Na dissertação não pode escrever “chiclete”! oi?

Minha aluna de redação, hoje, mostrou uma redação que ela havia feito na escola.

O tema era a forma como o brasileiro descarta o lixo, e o nível de reciclagem que temos no país. Em um dado momento ela contou o caso de Cingapura, país onde não é permitido comprar ou mascar bala de goma, para que não haja risco de vê-la colada no pavimento, enfeiando as ruas.

Bem, foi isso mesmo que ela escreveu – bala de goma.

Na realidade Cingapura proíbe o comércio e uso de chicletes! Mas a professora dela, na escola, disse que não se pode usar a palavra “chiclete”, porque é uma marca registrada (!). O correto seria usar “bala de goma”.

bala.jpgAgora, convenhamos, nós brasileiros conhecemos a bala de goma!

A bala de goma é essa balinha arredondada, colorida, polvilhada com açúcar – muito doce – e vendida geralmente em pacotinhos compridos. Nós também conhecemos o tal chiclete: trata-se de uma substância borrachuda, com algum sabor que se esvai depois de uma hora de mascada. É uma guloseima para se mascar, não se engole.

Ou seja, são coisas diferentes!

A professora poderia sugerir “goma de mascar”. Ainda assim, essa seria uma formalidade desnecessária para um nível de ensino médio! O que pode acontecer se alguém escrever “chiclete”? E quando essa aluna encontrar a palavra “chiclete” numa crônica de um de nossos ótimos cronistas?!

Ora, trata-se de uma marca que foi registrada na década de 30 do século passado e se tornou sinônimo de goma de mascar!

Essa professora diria que usa “hastes flexíveis” para limpar as dobrinhas do bebê (Cotonetes!)? Que vai ao mercado comprar um “chinelo de dedo” (Havaianas!)? Põe no dedo um “curativo pronto” (band aid!)? Quem sabe ela nunca pediu um Xerox de nada…!!

Esses nomes que eram marca registrada viraram sinônimos de produto! É fato! E é assim que usamos!

Minha aluna não conseguiu nem discutir com a professora porque ela – minha aluna – vive em família taiwanesa, não tem muita familiaridade com tudo que é brasileiro, e não lembrava bem o que era bala de goma.

***

A pergunta de sempre: qual a necessidade de uma professora de redação criar um nível de exigência desses, num ensino médio? Quem de nós teria condições de saber esse tipo de domínio quase “filológico” de uma palavra, enquanto escreve?! Como a escola está distante da vida real, não?

(abro espaço para você, leitor, me contar outras bobagens que os professores de redação têm ensinado por aí)

Você está perdendo um monte de promoções…

Você escreve errado esta palavra?

Curso para quem não consegue escrever a redação dentro do tempo da prova? Só este aqui!

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