máximo, fez seus vestibulares (nós cruzamos os dedinhos), e em 2011 conseguiu passar em Engenharia de biossistemas na USP, o que parecia um sonho para ela! Meses antes ela não sabia nem o que queria da vida, sempre ficava de recuperação de alguma disciplina… Vocês não imaginam a reação dela ao ver o nome na lista de aprovados! E foi muito bom para a autoestima dela, claro, especialmente porque muitos colegas de classe dela, gente que tirava notas mais altas que ela, não passaram! Tiveram de encarar cursinho…

Embora não fosse o tipo de aluna estudiosa, um gênio, ela conseguiu se distanciar dos concorrentes com a redação, que pode ser melhorada mais rápido do que se pensa. Se ela tivesse de fazer um cursinho talvez ficasse ainda mais deprimida, e talvez nem passasse depois de tanto gasto e tempo…

 

Este é o único curso de redação que trata de alunos travados

Tenho uma sugestão para você economizar seu dinheirinho…

 

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